<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308</id><updated>2012-02-16T13:00:49.616-02:00</updated><title type='text'>W@nderblog</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>176</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-4577844687639875298</id><published>2012-02-02T02:29:00.000-02:00</published><updated>2012-02-02T02:29:30.609-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano V - Nº 177 - "O 'fake' e o natural"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Eu confesso que já fui mais tolerante aos pagodes. Cresci ouvindo, tenho&amp;nbsp;CDs, na minha playlist não faltam bons pagodes pra espairecer. Mas houve uma crise recente na criatividade, e hoje encontramos uns pagodes pra lá de melosos, duros de ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;No entanto, um me chamou a atenção recentemente, quando meu pai ligou o rádio no último volume como todos os Domingos de manhã (afff...) certo dia desses. O refrão do pagode dizia em alto e bom som: "deixa acontecer naturalmente". E essa frasezinha de um pagode comum levou à reflexão presente nesta crônica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Um termo que virou contraponto do "naturalmente" é o chamado "fake" (falsificação, em inglês). Virou febre chamar de "fake" tudo aquilo que foge do verdadeiro ou natural: um vídeo fake, o namoro fake, a banda fake (meu irmão certa vez, ao ouvir uma banda, disse na lata: "esses caras são fake, estão imitando a banda x."). O mundo e nós mesmos andamos mais "fakes", forçando a barra para criar a uma situação ou sentimento inexistente, só de mentira, pra agradar fulano ou ciclano, sendo "político" com eles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Com o mundo dinâmico em que vivemos, o ser humano perdeu boa parte de duas virtudes importantes: a paciência e a naturalidade. Com o dinamismo dos objetos, sentimentos, ações (fast-food, fast-shop, fast-grill...), cada vez mais queremos as coisas pra ontem, nem que pra isso seja necessário queimar etapas, ou dar passos em falso. Comer devagar, dar um passo de cada vez, pensar antes de agir ou falar, para muitos hoje é sinônimo de moleza, omissão, ser "bunda-mole". Perdeu-se o prazer de esperar o momento certo: é preciso agir, correr, até mesmo ser quem você não é para cumprir prazos e conseguir objetivos. Ou seja, ser "fake", ou fazer algo "fake", em nome da vitória ou do agradar a "a" ou "b".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Os homens mais sonhadores e impacientes (eu sou um sonhador, e por determinados assuntos impaciente) acabam por correr mais risco de ser "fake": em nome do sonho, atropelar etapas, atirar como se fosse o último cartucho na pistola... ao invés de deixarem as coisas correrem com simplicidade e naturalidade. E como resposta, sonhos não realizados... pelo simples fato de se pensar lá na frente, objetivar, articular sonhos mil... e esquecer da realidade à frente, de ser si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Que tal o convite a revermos os nossos hábitos? Sermos menos "fake", e mais naturais, nós mesmos? Fugir das situações imaginárias, e abrir os olhos para o que está ali, natural diante de nós que se for levado a sério, vai levar exatamente aos mesmos objetivos que a situação fake que imaginamos poderia levar. Só que com uma grande diferença: o natural vai levar mesmo ao objetivo concretizado, enquanto o fake só vai nos deixar só com a sensação desses objetivos, sem o gosto real, mas virtual, tal qual essas máquinas que surgiram por aí dando garantias de imitar o gosto do chocolate ou a essência do perfume no computador. Podem até imitar a essência, mas não será o real, a essência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Como diz o pagode, deixemos nossos sonhos e focos acontecerem naturalmente, sem pular etapas ou sendo quem não somos (obs.: isso não é a mesma coisa que ser comodista. O comodista fica parado, mudo; o que vive a naturalidade age da maneira que tem que agir em cada situação sendo ele mesmo, sem pressa e sem pausa). É dessa forma que depois, quando esses sonhos se materializarem, serão mais firmes que a rocha, ao invés de serem ilusões passageiras que agradam num átimo, mas depois viram fumaça e uma trama de mentiras com os outros e conosco próprios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;E funciona, viu... palavras de quem, sim, já por vezes foi "fake" na vida (e ainda de vez em quando acaba sendo - malditas recaídas...), e que teve (e vem tendo) seus êxitos justamente ao viver a naturalidade dos dias e de si mesmo. Naturalidade esta que é o grande propósito e objetivo pra esse 2012 (e que é pedido para mais um aniversário que se avizinha): cada vez mais "deixar acontecer naturalmente" ;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;São Paulo, 02/02/2012. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-4577844687639875298?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/4577844687639875298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=4577844687639875298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4577844687639875298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4577844687639875298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2012/02/cronica-ano-v-n-177-o-fake-e-o-natural.html' title='Crônica - Ano V - Nº 177 - &quot;O &apos;fake&apos; e o natural&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-6531623637882711077</id><published>2012-01-17T04:04:00.000-02:00</published><updated>2012-01-17T04:04:33.306-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano V - Nº 176 - "A onda"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certa vez, vi no meu querido Centro Cultural Pinheiros um filme que deu boa discussão nos Cines-Debate de Sábados à noite. O título: "A onda". Não vou contar a sinopse aqui, para até estimular os leitores a assistir, pois é um filme muito bom. Mas falava sobre o poder de influência que uma certa ideia ou posicionamento podem ter num grupo de pessoas, a ponto de deixá-las apaixonadas e doentias por essa ideia...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E recentemente, no mural de meu Face, vi críticas a respeito das chamadas "modinhas", que são sinônimos de onda, porque não. Modas dos reality shows, das lutas (UFC, principalmente), das novelas, das tendências de se vestir, falar... times da moda, penteados da moda, moda, moda, moda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E surge a questão: seguir ou não a onda? Será que a onda é tão ruim assim, é só passageira, nada acrescenta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderíamos dizer aqui: depende de como você a "surfa". Você a domina, ou é dominado por ela?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Moda vem do latim "modus": costume, estilos de consumo. Cada época, cada ano, século... teve sua moda. Um treinador gostava de afirmar que o futebol é cíclico: pois bem, a moda também é cíclica, pois o que está hoje na crista da onda amanhã pode não estar mais. Lembram-se da lambada? E as camisas xadrez, de cores berrantes, óculos gigantes, iê-iê-iê... As gírias, os ídolos. Quanta coisa já foi moda, sumiu, voltou, vai sumir de novo... É a onda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, cabe ver como vamos surfar essa onda: tudo isso citado acima é legal, divertiu muita gente, e essa gente não pirou na batatinha com essas ondas: não as deixou virarem fins, ao invés de meios. É o chamado "fanatismo": deixar que esses gostos e ondas subam à cabeça, a ponto de monopolizarem os assuntos, o jeito de ser e as ações. Lembro-me da história do cara que morreu, e quis levar com ele no enterro o carro que ele tanto gostava, com seus pertences. Ou ainda aquele sujeito que gostava tanto do cantor que na base da navalha escreveu o nome do cantor na pele. "Causos" não faltam sobre ondas exageradas, que foram além da diversão, e viraram caso de polícia, e até de morte... justamente por extrapolar essa temperança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra-chave para pegarmos bem as ondas que aparecem é a virtude citada acima. Temperança, que significa saber usufruir do que se gosta, do que dá prazer, sem exageros. É sinônimo de sobriedade, de parcimônia, de auto-controle. Assim, nunca é ruim seguir uma onda, quando se está de bem com a temperança. Curte lutas? Assista à luta, mas saiba separar as coisas, qual a finalidade, o que é aquilo, quem participa daquilo, sem maluquices e fanatismos. Gosta de um bom vinho, aquele mousse? É apreciar sem exageros, sem passar da conta. E assim para cada coisa que nos apetece: vovó já dizia que o que é exagerado, faz mal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, antes de criticarmos as ondas e "modinhas" alheias, que tal refletirmos antes sobre as nossas "modinhas"? Os nossos gostos, as ondas que gostamos de surfar. De repente, aquele que você acusa de ser seguidor de onda sabe dominá-la como poucos, enquanto você aí, crítico das modinhas, pode estar dominado pela modinha do criticismo gratuito, sendo tragado pela onda. Não, não precisa seguir a onda, e em grande parte dos casos nem se deve segui-la, e estamos em outras ondas, maia altas e melhores; porém, é fundamental saber que, queiramos ou não, essa onda vai passar por nós, vai cruzar nosso caminho. Resta saber se de modo proveitoso e de discussão construtiva, ou ela vai nos encontrar ranzinzas e avessos a tirar dela o que pode ter de bom (o mal 100% nem o "tinhoso" conseguiu inventar), algo que é muito particular de cada ser humano, pela sua formação e caráter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem, lá vem as ondas, lá vão as ondas de Janeiro (vide a televisão, rádios, net)... e o que elas deixaram ou deixarão em nossa praia? Tesouros, ou esgoto? Cabe a nós, com a formação, informação, valores e fé, descobrirmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Paulo, 16/01/2012. W.E.M.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-6531623637882711077?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/6531623637882711077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=6531623637882711077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/6531623637882711077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/6531623637882711077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2012/01/cronica-ano-v-n-176-onda.html' title='Crônica - Ano V - Nº 176 - &quot;A onda&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-5931175424895394281</id><published>2012-01-01T17:04:00.001-02:00</published><updated>2012-01-01T17:04:46.206-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano V - Nº 175 - "2012: arriscar mais ainda"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;01/01/2012. Início de um ano esperado por muitos e temido por outros (acabei de ler notícias sobre seitas "profetizando" o fim dos tempos... no comments). Luta nova à vista, expectativas renovadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Na virada de 2010 para 2011 o "slogan" era de que 2011 surpreenderia. E surpreendeu: viagens (Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife) conheci muita gente nova em sampa e em minhas viagens; foi um ano de muito trabalho e recompensas na Escola, nos estudos. A família se solidificou. Os amigos por perto. O coração a mil (tá, não foi um ano tão bem sucedido assim nesses assuntos: acho que bati em algumas portas fechadas... mas bati!). Propósitos, ideias, sonhos. Enfim... 2011 cumpriu à risca seu slogan passado. Mais um ano com Deus e nossa tabelinha funcionando diariamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Apesar disso, o que mais mais surpreendeu em 2011 é que ele foi um ano de "riscos". De ir mais atrás, de fazer apostas, de bancar o time do Santos de 2010: nada de defesa, ao ataque. E funcionou: ir ao ataque, apesar dos gols tomados e de eventuais "torcidas contra" - as quais literalmente ignorei - foi uma baita estratégia. Não fosse isso, os "prêmios" de 2011 que listei acima não teriam se materializado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Logo, o "slogan" para 2012 é: arriscar mais ainda, pra conseguir mais prêmios, mais histórias e pessoas, para cantarolá-las em verso e prosa quando for a virada para 2013. Não vou estabelecer aqui planos: definitivamente, 2011 me ensinou a viver um dia de cada vez e deixar de canto as visões sonhadoras e futuristas ao extremo (melhor dosá-las com calma). Mas fica claro que o que vem pela frente requer uma postura cada vez mais agressiva e combativa, de ir pra cima e ousar mais do que o ano que passou.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O ser humano, apesar de parecer mais ousado (vide as campanhas e passeatas, os protestos, as revoltas mundiais que marcaram 2011), vem perdendo algo que lhe é essencial: sua própria essência de ser humano. A cada ano que passa, aumentam o número de pessoas deprimidas, solitárias, capazes de cometer atrocidades (quantas não foram relatadas aqui na linha do tempo do Face, não?), ou que simplesmente... pararam de amar ou não querem amar. Não falo amar aqui somente no sentido relacionamento: falo amar no sentido de olhar para o próximo, se preocupar com ele, de sorrir, responder com um sorriso ou um bom-dia, de apreciar e amar um dia ensolarado, uma chuva refrescante, um pôr-do-sol ou os recantos escondidos da cidade. E são essas pessoas que acabam por estabelecer como prioridade os projetos visando o próprio umbigo, os objetivos pessoais ao extremo, o meio se tornando fim. Resultado: isolamento, gente ranzinza e "reclamona", horizontes limitados ou voltados ao meramente material, falsidades e frustrações, tristeza, nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A nossa vida, lembrando dos anos de Técnico em Eletrônica, é 0 ou 1, binária: ou se avança, arrisca... ou se fica na defesa, e retrocede. Abre-se um ano de oportunidades para todos nós de corremos riscos, de ousarmos, de amarmos mais e fazer valer o preceito que basta (isso Cristo mesmo disse, não são necessárias explicações). A vida nova (luta nova) que nos propusemos para 2012, e inclusive o futuro da humanidade, acredite, depende da propagação dessa audácia arriscadora para os que estão perto de nós. Uma audácia cabeça no lugar, com prudência - as duas não se anulam, na verdade são complementares - que faça o ser humano sair da casca e dos simulacros de felicidade, e ir atrás dessa verdadeira felicidade, a que preenche o coração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Que em 2012 arrisquemos mais, ousemos mais, amemos mais aos que estão ao nosso redor e coloquemos mais o coração na ponta da caneta, do giz, dos livros, da chuteira... O que você tem para arriscar em 2012? Que riscos você não queria correr, mas tem que correr? Que coisas grandes e que valem a pena estão dependendo agora, já, exatamente de sua audácia? Bora arriscar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;UM FELIZ 2012 cheio de arriscares (=conquistas) para todos nós! &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;São Paulo, 01/01/2012. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-5931175424895394281?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/5931175424895394281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=5931175424895394281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5931175424895394281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5931175424895394281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2012/01/cronica-ano-v-n-175-2012-arriscar-mais.html' title='Crônica - Ano V - Nº 175 - &quot;2012: arriscar mais ainda&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-6707987537897113448</id><published>2011-12-17T01:46:00.002-02:00</published><updated>2011-12-17T01:56:39.779-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano V - Nº 174 - Feliz N-A-T-A-L</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Esta crônica é escrita faltando poucos dias para uma das maiores festas da cristandade: a luz do Natal já começa a ficar mais próxima. Enfeites preparados, lista de presentes atualizada, ceia programada... tudo ok.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tudo ok? Vejamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Andando pelas ruas da cidade (seja em Sampa, seja no Recife, onde estive há alguns dias), é muito comum vermos o tradicional "Feliz Natal" dar lugar ao "Boas Festas". E não só isso: saem os presépios e menções ao verdadeiro sentido do Natal e entram as promoções (50% de desconto, comprem já), duendes, Papai Noel, luzinhas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E o mais interessante ainda é que são esses, que na noite de 24 para 25 de Dezembro, irão brindar com seus champanhes caríssimos, seus presentes de amigo-secreto para mostrar e desejar Feliz Natal, ou "Boas Festas". E surge a questão: será que elas sabem o que estão comemorando? Festas? Que festas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Eu, adorando o Natal, sou daqueles que concordam muito com algumas pessoas que detestam o Natal. Pois esses, ao menos, fogem da hipocrisia de comemorarem algo que em que não creem. O Natal é uma festa universal, que é de todos, onde valem as luzes e símbolos citados (enfeites, Papai Noel, Árvore...) mas só ganha sentido especial quando se faz a devida menção sobre quem é o anfitrião da festa. Fico me imaginando: já pensou se estivéssemos na festa de aniversário organizada por um de nosso melhores amigos, e evitássemos dizer o nome dele durante toda a festa, inclusive na hora dos "parabéns"? Estranho, não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nesta semana de Natal, deve ficar o convite para toda a humanidade a reflexão em torno do Presépio. O que nós, humanos, seríamos capazes de dar ao Aniversariante da festa, sendo convidados a participar, gostando dele ou não. Lembrando que esse Aniversariante da festa não está só na igreja ou no Santíssimo Sacramento. Ele está no nosso próximo, na nossa família, na perfeição em que fazemos nosso trabalho, nas virtudes, na solidariedade, no amor (o maior de seus mandamentos): quando fazemos algum dos atos acima, estamos sem perceber dando enormes presentes a esse Aniversariante, e não somente no 25 de Dezembro, mas nos 365 (366) dias do ano. Isso, creio eu, é independente de credo: quem já não passou pela saia-justa de ir à festa de um aniversariante com quem não vamos muito com a cara, mas estávamos lá, dando o que tínhamos... nem que fosse aquele sorriso forçado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Vendo as últimas notícias, onde crianças e animais são mortas por motivos fúteis, homens ficam em filas intermináveis por conta de um celular ou revista daquela beldade nua, corrupção descarada, sem falar nas maledicências, murmurações, injúrias nossas de cada dia... fica clara como a culpa de tudo isso passa, sim, pelo afastamento do verdadeiro Natal. Em pegarmos os presentes virtuosos citados no parágrafo anterior e, ao invés de levarmos isso ao Presépio, levarmos a torpeza mostrada nas linhas deste parágrafo ao Menino que vai nascer. Presentes de grego, e ainda acompanhado de "boas festas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É momento de, mais que desejarmos um FELIZ NATAL (N-A-T-A-L, sem medo de dizê-lo ou substitui-lo pelo tosco "boas festas"), pensarmos em viver esse Natal, pelos próximos 364 dias que irão amanhecer depois do 25/12. O Natal, meus amigos, é um marco de virtudes e bons desejos e ações, mas não deve ser o único marco: ele deve ser fonte de reabastecimento e inspiração em torno do Presépio para os dias que surgem (virtudes e bons desejos e ações SEMPRE, e não nas proximidades do 25/12 somente). O Natal ganha sentido com os outros dias do ano, pois do contrário ele seria uma data hipócrita. E hipocrisia é algo que o próprio dono da festa, Cristo, mais repreendeu em sua passagem por essas bandas. Logo... &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A todos vocês que leem esta crônica, um FELIZ NATAL (N-A-T-A-L, e não "boas festas"), de grandes renovações, pensares, ações, paz. A humanidade conta conosco para fazermos o Natal pelo ano todo, vide as notícias trágicas que aparecem dia após dia. E, mais do que nunca, chega o momento de mostrarmos a todos que a humanidade tem jeito, sim: e isso passa pelo verdadeiro sentido e espírito de Natal, que atualmente, por muitos, foi escorraçado e hoje vagueia torpe, à procura de um lar de esperança que pode muito bem ser o nosso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;São Paulo, 17/12/2011. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-6707987537897113448?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/6707987537897113448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=6707987537897113448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/6707987537897113448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/6707987537897113448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/12/cronica-ano-v-n-174-feliz-n-t-l.html' title='Crônica - Ano V - Nº 174 - Feliz N-A-T-A-L'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-5193267074821733335</id><published>2011-12-03T10:40:00.003-02:00</published><updated>2011-12-03T10:48:50.256-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano V - Nº 173 (Especial) - "A minha Pedreira, 15 anos depois"</title><content type='html'>No último dia 24/11, fez exatamente 15 anos de minha chegada definitiva a esse bairro que hoje estudo, moro e trabalho, mas que sobretudo amo. Pedreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter nascido e crescido na Cidade Ademar (e estudado por lá no meu querido JEC), foi aqui na Pedreira onde pude me desenvolver como pessoa. Deixar meu lado "chorão" e franzino pra trás (quem estudou comigo no JEC ou tem uma convivência comigo desde a infância sabe do que estou falando). Aprender a tomar ônibus 6 da manhã pra ir à escola (passando por baixo da catraca, hehehe). Marcar "contras" na rua ou nos campos da vida (CDM, Campo das Pedras, Sete Campos...). Subir ladeiras, descer ladeiras. Correr atrás do dinheirinho suado. Lutar, em suma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foi aqui onde descobri meu querido CEAP Pedreira, em 2000, e me formei técnico em Eletrônica. Nesse lugar aprendi o meu Caminho, os valores éticos, a como ser um homem de caráter (e lutar sempre por isso, afinal sou humano e até o final da vida irei carregar defeitos e fraquezas e lutar contra elas), a como viver minha cristandade. Onde mudou minha vida, principalmente para dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu bairro Pedreira foram horas de estudos na madrugada fazendo trabalhos de escola, preparando para o vestibular. Foi aqui na Pedreira onde pude comemorar com os amigos a passagem no vestibular (e onde eles me rasparam a cabeça). E também foi aqui o palco dos estudos da própria faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os estudos universitários, dá-lhe migrações pendulares diárias em direção à Zona Oeste. Entretanto, o silêncio do meu bairro era um grande companheiro na volta pra casa. Foi ele a testemunha única de quando eu chegava 1h30 da manhã e subia o morro, após descer do último Eldorado, na Alvarenga. Ou nas vezes em que dormia no ônibus e passava do ponto, e tinha que ir enfrentando suas ruas, até chegar em casa. Lembra, Pedreira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, aos 27 anos, tô aqui, trabalhando no meu bairro. Aqui comecei, em 2010, minha carreira de professor, profissão em que me achei como profissional. Também escolhi esse meu bairro como tema do meu mestrado. Hoje tenho a oportunidade de andar Brasil afora levando o nome do meu bairro nos meus estudos, mais do que o nome de minha universidade, pois se a universidade é conhecida, o bairro, infelizmente, ainda não. Voltei às raízes: meu bairro Pedreira, silenciosamente, me chamou de volta pra casa e pediu que a missão se desse por aqui mesmo, nesse quintal. Tanto pelos estudos do bairro e a propagação de seu nome, como pelo meu trabalho, onde trabalho com cerca de 300 jovens que também sonham diariamente em fazer a sua história na Pedreira (e contam com meu trabalho sério para isso), tal como eu, 15 anos atrás e até hoje, e que me dão a motivação e o sorriso para começar cada dia, quando o galo canta às 6h30 da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu destino é ficar por aqui, na Pedreira? Não sei. Não sei se vou estar vivo amanhã, o que farei daqui a pouco, quanto mais dizer se meu destino é ficar por aqui. A vida da gente é cheia de curvas, pessoas, oportunidades que não podem ser desperdiçadas, e que merecem consideração, pois podem fazer a roda da vida girar forte. Porém, onde eu estiver, se me perguntarem minha origem. Vou dizer: Wanderlei Evaristo de Mattos, paulistano, são-paulino... e da Pedreira. E para os que não entenderem o porquê desse "da Pedreira", irei explicar contando a mesma mini-história de vida que contei nessas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu, Pedreira. Que venham mais 15 anos, ou os que nos restarem. Um dia após o outro e novas histórias pra contar aqui, na minha "acrópole". :) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 03/12/2011. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-5193267074821733335?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/5193267074821733335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=5193267074821733335' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5193267074821733335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5193267074821733335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/12/cronica-ano-v-n-173-especial-minha.html' title='Crônica - Ano V - Nº 173 (Especial) - &quot;A minha Pedreira, 15 anos depois&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-8973881668524395361</id><published>2011-11-27T01:57:00.000-02:00</published><updated>2011-11-27T01:57:23.642-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano V - Nº 172 - Adventos e recomeços</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Neste Domingo, 27/11, começa mais um Advento. Peraí, Wanderlei... o que é o Advento?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Advento vem do latim "adventus", e significa "chegada". Trata-se de um período onde os cristãos fazem o seu pré-Natal, preparando a festa em si com a promoção da paz, esperança, na expectativa da festa do 25 de Dezembro. A partir deste 27/11, já podem "oficialmente" serem montados os presépios, as árvores e enfeites de Natal típicos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No entanto, esta crônica não vai se deter nas questões mais piedosas. Ela, na verdade, faz um convite à reflexão sobre como o Advento do Natal pode (e deve) remeter a um advento próprio nosso, a um recomeço próprio na expectativa da chegada dessas festividades de final de ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Agora, com Dezembro à vista, são muito comuns os convites para um novo 2012, como se no dia 01/01/12 tudo fosse diferente de como era no 31/12/11, em uma numerologia de esquina. Não, aqui a questão não é ser cético com os votos de esperança e paz. : muito pelo contrário, é se afastar da numerologia e pegar carona nos motivos do Advento para aplicarmos essa resolução. Mais ainda: apegar-se ao Advento para iniciarmos uma luta nova, e não uma vida nova, como bem diz meu autor favorito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nos anos anteriores, com certeza fizemos propósitos de crescimento profissional e espiritual ou falamos frases como "no ano que vem, eu faço aquele esporte", "no ano que vem, eu desencalho", "no ano que vem, mudo de emprego ou paro de fumar". Entretanto, os propósitos não precisam se deter à virada de folhinha do calendário para acontecerem, pois a luta está para ser lutada durante os 365 dias do ano. Certamente muitos dos propósitos de 2010, 2009, 2008 ficaram pra trás ou mal saíram do papel, mas muito disso tem culpa pelo fato de deixarmos boa parte deles se perderem no dia 02/01, quando acaba a festa, o peru, o champanhe e os abraços e voltamos à programação normal. A vida e sua luta, nossos sonhos e projetos vão muito além do fim de mais um ano.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim, o Advento convida justamente à perseverança. Tal como um carro, que sempre precisa de reabastecimento e combustível para continuar a trafegar e não o faz uma só vez no ano, assim é nossa vida. O segredo de um ano vitorioso está no quanto lutamos ao longo dele, independente do número de erros e acertos. Mas ao longo do ano todo, e não somente de um determinado período de tempo dentro do ano onde acontece a festa. Uma hora o Advento vai acabar, o Tempo Comum vai chegar de novo... e aí, o que fazemos? Vamos deixar os sonhos e resoluções para o final de 2012?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As últimas semanas, principalmente nos trabalhos na escola, mostraram que só se consegue fazer fazendo. As situações-ideais, pessoas-ideais jamais vão existir, e só "indo pras cabeças" é que podemos tirar grandes projetos do papel. O Advento convida a um esperar agindo e arriscando, com esperança na ação, e não aquela "esperança" preguiçosa, que acha que só naquele tempo oportuno, quando fizer frio, quando eu me formar, é que vai dar certo e vou agir e conquistar. Essa última só leva à formação de gente frustrada e conformada, que vai adiar para 2012, 2013, 2030 o seu crescimento em todos os aspectos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Portanto, que o Advento de cada um de nós seja um tapa na "situação-ideal" de reflexão sobre o que fizemos que os outdoors e jingles de Natal costumam pintar nesta época. Que o advento de nossas vidas não precisem mais marcar inícios de planos sem previsão de começar (e terminar, o que é pior), mas sim recomeços de luta nos sonhos e objetivos que estamos por mirar. São esse recomeços, essa perseverança, que dão a certeza da chegada (Advento = chegada) aos objetivos, tanto os terrenos quanto o Objetivo final, aquele que verdadeiramente importa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;São Paulo, 27/11/2011. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-8973881668524395361?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/8973881668524395361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=8973881668524395361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8973881668524395361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8973881668524395361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/11/cronica-ano-v-n-172-adventos-e.html' title='Crônica - Ano V - Nº 172 - Adventos e recomeços'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-6936362373259816088</id><published>2011-11-13T04:18:00.003-02:00</published><updated>2011-11-13T04:22:29.631-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano V - Nº 171 - "171: o crime compensa?"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Com esta Crônica de número sugestivo, abre-se o ano V das Crônicas! Parece que foi ontem que comecei a escrever...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E justamente falarei aqui sobre o 171. Afinal, se tem um número que ultimamente anda na moda é o nº 171, infelizmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O artigo 171, segundo os códigos do Direito, se refere ao "estelionato": obter para si uma vantagem ilícita, ou na linguagem do povão "passar pra trás", "ganhar um por fora", "sair na boa", entre outras. Refere-se a um crime, andar fora da lei, ser desonesto. No entanto, segundo as notícias que vemos nos meios de comunicação, parece que ser "171" anda "compensando. Os políticos, cometendo seus crimes e desvios e saindo ilesos, rindo de nossas caras. Outro dia, na seção de comentários de um artigo sobre um artista famoso que defendia o namoro e casamento sérios, foram inúmeros os comentários ridicularizando-o, achando-o bonzinho demais, trouxa, que vai ser sempre traído. Muitos acham normal furar a fila, pegar 1000 na balada, encher a cara até vomitar, serem grossos e mal-educados na base do palavrão ou da resposta malcriada. Em suma, está fora de moda ser "bonzinho", usar de correção e caráter. Os outros estranham, acham "fake"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Vale a pena ser honesto e ter caráter? Vale. Ô se vale.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os bens que a propina pode comprar, as mulheres fúteis que a lábia ou a promiscuidade pode atrair ou a vantagem que a malandragem gera em nada, mas em nada mesmo, compensam um caráter sólido, forte. Ser "171" pode significar uma vantagem momentânea, um prazer efêmero, mas que não podem lidar com uma senhora incorruptível que vive em cada um de nós: a nossa consciência. A consciência não se esquece: ela tem a capacidade de nos deixar alerta sobre onde pisamos na bola. Podemos fazer a maior bobagem e nos escondermos no meio do oceano, embaixo da cama ou trancado no banheiro: lá está a consciência, pronta para nos lembrar e querendo de nós um sério exame de consciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nada se compara a estar com a consciência sólida de se ter agido com caráter e exatidão. É essa consciência o principal remédio anti-depressão e estresse: ela traz paz, segurança de se estar no caminho certo, de não compactuar com o mal, com a moda, com o que os outros acham normal... mas que não é normal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Muitos ainda podem perguntar: "ah, mas ser pessoa de caráter exclui, não tá na moda, é ter atestado de trouxa". Errado. Ter caráter na verdade destaca, incomoda, causa mal-estar naqueles que preferem um "jeitinho", e que acaba atraindo aqueles que tem latentes em si o bom senso e a vontade de ir pelo caminho do bem, como bem diz o título da famosa música. Na prática, mesmo aqueles que não morrem de amores pela firmeza de caráter (o "ser bonzinho demais") acabam por ter uma queda e atração, se indagando: "o que essa pessoa tem que me incomoda e atrai? Qual seu segredo?". Quando justamente o seu "segredo" é uma consciência em paz consigo mesma, com sólidos valores que não são trocados como se fossem figurinhas de álbum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Uma das coisas inevitáveis da vida é, justamente, esse acerto de contas com o que fomos e fizemos. Ele, cedo ou tarde, chegará, e não precisa ser a morte: pode ser a perda de uma pessoa, um momento financeiramente difícil, uma decisão delicada, um filho que esteja dando problemas... opções não faltam para esse encontro acontecer. E como é bom que, quando a sra. consciência vier nos cobrar e encontrar a casa em ordem, nos convide para tomar um chope... Nada há de mais prazeroso na vida, tenha certeza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Portanto, relaxe se os outros não te dão o valor esperado, se você está quadrado por não abandonar seus princípios e ser quem você é. A vida mostrará que quem esteve na moda e influenciou de verdade a humanidade, deixando um rastro positivo nela, foi exatamente você, pacato cidadão. Enquanto os "171" continuarão a ser somente "171", condenados ao breu da efemeridade e do medo, ao acabar os tempos de "mamata".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;São Paulo,12/11/2011. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-6936362373259816088?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/6936362373259816088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=6936362373259816088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/6936362373259816088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/6936362373259816088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/11/cronica-ano-v-n-171-171-o-crime.html' title='Crônica - Ano V - Nº 171 - &quot;171: o crime compensa?&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-5951914067592627100</id><published>2011-10-29T02:37:00.001-02:00</published><updated>2011-10-29T02:37:42.786-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 170 - "O agora"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Normalmente, gosto muito de escrever sobre a questão da posteridade, principalmente no mês de Novembro, mês onde particularmente faço uma intensa reflexão sobre a Eternidade, o que vem depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No entanto, desta vez, me detenho na questão não do depois, mas sim de seu primo antônimo: o agora. Que não deixa de ser menos importante que o depois, e que se pararmos pra pensar é fundamental para que esse depois ganhe corpo e valha a pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O nosso exato instante é de suma importância para escrevermos o nosso livro da vida. É possível dizer que a vida depende da existência desses instantes e momentos de oportunidade, de "vai ou racha". Sabe essa faculdade que você está agora? Sabe essa pessoa com quem você namora há dias ou anos? Essa profissão, esse barzinho onde você está, bairro onde mora? Sim, tudo isso e muito mais passou exatamente por esse agir e dançar com o agora, com o que temos pra já. Ou, na pior das hipóteses, a oportunidade apareceu agora, para uma posterior (e não demorada) decisão. O agora tem pressa, tem mais o que fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não podemos confundir agora com ativismo: esses nem parentes são. O agora pode estar muito bem aí nessa cervejinha à beira-mar, nessa festa, nesse momento de sofá! Corre-corre, pressa, estresse ou workaholic, antes de dar uma eficácia do agora, só colaboram para uma gastrite e crises nervosas, isso sim. O agora, na verdade, possui não só altura e largura, mas sim profundidade, é tridimensional... é transcendente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O segredo do agora está em olhá-lo de maneira transcendente: não estou aqui neste lugar, nesta circunstância por acaso. Ortega y Gasset possui uma frase genial, que anotei no caderninho: "eu sou eu e minhas circunstâncias". Mas essa sentença genial pode receber uma pincelada a mais: a pincelada do agora, da vivência e mergulho profundo neste agora, que foi crucial para que essas circunstâncias ganhassem corpo. Da vivência plena naquilo em que eu estou nesse exato momento dependem obras e empreendimentos gigantescos, talvez até mesmo uma virada de vida, um capítulo novo em nosso "Livro". Desconfiemos de quem aposta em "acasos", em lances da sorte ou azar: talvez são esses mesmos que se escondem na máscara do amanhã, e esquecem do agora, do que tinham para já. E quando acordarem... pode ser tarde demais (espero que não).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mais ainda: o sentido transcendente do agora permite que saibamos que onde estamos nesse momento podemos agradar a Deus. Sem pieguices: é na Missa e nos tempos de orações sim, mas é também no bate-bola, no chope com os amigos, no sorvete e no shopping, nessa partida de video-game ou viagem, em tudo isso que não fere minha fé! Ter a Deus como pano de fundo desse agora é ficar sossegado e protegido: estou onde o Pai queria exatamente que eu estivesse, e direi "sim" ou "não" de acordo com o que eles irão colaborar para esse sossego do agora. Hoje a religiosidade é muito atacada pelos que querem provas palpáveis, fatos reais, retidão... e isso talvez aconteça pelo fato de que vários dos que possuem esse re-ligare acharem que é só "da igreja para dentro" que existe baila com Deus. Erro crasso: a baila com Deus está também em todos esses "agoras", nessa vida privada, aberta, real! Negar a isso é dar margem aos que criticam a religião... E, sinceramente, nessa vou estar com eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Portanto, neste próximo 2 de Novembro estaremos nos cemitérios indo visitar a muitos que fizeram e aconteceram em seus "agoras". Eles não esperaram, não deixaram a chance passar. Agiram, fizeram o que tinham de fazer agora, e construíram um depois maravilhoso para as gerações posteriores. Ou então o contrário (espero, mais uma vez, que não).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E aí, o que tens para viver agora? Vai adiar mais ainda essas coisas grandes que dependem de sua ação? Bora sair da zona de conforto: tem gerações dependendo de nós nesse agora... inclusive Deus e nós mesmos, quando chegar o "nosso" 02/11.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;São Paulo, 29/10/2011. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-5951914067592627100?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/5951914067592627100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=5951914067592627100' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5951914067592627100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5951914067592627100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/10/cronica-ano-iv-n-170-o-agora.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 170 - &quot;O agora&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-5559865543367039468</id><published>2011-10-13T02:14:00.002-03:00</published><updated>2011-10-13T02:14:32.408-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 169 - "Professor = desaparecer"</title><content type='html'>Já se aproxima mais um 15 de Outubro. Meu segundo 15 de Outubro fazendo parte da turma dos professores, com muito orgulho. Vai ter confraternização na escola, mensagens bonitas para os colegas docentes, talvez alguma lembrança dos alunos, enfim... mais um Dia dos Professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria, nestas palavras, de me deter num verbo que combina com a profissão docente: desaparecer. Peraí... como assim, desaparecer?!? O docente não é o timoneiro, aquele que tem responsabilidade pelo aprender de milhares e milhares de alunos, em sua carreira? Explica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um professor marcante, de acordo com minha (curta) vivência escolar, procura fazer com que seus alunos estejam à frente, e não ele mesmo. Ao entrar em sala, ele tem a missão de desaparecer diante do aluno, incentivar que eles mesmos tenham protagonismo na aula e verifiquem a importância dela. É muito comum que se tomem por exemplos de bom professor aquele meio "maluco", que se for preciso se joga no chão para incentivar o aluno a aprender. Entretanto, a boa aula é uma via de mão dupla: o cara pode ser o sujeito mais pirado que for, mas se não se preocupa com o aluno como &amp;nbsp;principal protagonista da aula daquele dia, vai fracassar. O aluno é que tem de dar a resposta se a aula daquele dia valeu a pena. A aula não é para mim: é para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta desses alunos não virá, na grande maioria das vezes, de bate-pronto. Demorará dias, semanas, meses, anos para sabermos, sendo que esse último (os anos) é a melhor escala de tempo para a espera dessa resposta. Também essa resposta não chegará aos olhos e ouvidos dos professores: anualmente, alunos nossos caem no mundo e vão simbora para descobrirem o que tem nele, depois de anos ouvindo nossas vozes e explicações. Vários encontramos pelas ruas depois de anos, outros &amp;nbsp;literalmente somem, não dão mais notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em ambos os casos acima, como é bom encontrar alunos com famílias estruturadas, formados, com valores assimilados, simplesmente felizes! E muitos deles, talvez, pouco ou nada mencionarão nossos nomes por extenso, ou lembrarão de nossa matéria. Puxa, então será que só os que lembram de nós é que assimilaram algo, e só eles é que fizeram nosso esforço valer a pena? Nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sustentáculo do edifício, aquela estrutura que não o fará desabar é justamente a pilastra, as vigas de sustentação. Que pouco ou nada aparecem, e não são o objeto de atenção do morador do edifício. Assim devemos observar a nossa profissão: a boa estrutura de nossos alunos por muitas vezes estarão bem sustentadas graças ao trabalho daquele exímio professor cujo nome ou matéria o tempo fez desaparecer, na maioria dos casos. O bom professor pode sim ser esquecível: no entanto, se ele trabalhou firme, procurou fazer o melhor por seus alunos, e esses alunos conseguiram vencer, silenciosamente esse professor também venceu. Como docentes, não precisamos de aplausos barulhentos: basta o aplauso da vitória na vida por parte de um aluno, para podermos dizer, com alegria: missão cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um professor que tenha em mente a importância desse trabalho oculto sabe se renovar para fazer um trabalho melhor: ao invés de ficar nos louros do passado da boa aula de ontem, já quebra a cabeça na aula que vem daqui a pouco. Se os alunos gostaram hoje, como fazer para que eles estejam firmes amanhã? Pergunta que o bom professor irá procurar responder, de maneira silenciosa, e com esse mesmo silêncio manter sua paixão pela profissão. Se vierem elogios, que bom: aceita-se, mas aumenta-se a responsabilidade para não deixar a peteca cair, o trabalho dobra... em nome da vitória dos nossos alunos, os que tem de aparecer antes de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplausos a todos esses professores que, silenciosamente, formam ano após ano cidadãos de bem, homens com H que ficam e perduram para sempre, em seus clãs: são esses cidadãos que deixaram rastro a garantia e o grande motivo de aplauso para com os docentes, neste 15 de Outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 12/10/2011. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-5559865543367039468?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/5559865543367039468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=5559865543367039468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5559865543367039468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5559865543367039468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/10/cronica-ano-iv-n-169-professor.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 169 - &quot;Professor = desaparecer&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-1529378455016102671</id><published>2011-09-30T22:33:00.004-03:00</published><updated>2011-09-30T22:40:53.213-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 168 - "Contar até 10"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;Fim de Setembro: época de aplicar provas e fechar notas para a molecada (dá-lhe tarjetas e planejamento!), "corres" para os congressos e eventos geográficos (Belo Horizonte e Recife à vista!), Pedagogia a todo vapor. Família, amigos, leituras, sonhos, inspirações... projetos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif;"&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Esse agito do dia-a-dia, com certeza, também está presente em milhões de pessoas (inclusive você, caro leitor). Aplaudo todos aqueles que, 4 da manhã, já estão no ponto de ônibus esperando a condução para o início de uma nova jornada, pra voltar muitas vezes só no final da tarde... Tem a história de um estudante da USP morador da periferia de São Paulo, que sai 5 da manhã de casa, enfrenta quatro conduções, estuda, faz trabalho voluntário, pra voltar perto das 21. Histórias não faltam.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;No entanto, queria me deter nestas linhas sobre a berlinda que estamos, ao assumir com raça essa jornada difícil, com seus desafios. É a berlinda da impaciência, da falta de caridade, do estresse.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Podemos utilizar os exemplos acima para ilustrar como essa berlinda está mais próxima do que imaginamos. É comum observar o ódio aflorando no ônibus lotado ou na maldita avenida congestionada que me fará chegar atrasado. Ou ainda: como engolir a seco aquela resposta atravessada daquele colega? E aqueles relatórios que me perseguem? Provas e trabalhos pra fazer ou corrigir nesta semana! Time perdeu aos 49 do 2º tempo! Fim de relacionamento, perda de um parente, briga com o irmão, ralou o carro... Enfim, eis uma pequenina lista de ocasiões onde, se bobearmos, deixamos os nervos aflorarem, e descontamos nossa fúria ou mau humor naqueles que não o mereciam. Péssima maneira de começar o dia e encarar o que vem pela frente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Como é bacana ver que alguns seguem o excelente costume de "contar até 10". Meu autor favorito, no seu livro mais famoso, diz: "De calar não te arrependerás nunca; de falar, muitas vezes". Uma palavra atravessada pode pôr a pique uma amizade de anos, ou jogar por terra aquele trabalho ou função tão sonhada... ou, pra ser mais simples, te fazer perder o respeito e ficar exposto a comentários ou pessoas com mais estresse e ódio que você, até chegar às "vias de fato". &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Contar até 10 permite que, diante das pendências, respiremos e tomemos fôlego para encará-las, sem fazê-las por mera obrigação ou de maneira resignada e até odiosa. Contar até 10 é uma virtude do homem prudente e caridoso, que sabe das consequências que podem ter um momento de cabeça quente, e por isso, esfria e sabe engolir a seco quando preciso (óbvio que, com momentos de explosão inevitável - somos seres humanos - , mas sempre com um pedido de desculpas e recomeço sereno após isso). Muitas vezes em nossa vida, toparemos com momentos em que calar é um remédio muito mais eficaz do que brigar; entretanto, a vida agitada cheia de cobranças e auto-cobranças fazem-nos esquecer desse detalhe.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Como bem postou um amigo de Facebook, o "amor sempre vence". Bora responder aos que nos tratam com a falta de amor-caridade justamente com o amor-caridade? Responder na mesma moeda, com "patadas", só nos fará entrar na vala comum e perder a razão que tínhamos, além de ajudar a espalhar o "câncer do estresse" na nossa alma já tão atribulada com tanto o que fazer e pensar. E aí: no que você e eu temos que "contar até 10" neste momento? Onde nossa serenidade e caridade andam quase zero? Que momentos do dia separamos para parar, pensar, desculpar e recomeçar? Ou, na verdade, você e eu não sentimos falta desse momento, preferindo o "efeito trator" para com o próximo, atropelando-o com nossa falta de caridade ao não saber esfriar no momento que mais precisávamos, mesmo diante de uma injustiça?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;Escolha sua forma de contar até 10 (uma música, piada, o próprio silêncio...), e relaxe. Assim não haverá pessoas, tarefas e ocasiões capazes de nos tirar a paz, elemento "sine qua non" dado por Deus para nosso êxito e felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;São Paulo, 30/09/2011. W.E.M.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-1529378455016102671?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/1529378455016102671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=1529378455016102671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1529378455016102671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1529378455016102671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/09/cronica-ano-iv-n-168-contar-ate-10.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 168 - &quot;Contar até 10&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-8351668310078177489</id><published>2011-09-11T03:08:00.000-03:00</published><updated>2011-09-11T03:08:02.705-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 167 - "Entrega"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O esporte brasileiro vibra com a vitória do basquete masculino, que depois de 15 anos está nas Olimpíadas. Uma vitória especial por diversos aspectos, mas com um em destaque: a entrega destes jogadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Os jogadores dessa seleção de basquete tiveram várias privações. Dois meses confinados em treinos, longe da família e de todos, com preparo psicológico intenso, pois sabiam que a seleção há tempos não mostrava um bom basquete e teria adversários duríssimos pela frente. Viu jogadores da NBA usarem desculpinhas e se esquivarem de defender a seleção, e chamou novatos a se aventurarem na empreitada. Sem falar que jogariam na terra do arquirrival time da Argentina, com todos os jogos tendo por fundo estrondosas vaias. E mesmo assim foram lá, e realizaram seu sonho, calando tudo e todos. Se entregaram, e conseguiram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Entregar-se: é ter raça, suar a camisa, correr atrás, entre outros. &amp;nbsp;Vitórias épicas, descobertas, conquistas pessoais só se materializaram após o suor da camisa e entrega, que justamente as valorizam mais. Algo que vem fácil demais pode ir fácil, e tem valor minimizado diante daquilo que veio na base da unha e do muque.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Entretanto, os dia$ ou diazzzz (com cifrão e/ou letra "z", mesmo) atuais vêm difundindo a mística do fácil, do "jogador na banheira", que só faz gol ou cesta se receber a bola no pé ou no garrafão. É muito comum ouvir desculpas como: "só dou uma boa aula se tiver as condições adequadas"; "só leio este livro se for rápido de ler e ter figuras"; "quando eu comprar um computador eu faço essa tarefa"; quando eu morar mais perto do trabalho, eu chego na hora", e assim vai. O mundo está se desacostumando a fazer omelete sem ovos, a ficar com o rabo entre as pernas diante de uma situação adversa... a transformar momentos de solução em choro de leite derramado. Já pensou se a seleção de basquete trocasse sua entrega por uma desculpa do tipo "quando se classificarem seis seleções e o Pré-Olímpico for no Brasil, a gente passa"? Será que o milagre iria acontecer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Milagres, façanhas, viradas só são possíveis para quem está disposto a vestir a camisa da empreitada e se entregar. Mente, mas mente feio, quem é adepto de frases como "não tem mais jeito", "é impossível", "nunca mais", "jamais terei". Mais do que mentir, na verdade pessoas que se escondem por trás dessas expressões podem estar querendo justamente mostrar uma anti-entrega e salto-alto que pode custar a eficácia e os sonhos de muitas outras pessoas. Não é só Hércules que teve desafios pra vencer diariamente: eu tenho, você tem, todos temos, e muitas coisas grandiosas dependem diretamente da raça que temos para encarar esses desafios. Uma sala de aula difícil? Pilha de relatórios? Trânsito? Dívidas? Problemas familiares? Estão aí, ao alcance da mão. Mas das duas, uma: ou olhamos esses desafios e os encaramos com a fúria de um lutador de UFC, que amedronta seus adversários... ou sentamos trêmulos num canto pra chorar e fazer um trabalho medíocre por "culpa" desses mesmos desafios. &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Tiremos lições da seleção de basquete, que sabia do furacão que iria se meter, mas não correu de ir para o olho dele. Se entregou, fez o que pôde e o que não pôde, teve derrotas, mas nem por isso usou elas como pretextos para não chegar ao seu objetivo. Se temos objetivos, fáceis ou difíceis, peguemos o porrete e vamos para cima deles, com raça, entrega, concentração, "fúria". O mundo, a vitória de hoje e amanhã (e a Vitória final) pertencem àqueles que lutaram até os 49 do 2º tempo: para esses não há impossíveis, porque justamente tem entrega. Pode até ser que não venha a vitória tão cedo para essas pessoas (e desistir não é com elas), mas ninguém jamais terá coragem de encará-las com o dedo em riste, acusando-as de não ter agido.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Já deu a última gota de sangue por isso que sonha, com entrega? Ou tá aí, ainda olhando para o Céu, como bem acusou o Anjo, no primeiro capítulo dos Atos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;São Paulo, 10/09/2011. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-8351668310078177489?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/8351668310078177489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=8351668310078177489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8351668310078177489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8351668310078177489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/09/cronica-ano-iv-n-167-entrega.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 167 - &quot;Entrega&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-813285191993234613</id><published>2011-08-28T02:21:00.001-03:00</published><updated>2011-08-28T02:23:50.517-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 166 - "Rir (e rir-se)"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Essa crônica teve inspiração em um episódio engraçado acontecido comigo na noite deste Sábado, 27/08: ao abastecer o querido Flecha Azul (meu Escort Azul de tantas histórias), na hora de pagar, procuro o cartão de crédito em minhas coisas... e nada! Então, ligo para meu pai para ver se ele poderia pegar meu cartão em casa e levá-lo até o posto! Assim que desligo, dou por mim que estou com uma camisa social, e bem ali em meu bolso estava o cartão... Dei risada de mim mesmo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ao mesmo tempo, em um jornal ao acaso, leio uma frase genial. "Errar é humano, tropeçar é comum. Ter a capacidade de rir de si mesmo é maturidade". "Seria assim mesmo? Duvido!", comentam os mal-humorados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O riso tem o poder de imunizar o ser humano contra os maus agouros da vida, as tempestades e o que há de mais desagradável. É terapêutico, um excelente remédio contra a alta tensão e o estresse do corre-corre cotidiano. Fiz o teste (e sempre faço o teste) com pessoas que conheço por terem uma péssima reputação quanto ao estado de humor. Não raro, essas pessoas começavam a conversa com suas amarguras e más notícias. E bastava colocar uma dose de bom humor e riso, com um comentário engraçado, uma piada, uma situação inusitada, que pronto: era observável a paz, e a tormenta que acompanhava a pessoa se dissipava, mesmo que por um instante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Um dos pontos que meditei no último Retiro que fiz, semana passada, era em como poder tornar melhor a vida das outras pessoas, em como poderia sair de mim e focar mais nelas. E um dos remédios que Ele indicou foi, justamente, o riso: para com os outros, sorrindo e transmitindo uma alma alegre para eles, ou então garimpando nessas pessoas essa aura de alegria e otimismo. E, também, rir de si mesmo, o que é mais difícil, e uma excelente prova de humildade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O perfeccionismo, o ego, a pressão em todos os campos tornaram essa atitude de "rir-se" ridícula para uns, e um sinal de fraqueza. O homem moderno tem costume de, quando erra ou vê algo que deu errado, xingar, bater o pé, chorar de desespero e se sentir um lixo. Nos EUA, por exemplo, dizem que a pior forma de ofender uma pessoa não é com aquele xingamento contra a mãe que conhecemos em nossos dias de fúria, mas sim chamando-a de "fracassado" ou "perdedor". Não há espaço para erros e derrotas, sob o pretexto de você ter sua auto-estima jogada aos leões, em caso de fracassos e fraquezas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Senhoras e senhores, temos que rir de nós mesmos, rir com os outros e rir dos outros e do mundo à nossa volta. Não como palhaços zombeteiros, que fazem piadas de qualquer coisa, sem mesmo medir momentos bons ou ruins para tal. Na verdade, o que temos de fazer é conservar a alma leve, serena, que não se apavora diante de uma pressão, fracasso, derrota, prazo, TPM, perdas de namorado(a) ou partida de um ente querido. É comprovado que mau agouro, excesso de tensão, tristeza só serve para uma coisa: trazer mais mau agouro, tensão e tristeza, em doses cavalares. Sem contar que a tensão e a tristeza afastam, passam um ar de loucos, ásperos, difíceis e "pra baixo", entre outros adjetivos negativos, para as pessoas que fomentam essa tensão. Ainda por cima, uma pessoa que não sabe rir de si mesma mostra pedantismo, auto-suficiência, não-tolerância com o próprio erro e com os erros dos outros, transmitindo um egoísmo e uma vaidade que afasta, ao invés de atrair o próximo. Rir caminha junto com a simplicidade de vida, a leveza de bagagem, o estar de bem com Deus, com os outros e principalmente consigo mesmo. Não se há uma unanimidade sobre o que seria a felicidade, mas é certo que ela passa pela paz interior, essa alegria que contagia e colabora para que tudo o que fazemos tenha eficácia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Joguemos fora toda a bagagem desnecessária de mágoas e angústias que carregamos nesse instante e nos faz ter um passo lento na caminhada. Temos gente à beça para contagiar e fazer crescer com o riso... inclusive nós mesmos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;São Paulo, 28/08/2011. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-813285191993234613?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/813285191993234613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=813285191993234613' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/813285191993234613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/813285191993234613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/08/cronica-ano-iv-n-166-rir-e-rir-se.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 166 - &quot;Rir (e rir-se)&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-6621263928586835560</id><published>2011-08-09T18:04:00.000-03:00</published><updated>2011-08-09T18:04:23.473-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 165 - "A tragédia e a Fênix"</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Muitas vezes, em capas de jornais, noticiários, é comum o uso do termo "tragédia" para descrever catástrofes, acidentes e outras graves situações. Aliás, é de praxe que o jornalismo anda cada vez mais bebendo na fonte das tragédias para auto-promoção. Traz ibope ver gente chorando e em desespero, chorar com a tragédia alheia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém, coloco aqui outra teoria: de que a tragédia na verdade vem tendo seu real significado deturpado. De que a legítima tragédia mostrada ou vivida vai além do acontecimento ruim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Primeiramente, quem escreve essas linhas está longe de ter um coração indiferente com as tragédias. É horrível perder um ente querido, ver a notícia de uma catástrofe aérea ou da morte de uma pessoa inocente, ou ver situações desagradáveis e revezes acontecendo com pessoas queridas. Doeu muito, há um ano atrás, topar com o sepultamento de minha avó, assim como doeu recentemente saber das circunstâncias tristes da doença e morte do namorado de uma amiga minha. O ser humano em geral não possui sangue de barata, sofre com o sofrimento alheio, principalmente povos sentimentais por essência, como o brasileiro. Faz parte sofrer, não ficar indiferente à tragédia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O problema está em quando transformamos essa tragédia e o momento difícil num momento permanente e invencível, quando na realidade não o são. Para isso, a fé. Uma pessoa de fé sabe bem que o Criador está longe de dar pontos sem nó, que não poupou nem o próprio Filho de tragédias, mas que sabia bem que essa tragédia tinha um outro significado: a vitória do Amor com maiúscula. Fala-se muito da lendária ave Fênix, que tinha a capacidade de renascer das cinzas: eu sou adepto de que essa fênix, na verdade, está em cada ser humano de fé, que possui uma capacidade avassaladora de vencer as tragédias e continuar a escrever os capítulos de sua história, mesmo que páginas arrancadas ou tristes tenham acontecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A verdadeira tragédia acontece quando ela significa, mais que a morte do ser querido ou um revés, a morte do amor. É o amor, justamente, o principal elemento da fórmula que nos faz sermos fênix a cada momento de dor, fazendo-nos reerguer e continuar a lutar. E o que a mídia anda procurando fazer é enterrar esse amor e lhe dar Missa de 7º dia, e assim promover o pessimismo, a covardia, o ódio e a vingança aos desavisados que olham de longe a tragédia. O resultado disso é visível: mais gente pulando de pontes, depressivas, suicidas, solteironas, que perderam por completo a capacidade de amar e hoje vivem de vegetar nas infindáveis lágrimas ou solidão, sem norte na vida, só fazendo uma tétrica contagem regressiva à espera do momento final. Um desperdício.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Se o dia foi ruim, houve uma circunstância de dor extrema ou os revezes bateram à porta de maneira leve ou agressiva... fé e calma. O importante é respirar fundo, após caírem as lágrimas de um coração preocupado, e mirar no reerguer-se, não deixando o amor morrer. Tem muita gente que depende de que esse amor nosso não sucumba para continuar a jornada, e contam com nosso renascer de Fênix para também terem forças para renascer, por meio de um sorriso no momento difícil, uma atenção quando mais estamos preocupados, a paz no momento de dor e dificuldade. Nosso livro da vida depende de muitos reerguimentos nossos para, a posteriori, ter escritos capítulos brilhantes e inesquecíveis. Pare e pense, leitor: para chegar até aqui, quantas vezes você e eu não tivemos que bancar a fênix e tirar das tragédias amor, hein?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Façamos nossa vida valer a pena, pensando em especial nos papais que já terminaram a corrida de suas vidas com êxito e agora acompanham nossa caminhada de camarote, torcendo como nunca por nossa vitória. Seria um ultraje para eles se nos rendêssemos ao falso significado da tragédia, estacionando na eterna tristeza e enterrando o tesouro do Amor que eles tanto suaram para propagar. Antes da "tragédia" o Amor, sempre!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;São Paulo, 09/08/2011. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-6621263928586835560?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/6621263928586835560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=6621263928586835560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/6621263928586835560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/6621263928586835560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/08/cronica-ano-iv-n-165-tragedia-e-fenix.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 165 - &quot;A tragédia e a Fênix&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-105374064373352503</id><published>2011-07-21T02:51:00.002-03:00</published><updated>2011-07-21T02:51:48.240-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 164 - "Um dia de cada vez"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;Num recente bate-papo com os amigos, surgiu à mesa a preocupação de um deles com relação ao futuro. Logo ele foi se vendo com seus 40 anos, como seria aquele dia, como estaria sua situação financeira, quantos filhos, qual a mulher, entre vários "teletransportes" para o futuro. Logo, saiu na mesa um debate interessante: afinal, qual o futuro de cada um de nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nesse texto coloco minha visão de futuro ideal. Ele, na verdade, estaria no presente. Em um dia de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu não seja futurista. Muito pelo contrário, muitas vezes me pego articulando e costurando os passos futuros em diversos assuntos, já com as medidas dos acertos e erros, chances de êxito e falha. Você, leitor, como eu também com certeza tem aspirações, objetivos, vislumbra o melhor para um futuro não muito distante. E isso é fundamental, principalmente quando pensamos naqueles que dependem de nosso êxito e prestígio para terem também seu êxito (por exemplo, os filhos e netos). Mas sinceramente, esses objetivos vão para uma escala menor, quando penso no que tem pra agora, no máximo amanhã de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um professor meu comentou certa vez, com muita naturalidade, que o êxito e sucesso futuro são consequências de ações do presente. Mais ou menos assim: quer um doutorado? Resolva primeiro esse TGI que está em sua mesa. Quer um bom casamento? Tenha um bom namoro. Quer ser diretor? Prepare-se então para o cargo, e suba aos poucos, com cada coisa em seu tempo. E assim para cada sonho futuro que temos: começamos a construí-lo a partir do momento em que focamos no tempo presente, nas tarefas que temos que resolver agora, já! Cristo mesmo, ao ensinar, falou das preocupações excessivas com o futuro e tratou de trazer seus discípulos para a realidade, o que é mais importante agora! E como os tesouros e conquistas que realmente valem a pena viriam em consequência da fidelidade no plano de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga minha ficou chocada quando lhe falei de que amanhã nem temos a certeza se estaremos vivos (daí a importância de se agradecer a Deus por cada dia vivido). Assim, por que não por mais intensidade nessa tarefa de agora? Ir lá visitar aquele amigo, tomar aquele sorvete, sair com aquela pessoa já? Mais que viver cada dia como se fosse o último, é viver o dia de hoje com a intensidade de último, com força, garra, fazendo o que se deve fazer, seja um trabalho, um encontro, um momento de descanso. Mas ali, fazendo o que se deve e estando no que se faz, de maneira a terminarmos o dia e olhar para o quanto foi feito nele, lhe dando uma história. E os outros dias (aquele dia lá daqui uns 12 anos que você pensava) começarão a ganhar contorno, tal qual os belos tapetes persas, fiados linha a linha, minuto a minuto, onde o minuto posterior depende exatamente do anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, muitos planos futuros, leitor? Então, qual a meta de agora? Cada dia, com sua história e intensidade, um de cada vez. E chegarás, em paz e segurança, aos seus objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 20/07/2011. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-105374064373352503?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/105374064373352503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=105374064373352503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/105374064373352503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/105374064373352503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/07/cronica-ano-iv-n-164-um-dia-de-cada-vez.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 164 - &quot;Um dia de cada vez&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-8643679572243038489</id><published>2011-07-02T03:16:00.001-03:00</published><updated>2011-07-02T03:17:13.801-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 163 - "Reconstruir-se"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;O mês de Julho chega, e com eles uma pausa para rápidas férias (sim, eis uma vantagem de se trabalhar com Ensino, duas férias no ano, hehehe!). Uma oportunidade única para apertar os parafusos, definir novas metas, mirar os próximos desafios que vêm com o longo mês de Agosto, quando voltamos ao batente. Oportunidade de reconstruir-se, profundamente; e isso não precisa se restringir aos dias de Julho, mas pode permear toda uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente me peguei pensando nos meus amigos da escola, de Pedreira, dos antigos trabalhos, e lembrei de como já faz algum tempo que não os vejo, e talvez alguns não verei tão cedo. Com um amigo meu, no meio do pátio da Geografia da USP, estranhamos: só garotada, os amigos de ontem cada um foi para seu canto, viver a vida (assim como eu e e esse meu amigo), e parece que foi ontem que estávamos começando na Geo. Pensei em meus últimos fracassos, em como os dias se encaminharam até aqui. E pensamos: "E agora? O que espera a cada um de nós?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano é feito de começos e recomeços, construções e reconstruções (e mesmo destruições). Esse meu amigo e eu pensamos, ao toparmos com nossas novas realidades, não em ficar remoendo o que passou ou tentar resgatar o que passou. Mas sim em construir uma nova história, onde novos personagens entrarão em cena (as novas pessoas que conhecemos em nosso trabalho ou estudo novos), novos cenários (um trabalho novo, um novo bairro onde estão nossos contatos), novo roteiro (esse, vai depender de nossa relação com esses personagens e cenários, bem como de nossos aprendizados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente ficou para trás, assim como circunstâncias anteriores, acertos e erros, "sims" e "nãos". Todos eles estão em nossa história e livro da vida, mas o livro precisa continuar sendo escrito. E chegam momentos em nossa vida em que precisamos acabar um capítulo desse livro e começar um novo, ou trocar personagens, protagonistas e cenários de nossa história particular (uma tarefa que muitas vezes não é fácil, pela tendência do homem à nostalgia, em tentar fazer "remakes"), que pode ser forçado a ser escrito devido a motivos bons ou ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente de motivos, é sempre uma tarefa positiva escrever essas novas páginas e capítulos de nosso livro da vida, principalmente para quem é adepto de uma fé que permite dizer que Deus nos quer exatamente ali, naquela nova circunstância, com aquelas novas pessoas, quando a intenção é reta com essa fé. Essa fé nos faz ter em mente que tudo é para bem, que nenhum ponto é dado sem nó nessa vida. Eu e meu amigo chegamos exatamente a essa conclusão comum, ao olharmos para aquele pátio "estranho": era hora de deixar para trás uma história grandiosa onde estivemos por seis anos, e começar uma nova, nas escolas onde trabalhamos, no bairro onde moramos, com as pessoas com que nos relacionamos (inclusive a própria família).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato: conheci um universo de pessoas imenso em minha escola, abri novas rodas de amigos, reencontrei minhas raízes com minha família e bairro onde moro, estou reencontrando com minha fé. Me encontro "descobrindo novas Américas", como diria meu santo favorito. Mas para isso, foi necessário não olhar para trás, não esperar no acostamento, e sim seguir em frente. Esse caso particular, será que não é o seu também, leitor? Não estaremos juntos nessa estrada da reconstrução? Bora deixar os "leites derramados", assumir nosso "tempo de aprender" (como diz um famoso pagode), e ir de encontro a esses novos desafios, Américas e grandiosos tesouros à nossa espera, só aguardando que larguemos esses retratos do passado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venha Julho e esses dias de aprendizado e reconstrução constante de cada um de nós. Tem muita gente, lugares e fatos ainda a serem escritos nesses nossos livros da vida (os "antigos", sempre poderão vir para fazer uma participação pra lá de especial). Detalhe: nunca escritos à toa. Entenderemos mais tarde, por nós, por eles... ou por Ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 30/06/2011. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-8643679572243038489?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/8643679572243038489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=8643679572243038489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8643679572243038489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8643679572243038489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/07/cronica-ano-iv-n-163-reconstruir-se.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 163 - &quot;Reconstruir-se&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-3347940497726251470</id><published>2011-06-14T01:43:00.000-03:00</published><updated>2011-06-14T01:43:07.119-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 162 - "A caridade e o carinho"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;Passado o Dia dos Namorados (eu, pra variar, de boa, como há 27 anos, hehe), fiquei pensando em um tema que pudesse se relacionar com a data e com os últimos dias (afinal, a crônica precisa estar entrelaçada com o cotidiano).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E encontrei inspiração nas leituras dos últimos dias, que trazia a história real de uma moça em leito de morte, que recebia a visita de um padre para lhe dar a extrema-unção. O padre, então, lhe pergunta: "aqui estão lhe tratando bem?". E ela, sem pestanejar, replica: "padre, aqui me tratam com caridade, mas não com carinho. Esse, eu recebia em minha casa. E aqui, não".&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode soar estranho para quem está lendo. Caridade não é a mesma coisa que carinho? A palavra "caridade" não é soberana, sempre se remetendo a coisas boas? Nada disso.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem formas diferentes de falarmos da caridade. E é aí onde entra o tempero que dá gosto a ela: o carinho. A moça da historinha acima não reclamava de atitudes boas de quem lhe atendia: elas existiam, todas a atendiam, faziam o que ela precisava, mas sem o detalhe essencial: sem carinho, por mera formalidade, pra "cumprir tabela". E o que ultimamente se observa com frequência na sociedade é essa caridade "oficial", pra ficar dentro do "politicamente correto". Sim, se ajudam os necessitados, auxiliam-se os amigos no serviço, atendem-se as pessoa com cordialidade e se emprestam objetos. Mas muitas vezes, é nítido perceber que se faz isso no "piloto automático", sem pôr o coração, por puro e seco dever (é o que a gente pode perceber na diferença entre o coleguismo e a verdadeira amizade).&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A caridade original de fábrica vêm acompanhada do carinho como "item de série". Com o carinho, atender ou cumprimentar uma pessoa, dar uma aula, dirigir ou cuidar de uma pessoa doente ganham outro sentido. Sai o formalismo, e entra o coração, a vontade de fato de se fazer aquilo, de se estar com aquela pessoa. Não se cumpre tabela, se joga pra valer, com raça, amando mesmo o próximo. Como faz falta essa caridade original de fábrica nas relações sociais do dia de hoje! Bastam observar no dia-a-dia de vocês: não é diferente ser cumprimentado por uma pessoa que realmente está ali, interessada por você, no que você faz, vibrando com a sua simples presença, do que ser cumprimentado por aquela que o faz por simples boa norma de educação e convivência, e que se pudesse poderia estar fazendo outra coisa que não seja estar com você? Não olharíamos, pela caridade-carinho, nosso próximo ou mesmo aquelas pessoas que talvez desgostamos com uma outra dimensão, de maneira mais humana, antes de tudo?&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos dizer um não à caridade-oficial? O que acha de darmos esse toque a mais na relação com o próximo? Não ter receio algum de soltar palavras otimistas, de se interessar pelas pessoas, de fazer o bem e cumprirmos o dever de cada dia com o coração, não por mera "boa-educação". A mudança de consciência do mundo está ao nosso alcance: aplicando essa caridade com 18 quilates de carinho com as pessoas que nos cercam (as desconhecidas ou menos queridas, as mais queridas e as de maior convivência). Se hoje se vive uma era de crises de relacionamento, conjugais, políticas entre várias outras, muito se deve a esse seco formalismo que impede de se olhar o ser humano coma dignidade e amor que ele mereceria ser olhado. Cada pessoa desse mundão de Deus merece um respeito inestimável, e muitas vezes tacamos pedras nelas ou nos desinteressamos das mesmas sem saber das circunstâncias difíceis pelas quais estão passando. Elas neste instante podem estar precisando, tal qual a mocinha da história, de carinho, e não de caridade-comum.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, mais caridade-carinho e menos caridade-dever. Essa receita, com certeza, apimentará nossas relações sociais e com o mundo. E, namorados e namoradas: também vai apimentar a relação de vocês, se ela está na fria caridade-oficial, nos últimos tempos. Caridade-Carinho já!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px;"&gt;São Paulo, 14/06/2011. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-3347940497726251470?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/3347940497726251470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=3347940497726251470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3347940497726251470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3347940497726251470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/06/cronica-ano-iv-n-162-caridade-e-o.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 162 - &quot;A caridade e o carinho&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-3579294890446771715</id><published>2011-05-31T23:00:00.000-03:00</published><updated>2011-06-01T00:55:33.938-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 161 - "Com alma e com calma"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais um tabu quebrado: tive a oportunidade de passar alguns dias no Rio de Janeiro (devido a um congresso): conhecer a Cidade Maravilhosa, seus encantos e mistérios! Obviamente, não os esgotei: longe disso! Acho que precisarei de umas quatro viagens ao Rio para decifrá-lo por completo, hehehe!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que posso dizer que me surpreendeu na alma carioca é a paciência, a calma daquele povo. De fato, o Rio possui muitíssimos problemas sociais, dificuldades e tudo o mais que cansamos de ver nos jornais. Entretanto, ao invés de se lamentar e ficar preocupado ou cabisbaixo com a situação, que nada: o carioca sabe fazer chacota de suas dificuldades, dar a volta por cima, sorrir no momento difícil. Tenho que reconhecer que um paulistano teria uma postura mais sisuda e séria (até demais) nessas dificuldades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O carioca adota uma frase que guardei de uma palestra que assisti há algum tempo: age "com alma e com calma", o que o torna uma pessoa diferenciada (no bom sentido, hehe). A seriedade é fundamental para se ter êxito em qualquer âmbito da vida: nos estudos, no trabalho, nos relacionamentos. Mas o excesso de fleuma pode ser bem tóxico para as relações sociais: é fundamental saber tirar um sorriso, saber rir-se de si mesmo, tirar uma onda diante de uma dificuldade a se enfrentar. Me vem à cabeça o exemplo de Sir Thomas More, antigo chanceler da Inglaterra que, condenado à forca, tirou um sarrinho de seu carrasco, lhe pedindo para fazer bem seu trabalho e orientando a mira do machado que o decapitaria. São Paulo, em sua defesa diante do César, também tira um barato com as correntes que lhe algemavam. Os exemplos recentes de bom humor sadio diante de dificuldades também são contagiantes. E tenham certeza: eles são fundamentais para encararmos os desafios de maneira mais serena, menos tensa e estressada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agir com alma e calma nos dá a paz de espírito para tomarmos as mais importantes decisões de nossas vidas ou do dia. É difícil imaginar decisões bem tomadas com excesso de frio na barriga, tensão e taquicardia. Não é à toa que os especialistas recomendam que, na véspera do vestibular se descanse, faça uma atividade relaxante. Da mesma forma, é indispensável termos em nossa semana de trabalho esses momentos de paz: uma cervejinha (ou refrigerante) com os amigos, um cinema, um esporte ou a partida de futebol de seu time de coração. Contar uma piada no meio do expediente, fazer um comentário engraçado e de bom gosto numa aula ou junto aos amigos, dar um sorriso para aquela pessoa ao encontrá-la no ponto de ônibus... tudo isso faz nosso dia, nossa vida serem mais gostosos e "suportáveis", como bem disse Santa Teresa, que não abria mão da música e do bom vinho nos recreios ou festividades em seu convento, nem de comentários engraçados com seus amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que tal sermos um pouco mais cariocas? Pôr alto-astral onde estivermos, diante de um ônibus lotado, uma nota baixa ou um dia feio, sem perder o rebolado. Caras fechadas e ar antipático só ajudam a tornar o dia mais feio e a cordilheira dos desafios mais íngreme, além de afastar as outras pessoas, tão necessárias para que tenhamos êxito. Repetindo: isso em nada é oposto a noção de seriedade, pois é possível ser sério e pontual em nossas tarefas sem deixar de dar o toque de caridade e bom humor, que a deixam com aquele tempero saboroso de dever cumprido! Os dias de trabalho e tarefas sairão menos custosos e mais prazerosos, tanto para nós quanto para os outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale dizer que esse ato de rir-se de si e ter bom humor em nada se parece com a risada tola, de fachada. Quem age com alma e calma em seus ambientes sabe bem dosar a carioquice com a paulistanice: a alegria com a seriedade, no momento certo para cada uma, de maneira que ambas se confundem e saem naturalmente, sem encontrar fronteiras. Achemos, pois, nosso equilíbrio Rio-Sampa, tendo em tudo e com todos alma e calma!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rio de Janeiro/São Paulo, 31/05/2011. W.E.M.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-3579294890446771715?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/3579294890446771715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=3579294890446771715' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3579294890446771715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3579294890446771715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/05/cronica-ano-iv-n-161-com-alma-e-com.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 161 - &quot;Com alma e com calma&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-95335677331717498</id><published>2011-05-09T00:38:00.002-03:00</published><updated>2011-05-09T00:38:58.986-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 160 - "Pusilânime"</title><content type='html'>Palavra difícil essa do título da crônica nova, hein? Já tinha ouvido falar alguma vez sobre o que significa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pusilânime é aquele que exerce a pusilanimidade (oh, que descoberta, e como facilitou, hehehehe), que nada mais é do que covardia, temor em excesso. Agora, a questão: por que falar de pusilanimidade nessas linhas? Não era mais fácil falar pura e simplesmente, covardia? Pois eu diria que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho em mente que uma pessoa pusilânime é diferente de um covarde. Covarde é aquele que tem medo extremo de atacar, que treme na base e quase borra as calças diante de um desafio, um placar adverso. Já pusilânime seria aquela pessoa que não ataca simplesmente por querer manter uma "zona de conforto". Sabe aquele soldado que está na guerra, mas prefere se manter lá no fim do pelotão, pra não se ferir, e depois chega todo cheio de pose dizendo que lutou como nunca? Ou aquele time que vê que tem totais condições de golear um time com 9 jogadores e sacramentar a vitória, mas prefere ficar cozinhando o jogo e vencer com um 1x0, gol de pênalti ou contra. Aliás, me inspirei no tema pra essa crônica ao olhar esse futebol mequetrefe em algumas partidas do time que torço e outros. Sair com uma vitória de 1x0 num jogo que era pra ter sido uns 8, e com sorrisinho na cara é um exemplo vivo de pusilanimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um blog que leio com frequência, vi uma frase que venho querendo adotar cada vez mais como lema, e que todos nós deveríamos adotar como lema: "o medo de perder tira a vontade de ganhar". Fato! Thomas Edison, Benjamin Franklin, Graham Bell, Santos Dumont, o que tem em comum? Inventores que puseram a mão na massa, e ousaram, arriscaram! E hoje são exemplos de ciência, inventividade, conquista. Mas precisaram arriscar. Aliás, sabe aquele gol bonito daquele craque, ou aquele casamento ou namoro de sucesso, ou ainda o êxito profissional daquele fulano? Só viraram fato a partir do momento que houve uma aposta, uma tentativa, com todos os seus riscos. Poderia ter sido muito mais fácil que os protagonistas dos exemplos acima ficassem na sua, esperando, pra não saírem da zona de conforto, pusilânimes; entretanto, esses jamais teriam conseguido o êxito almejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gostoso da vida é esse jogo de arriscar. Assemelha-se ao filhote de águia, aprendendo a voar. Mamãe águia vai lá, e simplesmente "empurra" seu filhote no vazio, e nada resta ao filhote a não ser... voar! Quantas vezes nós, por puro "cagaço" ou para não nos incomodarmos (ou incomodar os outros), preferimos não saltar do ninho e voar, arriscar, querer algo a mais? Claro que não é fácil, há temperamentos e temperamentos, sem contar que a ousadia sempre precisa estar de mãos dadas com a prudência (saber o momento certo de ousar, &amp;nbsp;sem antecipações ou atrasos). No entanto, será que não estamos deixando passar nesse exato momento uma oportunidade única de sucesso por puro receio ou comodismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho, na caridade, no amor, nos projetos... não sejamos pusilânimes, homens ou mulheres que não deram (nem querem dar) aquele passinho tão necessário para uma saborosa vitória que talvez vá ecoar para a posteridade. Que não repitamos a postura dos dois andarilhos no deserto que, por comodismo e pusilanimidade, pararam de caminhar a 500 metros do oásis, ao encontrarem uma poça d'água. &amp;nbsp;Certamente temos vários oásis a atingir, e talvez não os tenhamos atingido ainda por puro receio ou conformismo barato na hora de dar o passo que falta. Bora arriscar e não nos enquadrarmos do time da palavra difícil do título da crônica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que ninguém jamais nos possa jogar na cara: "você não arriscou", na hora em que percebermos que o jogo acabou 0x0 e perdemos a taça no "maior número de vitórias". Pois quem ganha mais pontos: um time que empata duas, ou um time que perde uma partida, mas ganha outra? Enfim, um viva ao futebol, que tanto ajuda a ilustrar as crônicas da vida. Inclusive a pusilanimidade, que é premiada com a derrota tanto no futebol como na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 09/05/2011. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-95335677331717498?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/95335677331717498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=95335677331717498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/95335677331717498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/95335677331717498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/05/cronica-ano-iv-n-160-pusilanime.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 160 - &quot;Pusilânime&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-4906596167175464322</id><published>2011-04-21T12:39:00.001-03:00</published><updated>2011-04-21T12:39:45.894-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 159 - "Por que está triste?"</title><content type='html'>Começa, nesta segunda metade de Abril, um tempo de extrema alegria, a Páscoa. A alegria que começa no recordatório da Ressurreição de Cristo (Ápice e causa de toda essa festa e feriado, queiram ou não), passa pelo almoço em família, os chocolates, as risadas. Sai o roxo da Quaresma, entra o branco do Tempo Pascal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não é raro encontrarmos aquelas pessoas para as quais tudo são trevas: pessimismo, tristeza, lamentações: se o salário atrasou, "droga"; se adiantou, "droga", pois veio baixo. Não encontrou alguma vez aquela pessoa que nunca se contenta com a previsão do tempo do dia? Se chove, se faz frio ou calor, se está um dia agradável, não importa: é preciso reclamar e extravasar a tristeza e decepção. Tantos motivos de alegria, e por que a tristeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristeza. Uma reação do ser humano que vem levando clientes ao psicanalista e pessoas ao beiral da ponte ou alto do prédio em cada vez mais proporção. Tristeza que muitas vezes leva a tragédias, como a que vimos nos últimos dias no Rio de Janeiro, pois quando a tristeza leva ao desespero quase sempre leva as pessoas a situações fatais. Tristeza depois da "ficada" com mais de dez na balada, da garrafa vazia de cerveja, de não conseguir um aporte financeiro desejado, de não ganhar na Mega-Sena ou mesmo de ver seu time campeão. Tristeza. Afinal, ela é do bem ou do mal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso apontar antes de mais nada que é absolutamente normal termos nossas angústias, um sofrimento, uma vontade de chorar por algum motivo. Não temos coração de pedra, somos de carne e osso que se comovem com o próximo, com uma lembrança, uma saudade. Ouvi recentemente uma música no Youtube cujos comentários diziam com razão: "como não chorar ouvindo essa música?". Faz parte da natureza humana se comover pra bem ou pra mal. A questão está quando essa comoção, esse aperto no peito nos levam a uma melancolia doentia, ao invés de ajudarem para nossa edificação de caráter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente essa é a diferença: quando as lembranças e os eventos no dia-a-dia nos fazem refletir, se comover e levantar a cabeça, não temos tristeza, mas sim emoção extravasada em laivos de sentimento que vão nos fazer aprender e crescer como ser humano, limpando os erros. Agora, quando essas mesmas lembranças/sentimentos começam a formar a cadeia do desespero ao nosso entorno e nos deixam à mercê da depressão e sensação de impotência, temos aí a tristeza, que vai sufocar e te levar a fazer as piores besteiras. A tristeza por si só repele amigos e grandes decisões, e nos deixa vulneráveis à solidão, aos maus sentimentos, a atitudes impensáveis. Por mais que tenhamos sofrido um revés, engana-se quem pensa que a solução é ficar triste e ir para um canto chorar, e ficar ali o quanto puder. Como um amigo comentava, "tristeza só serve para trazer mais tristeza". E é fato: não lembro de alguém que tenha achado a solução para seus problemas ao se render a um aspecto cabisbaixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O remédio contra qualquer cutucão de tristeza é pensar nos outros. Pois a tristeza se alastra por nós quando estamos por demais ensimesmados, mergulhados em nosso eu. E quanto cedemos ao eu, transformamos a tristeza em uma bola de neve que só vai aumentando, aumentando, até nos sufocar. Nunca está triste quem está cercado pelos entes queridos e que os prioriza, fazendo cada atitude do dia estar oferecida a esses seres queridos. Você, que está triste agora: já pensou que várias outras pessoas dependem de você para esboçarem um sorriso, trabalharem ou estudarem melhor ou ganhar o dia? Que uma atitude cordial sua (um bom-dia, uma piada, a lembrança do aniversário, o simples ato de escutar...) podem dar um giro na vida dessas outras pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que, juntamente com a Páscoa, se estabeleça em nós um tempo de tristeza zero. Temos muitos a alegrar e muito com que nos alegrar sempre: basta parar um pouco, refletir e desviar das armadilhas diárias da tristeza, que só quer nos afundar. Uma FELIZ Páscoa mesmo a todos, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 21/04/2011. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-4906596167175464322?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/4906596167175464322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=4906596167175464322' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4906596167175464322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4906596167175464322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/04/cronica-ano-iv-n-159-por-que-esta.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 159 - &quot;Por que está triste?&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-7229263756338851519</id><published>2011-04-07T18:58:00.002-03:00</published><updated>2011-04-07T18:59:09.996-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 158 - "Sacrifício"</title><content type='html'>Esta crônica é escrita num período especial para a cristandade, especialmente para os católicos: a Quaresma, tempo de reflexão, de pensar com mais carinho no Criador e no sacrifício que Cristo fez por nós, e de retribuir, porque não, um pouco desse sacrifício, por Amor Dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, boa parte da humanidade atual criou uma repulsa tremenda por essa palavra de dez letras: sacrifício. Há gente que se escandaliza pela penitência de alguns, pelo sacrifício de outros, pelo "masoquismo" que alguns fazem. Atualmente há uma exaltação nunca vista antes do "bon-vivant", daquele que consegue sem esforço tudo o que quer, sem precisar correr atrás. Vi recentemente uma reportagem de certa "pseudo-celebridade" que enriqueceu de uma hora pra outra em um desses famosos "reality shows", vibrando e fazendo apologia ao próprio ócio. "Minha vida são eternas férias", diz o camarada, que parece ser boa gente, mas pelo visto caiu na ladainha do pouco esforço e, por meio de seu "exemplo" e influência, leva com certeza a vários outros a pensarem dessa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, será que no mundo de hoje quem se esforça é um idiota? É melhor jogar tudo pro alto e juntar-se aos que apoiam a molezinha? Em caps lock: NÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a molezinha traz consigo ganhos materiais, não se pode dizer o mesmo quanto aos valores éticos e morais. O bem-bom é o melhor amigo da frivolidade, do fútil. Quem adere à linha da moleza até aumenta os lucros, mas corre sério risco de escorregar no caráter. O baixo nível no entretenimento, na educação, a apologia a uma sexualidade desenfreada e à trapaça, nasceram justamente por meio da lei do menor esforço. Em conversa com alguns adolescentes, vi a sede de alguns por querer fugir de uma vida sacrificada: "eu tenho amigos", "penso nisso mais tarde", "tem gente que consegue o que quer roubando ou sendo pilantra" são algumas falas (não à toa, os traficantes conseguem muitos adeptos nessa faixa de idade). O pior disso tudo é que não são somente adolescentes que estão alimentando essa linha de raciocínio: muitos adultos, "bem barbados", adotam esse pensamento. "Vou enriquecer fácil, depois beber e gozar a vida: adeus, sacrifício!", pensam alguns. E em prol desse sonho, não hesitarão em enterrar qualquer valor ou ética, em nome do status ou da conta bancária gorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sacrifício emerge do amor verdadeiro. Mostra esforço, entrega, coração naquilo pelo qual se batalhou e correu atrás, e traz resultados incomparáveis. Pensemos nós mesmos: valorizamos mais as conquistas onde tivemos que correr atrás e se sacrificar para obter, do que o que veio fácil, na mão: um carro, uma namorada, um trabalho, um diploma... quando suamos a camisa por eles, são mais valorizados! Um 1x0 num clássico muitas vezes é mais lembrado que um 5x0 contra um time pequeno. Uma pessoa disse recentemente que "o que vem fácil, vai fácil", o que é um fato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse sacrifício vem com bônus que fazem a diferença: a formação de um caráter firme. Quem se sacrifica com gosto (não com cara amarrada e resignada, mas sim com um sorriso no rosto e com orgulho do suor de mais um dia de batalha) sabe ser mais amoroso com o que tem, sabe ser austero na saúde e na doença, na riqueza ou na pobreza; valoriza mais as pessoas que tem ao lado, tem ordem, constância, força de vontade, garra. Um diamante, a pedra preciosa mais dura que existe, quebra, mas a pessoa que não tem medo do sacrifício não quebra. O sacrifício, enfim, forma Homens com H e Mulheres com M, que vão deixar um rastro verdadeiro de luz no mundo e jamais se apagarão. Se alguém vier com a conversinha de que você está sendo bobo se sacrificando, não dê bola. Esses só querem que você desista, pra depois tirarem onda de sua cara, e no fundo te invejam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nosso sacrifício dependem pessoas e obras grandiosas, que valem a pena, como diz um homem santo que conheço bem. Como diz o lema dos halterofilistas e que serve bem pra nós, "no pain, no gain". O resto é mentira deslavada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 07/04/2011. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-7229263756338851519?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/7229263756338851519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=7229263756338851519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/7229263756338851519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/7229263756338851519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/04/cronica-ano-iv-n-158-sacrificio.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 158 - &quot;Sacrifício&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-4416587190448472683</id><published>2011-03-20T18:29:00.000-03:00</published><updated>2011-03-20T18:29:04.585-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 157 - "Aprender a aprender"</title><content type='html'>Uma das palavras que mais venho ouvindo nos últimos tempos, seja em conversa com amigos, seja em situações cotidianas ou em fatalidades como o terremoto ocorrido no Japão nos últimos dias, foi: "aprendizagem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é uma palavra que é uma verdadeira unanimidade entre todas as pessoas. Propagandas em geral, entrevistas e setores diversos de atuação falam da necessidade atual que o ser humano tem de se reciclar, aprender mais coisas (uma língua, um instrumento musical, em uma leitura...). Da criancinha recém-nascida ao vovô de 90 e poucos anos, estamos em uma geração-aprendizagem, que quer superar seus limites e conquistar novas culturas, uma necessidade para o mundo tão dinâmico em que vivemos. E a tragédia do Japão, como muitos disseram, virou uma situação de aprendizado em diversos aspectos (o perigo da energia nuclear, a necessidade de rapidez na previsão e alerta de tsunamis, e a força do Japão na previsão e tecnologias contra essas catástrofes, que pouparam milhares de vidas e foram exemplo para todo mundo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este crônica sai, de fato, em defesa dessa sede de aprender. De aprendermos cada vez mais a aprender diversos tipos de conhecimentos. Mas a ideia é ir além: esta crônica defende um aprendizado não só de cursos, mas um aprendizado com as diversas situações que fazem parte de nosso dia-a-dia, sejam com as vitórias, seja com as frustrações. Pois o aprendizado só vale a pena quando nos faz crescer por dentro tanto na razão quanto na emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes funções do erro (ou quando tomamos ciência de que algo é errado) é, justamente, nos fazer aprender, para que não caiamos no erro uma segunda vez, ou pelo menos fiquemos alertados do risco que corremos. E nós, seres humanos, estamos sempre sujeitos a acertar e errar a cada dia que começa, sob variadas situações (ainda bem, pois isso dá uma graça especial ao ato de viver). Assim, estamos sempre nesse processo de aprendizagem. Lembro de uma aula de Física, no Ensino Médio, falando sobre o rendimento dos motores, que nunca chegam a 100%, muitas vezes sequer a metade. Somos como esses motores, que está longe de 100% de rendimento, mas que continua girando, sempre podendo dar um pouquinho mais de rendimento, na batalha, com o aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos abrimos ao aprendizado, arriscando em nossas ações, podemos ampliar esse nosso rendimento evitando erros básicos ou mais graves, ou simplesmente descobrindo "atalhos" para que evitemos futuros tropeços ou frustrações. Vitórias e êxitos dependem muito da descoberta desses atalhos, e estão escondidos atrás de falhas que geram o aprendizado. Vários amigos me falaram (e eu também a eles) sobre os aprendizados que surgem ao quebrarmos a cara com relacionamentos, experiências profissionais, eventos desastrados; e de como essas frustrações fizeram essas mesmas pessoas (e eu também a eles) a rever seus conceitos, aprender e dar a volta por cima. Talvez você, leitor, já tenha utilizado o chavão "com os erros aprendemos" milhares de vezes, mesmo achando cafona... Mas sem achar uma melhor solução ou chavão para substitui-lo. Funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos sempre algo a aprender. Uma professora disse na última semana sobre a importância de estarmos sempre querendo aprender, fundamental para seres dinâmicos que somos nós, humanos. Uma virtude, um hábito, uma língua, modo de vida ou comportamento sempre estão ao nosso alcance e podem ser aprimorados. Precisamos sempre de revisões, tal qual um carro, para continuarmos funcionando bem; podemos até teimar, com muita impaciência, em não querer fazer essas revisões, porém ficaremos sujeitos a escangalhar esse nosso carro, a ponto de arriscarmo-nos a uma "perda total".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com paciência, aprendamos cada vez mais a aprender, no coração, na razão, nas habilidades. Pois recusar-se a aprender é estagnar a capacidade que temos de crescer. E estagnar-se é matar um pouquinho mais, sempre, o ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 20/03/2011. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-4416587190448472683?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/4416587190448472683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=4416587190448472683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4416587190448472683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4416587190448472683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/03/cronica-ano-iv-n-157-aprender-aprender.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 157 - &quot;Aprender a aprender&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-4414262765144288139</id><published>2011-03-05T02:39:00.004-03:00</published><updated>2011-03-09T14:31:34.231-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 156 - "A alma"</title><content type='html'>Carnaval, Quaresma, mais um pré-Páscoa. Aliás, Páscoa essa que vai cair bem tarde, esse ano - assim como o Carnaval. Para os curiosos: o Domingo de Páscoa é definido como o primeiro Domingo após a primeira lua cheia (plenilúnio) que ocorre depois do Equinócio de Outono (20 ou 21 de Março - Primavera, no caso do Hemisfério Norte, de onde surgiu a data). Como essa lua cheia não tem data fixa, a Páscoa muda sempre de data, assim como o Carnaval, véspera do início da Quaresma (40 dias até a Páscoa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carnaval ("Carnem Levare", em latim, que significa: "levem a carne") seria o último dia de "farra" antes do tempo de penitência da Quaresma. Essa farra seria: comer carne (daí o nome), ingerir bebidas alcoolicas, e essas coisas. Hoje o rigor da Quaresma é "brincadeira de criança": só se pede jejum e abstinência na Quarta de Cinzas e na Sexta-feira Santa, e ainda bem leves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peraí, Wanderlei... que papo "piegas" é esse? "Vamo pará"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, amigos... resolvi iniciar a crônica contando toda essa história do Carnaval, Páscoa e um pouco de suas tradições para colocar tudo isso como pano de fundo para o tema central da crônica: a alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano, mais que um corpo físico, possui em sua essência uma alma que faz uma "tabelinha" com esse corpo. É essa alma que dá ao homem os elementos que o diferenciam de outros animais: a racionalidade, a consciência, o critério. Nos outros animais não vemos isso, mas sim instintos, no máximo a retribuição pelo carinho que nós damos a eles. Essa alma pode ser tecida de maneira boa ou má, pelas inúmeras virtudes ou vícios, e com isso ir forjando nossa consciência, também para o bem ou para o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que muita gente, se não leva a sério essa tabelinha alma-corpo, não está nem aí para a sua alma e consciência. Pelo contrário, preferem vê-la submissa aos puros instintos do corpo, como acontece nos outros animais. Não à toa, é hoje banalizado o sexo selvagem e sem compromisso, o "beber, cair, levantar" (como diz a música-chiclete), a violência gratuita e brutal para com crianças, jovens, adultos e idosos, o menosprezo e zombaria para com quem "ainda leva em conta" as virturdes em seu código de conduta e o aplauso para quem vive de falcatruas e "passações de perna". Infelizmente, muita gente passará estes dias de Carnaval aplaudindo condutas que tem tudo a ver com o descrito nas linhas acima, ao invés de considerar o Carnaval como uma festa saudável, onde os valores têm vez sim senhor, junto com o samba, plumas e paetês. Almas literalmente jogadas na lata do lixo, e a carne sendo tratada como mais uma peça, tal qual num açougue. Triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próximos dias, Carnaval ou Quaresma, devem servir como um tempo de despertar da alma do homem. Tempo de pensar mais nos outros e ajudá-los, de se examinar onde se está errando ou acertando, de estreitar os laços com o Criador e pensar que não somos um mero pedaço de carne que pode ir pra mão de qualquer um. Tudo isso não se opõe em hipótese alguma à alegria do Carnaval; pelo contrário, o folião que tem verdadeiros motivos pra pular de alegria é aquele que sabe muito bem quem ele é e do que é feito, e que não se contenta por ser uma besta ou animal de chiqueiro, caindo na lábia tão cantada em certos trios elétricos e músicas de duplo sentido do "liberou geral". O verdadeiro folião usa bem a liberdade para extravasar sua alegria junto com os outros e por tudo que tem conquistado sem separá-la da virtude, da decência, da postura de homem com H ou mulher com M, que sabem se dar valor no corpo e na alma. E que, assim, já estarão preparando - muitos sem saber - a alma para a Quaresma e Páscoa que se seguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que pulemos o Carnaval, com o samba, a cervejinha - moderada - e a alegria que se tem direito. Mas que jamais dissociemos essa festa tão cheia de cores da virtude. Somos homens com corpo e alma, dons eternos e valiosos demais para trocarmos por um prazer animal efêmero que vai-se embora a cada Quarta de Cinzas, tornando a data - injustamente - vilã de tantos pseudo-foliões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 05/03/2011. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-4414262765144288139?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/4414262765144288139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=4414262765144288139' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4414262765144288139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4414262765144288139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/03/cronica-ano-iv-n-156-alma.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 156 - &quot;A alma&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-5668917162728027049</id><published>2011-02-21T02:53:00.002-03:00</published><updated>2011-02-21T02:53:29.187-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 155 - "Poucos"</title><content type='html'>Primeiramente, queria agradecer a todas as mensagens, torpedos, MSN e ligações no dia de meu aniversário e depois. Conforme prometido, respondi a todas e desejo a cada um o cêntuplo de alegrias e vitórias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começam os 27 anos. Tempo de amadurecimento e decisões em minha vida. E a continuidade de buscar a felicidade, no ambiente do trabalho, acadêmico, no coração e na vida familiar e com os amigos. Entretanto pode soar esquisito essa palavrinha "felicidade": ela daria umas cem crônicas, com certeza, sem contar que muitos já a consideram uma utopia, besteira, ou ainda: falsidade. Afinal, onde ela está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja difícil para muitos apontar onde está a felicidade pelo fato do uso de expressões difíceis ou discursos alongados "a la Fidel" para tentar descrevê-la. Essa tal felicidade está não em muitos, mas sim em poucos. Muitos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas semanas seja na televisão, com amigos ou em escritos, topei com verdadeiros odes à felicidade no pouco. No pouco dinheiro, nas poucas necessidades ou mesmo poucas ambições. Certa vez, eu e mais alguns amigos pudemos perceber a felicidade e a paz nos rostos de algumas pessoas paupérrimas, com pouco com o que comer e se vestir, mas se gabando de sua honestidade, do carinho verdadeiro entre os familiares e de sua honradez. Sim, há uma emoção geral por parte da sociedade ao ver pessoas com pouco, ou que não tem medo de viver com pouco e sofrem privações (basta ver a comoção nacional a cada desastre natural ou a mobilização para doações em diversas espécies). Essa seria a tal felicidade, esse seria o pouco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter pouco não significa ter felicidade. Um pedaço farto de nossa felicidade não está no curto e grosso não ter, mas sim em precisar de menos. Aquela família que eu e meus amigos visitamos não estava feliz pelo simples não ter, mas pelo fato de precisar menos das coisas materiais para uma vida em harmonia. Seria passível de riso as pessoas conformistas, que acham que felicidade é miséria ou caem em discursos ideológicos de que os ricos não tem felicidade porque tem dinheiro. Peraí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos de felicidade, devemos nos remeter às pessoas que estão ao nosso redor, ao sucesso como pai, mãe, filho, avô, profissional, estudante, marido e outras atuações. E esse sucesso só ganha corpo a partir do momento em que não transformamos determinado objeto ou conquista numa obsessão, como o fim de tudo, num ciclo interminável de precisar de cada vez mais coisas e pessoas. Ao criarmos necessidades por criar, são justamente essas últimas que passarão a ter um protagonismo em nossa vida, e esqueça-se o resto. A felicidade está no jogo de equilíbrio das coisas e pessoas, e a partir do momento em que uma dessas pessoas ou coisas são causas de psicose de nossa parte, onde se não as tivermos cometemos loucuras, tem algo muito errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alcançarmos essa felicidade, um bom começo é saber se conformar caso não se tenha aquilo que queremos no momento, e ao mesmo tempo não se conformar. Como isso é possível? Conformar-se nesse caso seria não partir para a psicose, caso não se tenha algo: uma hora vem, com nossa fé e esforço para isso, mas isso não é instantâneo. Lembro de um treinador de futebol que quebrou a cabeça durante algumas rodadas pra caçar o time ideal: o &amp;nbsp;time perdeu, ele foi vaiado, mas pediu paciência a todos, que logo o time estaria voando. E assim foi: passados alguns dias de treinamento e encaixe, o time voou em campo, engatou várias vitórias consecutivas e foi rumo às finais. E aí entra o não conformar-se: o treinador não teve um surto na hora em que o time ia mal, mas também não ficou parado. Correu atrás, treinou, lutou e conseguiu colher os frutos da vitória. Construiu uma base sólida com "muito poucos", ao invés de choramingar pelos "pouco muitos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais quem precisa de menos! E a felicidade está aí, em aproveitar o que já temos em mãos, ao invés de pirar com aquilo que ainda não temos e que "virá por acréscimo", como bem diz o Mestre!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;São Paulo, 20/02/2011. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-5668917162728027049?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/5668917162728027049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=5668917162728027049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5668917162728027049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5668917162728027049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/02/cronica-ano-iv-n-155-poucos.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 155 - &quot;Poucos&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-2365283441296497396</id><published>2011-02-01T01:07:00.002-02:00</published><updated>2011-02-01T01:07:55.889-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 154 - "O efêmero e o Eterno"</title><content type='html'>Já caminhamos para o segundo mês do ano. Um mês sempre especial, já que é mês de completar mais um ano de vida. 27 anos, sem pestanejar pra responder. Sem medo de 30, 40, 70, 80... 27 anos, graças a Deus, muito bem vividos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o "slogan" deste aniversário é um velho conhecido de crônicas anteriores. Já escrevi na Crônica 73 (Abril/2009) sobre esse tema que causa amor e ódio, esperança e desespero: o Eterno, a Eternidade. Mas desta vez quero dar ênfase no contrário do eterno, o que chamamos "efêmero", comparando-o ao que seria esse Eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo cada vez mais curvado à tecnologia, ao dinheiro e à vaidade (não sejamos hipócritas, tudo isso seria ótimo na medida certa, tal qual churrasco, sorvete ou outras guloseimas - exagerou, azia!), o pedido da moda junto ao "poço de desejos" da humanidade é a eterna juventude, a imortalidade carnal, carrões, IPad's, 1 milhão e meio de Reais, mulheres aos pés (para as mulheres leitoras, basta pensar o contrário, heheh). Vi essa semana o destaque dado em certo site sobre uma pseudo-celebridade que juntou, segundo o que ele mesmo diz, mais de R$ 5 milhões sem trabalhar. Não cabe aqui julgar a pessoa, mas sim a reportagem em si, que deu um destaque estrondoso aos bens materiais, conquistas amorosas e ao fato do dinheiro fácil conquistado pela pessoa, quase que chamando outros a se enveredar pela via da fama e dinheiro a qualquer custo. Praticamente um "atestado de trouxa" a quem corre atrás, se esforça, enfim. Um ode ao efêmero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efêmeras são aquelas coisas prazerosas, excitantes, que saboreamos ou curtimos muito, mas que tem exatamente uma data de validade ou um final, tal qual aquela cervejinha ou refrigerante deliciosos em dia de sol escaldante: uma hora acaba, apesar da refrescância do momento, que valeu a pena! Momentos que valem muito a pena, que merecem ser repetidos muitas e muitas vezes, mas que infelizmente tem ponto final. Ao contrário do que é eterno, que não tem fronteiras, que sacia sem saciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é que entra o slogan deste aniversário: "rumo à Eternidade". Não aquele "rumo à eternidade" que se esquece dos momentos efêmeros que tanto fazem essa vida na terra valer a pena. Ou pior: um sem-rumo à eternidade, colocando o efêmero como finalidade de tudo o que fazemos e o que seria eterno pra baixo do tapete, pra depois se ficar borrando de medo da amiga Morte. Esse "rumo à Eternidade" tem que utilizar o que é efêmero como parceiro, como meio para a verdadeira finalidade. Começamos a caminhada rumo à Eternidade sendo muito felizes nessa vida, curtindo cada efêmero que aparecer como meio para nos ajudar a construir amizades, virtudes, experiências positivas. De momentos que poderiam ser efêmeros podem surgir, vejam só, o amor de sua vida, a oportunidade de ouro de uma viagem ou trabalho, a realização de sonhos. E desses efêmeros, "tcham": a construção de tantas coisas que levaremos para a eternidade, e deixaremos para as próximas gerações! A Eternidade é o Céu, e também é esse rastro tão vistoso que deixarmos aqui, para os que vierem depois de nós. Quem tem em mente fazer esse Eterno já não tem medo de aniversário, ou de falar a idade: sabe que cada dia, cada ano, é um passo para o Eterno, o que vai saciar em definitivo e enxugar a lágrima dos olhos! E não nossa ausência física, mas sim a presença viva de tudo de bom que deixamos aqui, sejam bens, experiências, amores, amizades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantenhamos essa fé no Eterno, sem se esquecer do efêmero que vai ajudar a sedimentá-lO. Fé é uma palavra fundamental, condição "sine qua non" para se apostar na Eternidade. Do contrário, sem essa fé, a solução será somente apostar naquilo que se esvai depois de consumido. E na hora do aniversário, daquela dificuldade ou do vamos ver... que medo! Pra quem tem fé, basta lembrar daquela frase: "Não temais!". Como diria uma amiga minha, o Eterno é logo ali!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um brinde a cada aniversário, a cada passo que nos leva rumo à Eternidade, que é o que verdadeiramente importa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 01/02/2011. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-2365283441296497396?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/2365283441296497396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=2365283441296497396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2365283441296497396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2365283441296497396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/02/cronica-ano-iv-n-154-o-efemero-e-o.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 154 - &quot;O efêmero e o Eterno&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-4683019105505787888</id><published>2011-01-14T00:53:00.003-02:00</published><updated>2011-01-14T00:54:10.560-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 153 - "Ataque x defesa"</title><content type='html'>O ano futebolístico de 2010 ficou marcado para mim infelizmente não por meu time (ele ficou na média, nem fedeu nem cheirou, heheh), mas pelo jovem time do Santos. Rápido, jovem, com uma volúpia insaciável pelo gol adversário. Resultado: goleadas, shows de bola, títulos. Um baile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peraí... o que eu, são-paulino até o último fio de cabelo (como dito no blog), estou fazendo aqui elogiando o Peixe numa crônica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, calma. Continuo sendo e serei sempre Tricolor. Mas tenho dois motivos para trazer à lembrança a molecada santista. Primeiro, pelo fato de ser amante do futebol-arte: seria uma ignorância crassa de minha parte se desprezasse o que essa molecada fez em campo: um banho de bola, e isso os amantes do futebol merecem aplaudir, sempre! Segundo, porque o que mais me admirava no futebol daqueles garotos era essa ânsia por atacar. Tomavam dois a três gols por jogo, se o time adversário era bom. Mas faziam quatro, cinco, seis! E só os venceu em 2010 (inclui-se aí o meu Tricolor) quem usou do mesmo veneno: atacando, para assim não ser atacado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa "ponte" com o futebol era necessária para ilustrar essa crônica. Para atingir nossas metas, realizar aquele sonho ou vencer aquele desafio ou situação, precisamos muitas vezes jogar pesado como os Meninos da Vila: no ataque. Para a realização de nossos sonhos, conquistar aquela pessoa, bem ou objetivo diverso, a retranca é uma estratégia bastante arriscada. Há milhares de chavões que ilustram essa retranca: "dinheiro não cai do céu", "Deus ajuda quem cedo madruga", "quem planta, colhe" e por aí vai. Mas a própria experiência da vida mostra que jogar na defesa pode até esporadicamente dar certo, mas também pode custar muito caro (como acontece na maioria das vezes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que seria jogar na defesa? Ser retranqueiro é não correr atrás daquele trabalho, oportunidade de estudo, pessoa, propósito, por pura e simples preguiça, medo ou por simplesmente parecer "mais fácil". De fato o é: pra que gastar condução, horas a fio numa fila, uma entrevista que já sabem no que vai dar ou gastar minha lábia e tempo com aquela pessoa, se "não vai dar certo"? Melhor ficar na minha, esquecer, que "uma hora cai do céu", ou então "melhor não arriscar". Um grave erro que muitos de nós cometemos, e que só depois de algum tempo nos damos conta, depois que percebemos que poderíamos ter arriscado mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa conversa com um amigo há uns quatro anos, em um momento de importante decisão, ele me disse: "pelo menos você nunca vai poder se arrepender de não ter tentado". Talvez essa fala &amp;nbsp;se ajuste a cada um de nós nesse momento: afinal, em algum assunto lá escondido, ou objetivo ou propósito a ser almejado, talvez estejamos sem o devido poder de ataque, numa retranca intransponível, quando a melhor atitude seria... atacar! Não um atacar sem pensar, mas objetivo, cirúrgico. Uma pessoa próxima, que não estava conseguindo um trabalho por pura preguiça, se decidiu, correu atrás e conseguiu. Outra estava se sentindo sozinha, foi atrás e hj possui um companheiro. E outra queria comprar uma casa, juntou um dinheirinho, fez bicos, e deu entrada na casinha sonhada, entre vários outros "causos" de sonhos, heheh! Ao acordar, se pararmos pra ver, sempre temos uns pontos a atacar, a mudar ou manter firmes, mesmo que sejam miudezas (fazer um exercício, levantar ou deitar mais cedo, beber mais água ou menos café, enfim...). Todo dia estamos chamados a partir ao ataque para, se não sairmos vitoriosos (normal), jamais podermos ser chamados de covardes na luta (frase meio "militar" essa, mas não encontrei outra mais imponente, hehe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tal, então, tirarmos um grande propósito por sermos mais "camisas 9" e menos "camisas 3"? Afinal, temos uma lista de coisas pra resolver hoje amanhã e sempre, e para ir superando esses obstáculos dia após dia, só com um grande poder de ataque. E a realização de nossos maiores sonhos, secretos ou não, vão depender desse nosso poder de fogo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 14/01/2011. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-4683019105505787888?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/4683019105505787888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=4683019105505787888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4683019105505787888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4683019105505787888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/01/cronica-ano-iv-n-153-ataque-x-defesa.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 153 - &quot;Ataque x defesa&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-5241490960504581204</id><published>2011-01-02T16:09:00.003-02:00</published><updated>2011-01-02T16:11:23.024-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 152 - "Preparando o próximo Reveillon"</title><content type='html'>Propositadamente, resolvi escrever a nova crônica em plena "ressaca" do início de 2011: carros subindo a serra de volta para Sampa, todos os fogos e comida destes dias de festa quase esgotados, presentes trocados e já usados... Para quem não tirou férias em Janeiro, essa segunda 03/01 irá custar mais que as habituais segundas-feiras. Volta tudo ao normal, "acabou a festa". E agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta que gostaria de trazer nesta crônica é de preparar já o próximo Reveillon, o próximo Natal e toda a festa de final de ano. Como fazer isso, se ainda se mostram diante de nós longos 12 meses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caríssimos, parem por um minuto e deem uma pensada: na virada de 2010 para 2011 o que vocês estavam exatamente brindando? Com certeza, além do fato de existirem, todas as conquistas e vitórias do ano que passou. Talvez brindando, inclusive, aquela situação difícil, inesperada, até chata, mas que você deu a volta por cima e superou. Pois bem, 2011 nasce já com este prognóstico: muitas conquistas, vitórias, mas também tropeços, derrotas, ganhos e perdas, que só lá nas próximas festas de final de ano iremos contabilizar num resultado final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prepararemos o próximo Reveillon hoje, agora. Como já dito em crônicas anteriores, as festas de final de ano ganham um sentido todo especial também pelo "término" de uma batalha que foi a do ano que se encerra. Mas ao mesmo tempo nascerão em 2011 novas batalhas, novos campos a se vencer e se conquistar... em um "conto de nunca acabar". Assim será 2012, 2013 e assim por diante. Se conquistamos muito em 2010 (posso falar que foi um ano de muitas conquistas para minha pessoa), por que ficar deitado sobre os louros e não ir atrás de muito mais em 2011? Se perdemos ou não conquistamos determinados objetivos (também tive perdas irreparáveis - Salve Vó, continue me iluminando daí de Cima! - e alguns planos que tinha em mente não se realizaram), por que não levantar a poeira e dar a volta por cima, como diz o chavão? Em suma: 2011 começa já pedindo a cada um de nós que não fiquemos parados, mas sim que construamos já as novas histórias que teremos pra contar e agradecer no próximo Reveillon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com uma amiga recentemente pelo MSN, brincamos a respeito dos nativos do signo de Aquário (pois ela e eu pertencemos, segundo o Zodíaco, a esse signo - mas ressalto que não sou adepto dos horóscopos da vida, hahah!), que são conhecidos por sua visão sempre à frente, vivendo o futuro constantemente, o que pode ser uma característica boa até determinado ponto. O problema é quando se olha demais para o futuro, e se esquece do presente, do agora. Olhamos muitas vezes para o apartamento, aquele carro ou aquele casamento com aquela garota, quando nem ao menos nos fixamos em nosso emprego, não tiramos a CNH ou sequer demos bom-dia para aquela garota. Assim, o segredo é sermos um pouco menos "aquarianos" e vivermos mais o presente, o que nos espera já. Mais ainda: entender que esse futuro tão visado só irá deixar de ser um devaneio se damos o passo neste instante, onde estivermos. Com certeza, nos últimos anos que se passaram aprendi a ser um aquariano que vive muito mais o presente (se bem que tenho várias recaídas, heheheh).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O slogan da vez é "2011 surpreenderá". Justamente pela expectativa de se viver mais o presente, pelas surpresas escondidas em cada dia do calendário, enfim, por tudo aquilo que está escondido "depois da próxima curva". Que 2011 fique marcado em mim e cada um de nós pela coragem de, a cada dia, descobrirmos novos tesouros surpreendentes a cada curva. Que sejam moedas de ouro ou cascos (lembram do Super Mario Kart, hehehe?), mas que nos façam ser pessoas melhores e mais fortes, realizadas, o que irá merecer sem sombra de dúvida aquele brinde sorridente no final de 2011 e dos próximos anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FELIZ 2011 (um ano que surpreenderá) desde já, agora! "Nunc Coepi, 2011" ("agora começo, 2011", em latim) para todos nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 02/01/2011. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-5241490960504581204?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/5241490960504581204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=5241490960504581204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5241490960504581204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5241490960504581204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2011/01/cronica-ano-iv-n-152-preparando-o.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 152 - &quot;Preparando o próximo Reveillon&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-9041442099719759390</id><published>2010-12-25T15:03:00.001-02:00</published><updated>2010-12-25T15:05:27.939-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 151 - "Espírito Natalino"</title><content type='html'>Como diz a música, "Então é Natal"... Mais um Natal, cheio de alegria, luzes, desejos de paz, saúde, alegrias, sucesso, presentes, tudo de bom! Estive na Avenida Paulista por três vezes nesta semana de natal, e vi o quanto essa data realmente traz brilhos aos rostos das pessoas e a toda a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... peraí... será que esse brilho do Natal atinge mesmo todas as pessoas? Definitivamente, a resposta é não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao atravessar a Avenida Paulista, pude perceber que na altura da Rua Augusta, em contraste com todo aquele brilho das luzes de Natal do Conjunto Nacional, dos prédios do Bradesco, Itaú e FIESP, estava um imenso arranha-céu de um famoso banco de investimentos totalmente apagado, triste, como se estivesse nem aí para o brilho do Natal. E também nesta semana, uma de minhas amigas de MSN soltou em seu nick: "Espírito Natalino é a pqp". Já ouvi várias histórias de pessoas que detestam a noite de Natal, que acham uma "noite de falsidades", e por aí vai. Será que é isso mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu concordo em partes com essas pessoas que tem repúdio pelas "falsidades de Natal", ou pelo pseudo-espírito natalino. De fato, o Natal acaba por, num átimo, tornar boazinhas todas as pessoas, sentimentos, rixas, como se nada tivesse acontecido. Abraços falsos, cartões de Natal daquelas pessoas que mal conhecemos, "explosões" de fraternidade e beneficência... Mas tudo somente no 25/12. Depois, no "day after", tudo voltando ao normal, com as rixas e maus sentimentos de sempre (ou então, só depois do Reveillon). Uma hipocrisia que assusta, e que acaba por levar ao aumento das pessoas que, como minha amiga, odeiam esse falso espírito natalino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, hora da defesa do verdadeiro Espírito Natatino, que não tem somente um mês de validade, do início de Dezembro até o Ano Novo. Nem deveria se chamar, na verdade, Espírito Natalino, pois esses sentimentos e alegria que o Natal trazem consigo deveriam durar os 365 dias do ano e sempre. O Natal é muito mais que uma "trégua": é, sim, um momento em que os bons desejos e o amor ao próximo atingem (se é que isso é possível) seu nível máximo. Bons desejos para nossos familiares, amigos e colegas não podem estar restritos ao mês do Natal; um abraço e a torcida por estes não podem ser "eventos de época". Não: o Natal, na verdade, deve nos fazer aumentar essa sede por conduzir essa explosão de alegria, luzes, cores e bons desejos para o próximo por todos os dias de nossa existência. Do contrário, como dito, o Natal vira uma "trégua" repleta de falsidade que ao invés de atrair seguidores, acaba por afastar as pessoas que veem toda essa falsidade e, com um pouco de razão, se revoltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o Espírito Natalino só ganha sentido quando não nos esquecemos do Dono da festa, do Aniversariante: Jesus Cristo, e não o Papai Noel. O Natal é uma época em que as pessoas que não possuem fé ou a leva às meias acabam por naturalmente se entristecer, já que acabam por se comportar como um barco à deriva: sem norte, ficam como que perdidas na noite, sem entender a essência da alegria ao redor que vemos nessa época de Natal, e que faz sentido só para aqueles que veem que o Natal traz consigo a lembrança do salvador, que a cada Noite de Natal nasce e renova nos corações os desejos por sermos pessoas melhores. E mais: nos impele a levarmos esses sentimentos tão positivos a todas as pessoas, pelo próximo e próximo e próximo ano. Para essas pessoas que estão perdidas na noite, que dolorosa é a Noite de Natal, já que é como se tivessem recebido um convite para a festa do Aniversariante, e o tivessem rasgado, preferindo ficar assistindo tevê. Que programa de índio, não? Para essas, a minha sincera oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Espírito Natalino vença as barreiras desta época de Natal e atinja nossos corações de maneira verdadeira "per omnia saecula saeculorum". Assim, quem sabe essa minha amiga, o dono daquele banco e muitos outros recuperarão a alegria de se comemorar essa data magna: o Natal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 25/12/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-9041442099719759390?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/9041442099719759390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=9041442099719759390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/9041442099719759390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/9041442099719759390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/12/cronica-ano-iv-n-151-espirito-natalino.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 151 - &quot;Espírito Natalino&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-2688699906595013907</id><published>2010-12-14T01:45:00.000-02:00</published><updated>2010-12-14T01:45:21.814-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 150 - "Pensando sobre o tempo"</title><content type='html'>Chegamos à crônica 150, hein? Quem diria que um simples passatempo fosse se tornar uma terapia, um local de opiniões, desabafos, troca de ideias? Adoro escrever, todos sabem disso, e nessa efeméride de crônicas o tema tem de ser pra lá de especial. Nada melhor do que escolher como tema o tempo, um protagonista de nossas vidas. Começou, há três semanas, o tempo do Advento (tempo de preparação para o Natal), onde somos chamados a refletirmos, antes da chegada da Luz do Mundo, sobre como encaminhamos nossas vidas. Temos tempo de estudar, trabalhar, amar, chegar em determinados compromissos. Estamos sempre caminhando lado a lado com esse companheiro chamado tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão está em como encaramos esse companheiro. Estive por esses dias em Belém, no Pará, e pude perceber como nós, paulistanos, muitas vezes tratamos o tempo como um adversário cruel: pressa, estresse em querer chegar a tempo, em não se "perder tempo" conversando com as pessoas ao redor... Uma vez, um senhor precisava de informação sobre uma linha de ônibus, e foi perguntar a uma mulher que estava próxima. Essa, com seus fones de ouvido e celular na mão, foi monossilábica na resposta: "não sei". Um "não sei" grosseiro, para terminar taxativamente a conversa, pois não se haveria tempo para perder com aquele senhor. Quem trata mal o tempo fica carrancudo, chato, estressado, sem se preocupar com os outros e suas necessidades. E mais: nunca chega no seu objetivo, pois seu excesso de precipitação não leva a lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, falemos sobre os que têm o tempo como amigo fiel. Esses não caem no conto tentador da precipitação. Sabem encaixá-lo para os amigos, os amores, as tarefas: não desprezam as pequenas coisas: pude perceber como o povo paraense não abre mão dos pequenos momentos de dar atenção ao outro, seja com um pequeno bate-papo, uma água-de-coco ou uma música de gosto comum. Não sufocam o tempo: sabem deixá-lo às soltas, sem estresse ou querendo dar passos maiores que as pernas. Taí a lida saudável com o tempo que devemos ter: sem pressões, fazer o que se deve, dando a atenção a quem precisar, e cuidando para que cada atitude, acada passo a ser dado, seja feito no momento certo, na hora exata, sem quebrar a "tabelinha" com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aproveitar os dias de Advento para um exame rápido: somos amigos do tempo? Jogamos ao seu lado, ou como inimigos dele? Cuidamos dele com carinho, cuidando das pessoas, tarefas e desafios que estão ao redor? È tempo de semear virtudes, amor-caridade, e quando fazemos isso dispondo um pouco mais de nosso tempo, só temos a ganhar! Hora de dispor tempo aos outros, aos nossos entes e pessoas queridas, aos desamparados, e assim acender uma vela na Coroa do Advento (leia a Crônica 57, no Blog, para lembrar dela). Cuidemos bem desse "senhor da razão" que é o tempo. Pois um tempo bem cuidado cuidará para que nossos sonhos e objetivos se tornem realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 14/12/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-2688699906595013907?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/2688699906595013907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=2688699906595013907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2688699906595013907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2688699906595013907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/12/cronica-ano-iv-n-150-pensando-sobre-o.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 150 - &quot;Pensando sobre o tempo&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-2447611349387794958</id><published>2010-12-14T00:01:00.004-02:00</published><updated>2010-12-14T00:06:22.521-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 149 - "A cordilheira"</title><content type='html'>As últimas semanas foram realmente de assustar: textos daqui, compromissos acolá, escola ali, faculdade lá. Alguns até dizem: normal para um final de ano, mas que fica uma sensação de que dava pra ter planejado melhor esse fim de ano, ah fica, hehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou escrevendo aqui pra chorar as pitangas, mas sim para escrever baseado numa comparação que fiz ao topar com esse monte de compromissos a resolver. Me senti diante de uma cordilheira, enorme, maior que a dos Andes, chamando para ser escalada com aquela volúpia no olhar. E eu, desafiado por ela, a cordilheira dos compromissos, desafios, novos passos. Todos nós (você, também) temos uma cordilheira diante de nós, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos encarar essa cordilheira com dois tipos de olhar: o primeiro seria um olhar amedrontado, abatido, subindo com receios de cair do alto da montanha. E de tanto pavor, esse cidadão acaba por cair, mesmo. Lembro de certa reportagem que contava sobre "profissões-perigo", onde o repórter perguntou a um técnico daquelas antenas gigantes que ficam no alto da Avenida Paulista como fazer para não ter medo da altura. E o técnico, um senhorzinho de 50 e poucos anos, disse: "É só ser natural, não ficar achando que vai cair, olhando pra baixo". Assim seria o amedrontado diante da cordilheira dos compromissos: de tanto medo, já se borrou nas calças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o outro tipo de pessoa não olha a cordilheira dos compromissos de baixo pra cima; pelo contrário. Um olhar decidido, brioso, daqueles que sabem bem o que quer, e dizem sem pestanejar para a montanha, enquanto caminham na direção da mesma: "vou superá-la". Uma vez li sobre certo coronel que foi visitar os combatentes de um terrível conflito, num hospital improvisado no front. Lá ele foi cumprimentando um a um, elogiando seus homens feridos pela bravura. Até que encontrou um rapaz chorando em uma das alas. E ao conversar com o rapaz, soube que o mesmo chorava por "medinho", saudades melosas de casa, e pior: que tinha desertado no último combate. O coronel, sem pestanejar, deu-lhe um "safanão" e lhe disse: "que vergonha, rapaz. Tão jovem, e tão fraco. Está dispensado: não preciso de frangotes em meu exército".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desertar de nossas cordilheiras parece ser a solução mais fácil, porém é a que se mostra também a mais covarde. O mundo de hoje não precisa de "bundas-moles", que não saibam encarar os problemas de frente; não à toa, a Engenharia é considerada por uns como um dos principais exemplos de profissão de sucesso, pois pressupõe-se que os engenheiros têm o dom de resolver problemas, sem deserções. Estamos convocados a "bancar os engenheiros", indo pra cima das adversidades, do cansaço, das ladeiras e outras coisas mais que servem de pedra no sapato. E isso tudo não é fácil, pois o ser humano possui em essência o primo primi (a primeira tendência) do cômodo e tranquilo. Porém, a partir do momento em que esse mesmo ser humano passa a ir contra esse primo primi , não há cordilheira que segure a vontade de vencer do homem, que irá mandar um sonoro "dane-se" para os desafios, encarando os que vier com raça e dedicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse Dezembro, tão marcado também pela grande demanda de finalização de tarefas e pendências do ano todo, encaremos a cordilheira com "sangue nos zóio", como diz a galera aqui da quebrada de Pedreira City. Dessa forma a subiremos com gás e alegria e no final, como tudo que é mais custoso, teremos no alto dela uma paisagem belíssima da sensação de dever cumprido. E o que antes não queríamos subir passa a ser uma das atividades que mais gostamos, tal como os alpinistas "profiças". Vamos subir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 30/11/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-2447611349387794958?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/2447611349387794958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=2447611349387794958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2447611349387794958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2447611349387794958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/12/cronica-ano-iv-n-149-cordilheira.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 149 - &quot;A cordilheira&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-9048224803460585661</id><published>2010-12-01T17:44:00.002-02:00</published><updated>2010-12-01T17:44:23.297-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano IV - Nº 148 - "Um tributo à Igreja"</title><content type='html'>Quero começar o quarto ano de crônicas fazendo justiça a uma figura que vem sendo perseguida, caluniada em diversos ambientes (acadêmico, político, social): a Igreja. Escolhi este tema não de maneira aleatória. Basta ver os atuais noticiários, que adoram fazer alarde de "escândalos" envolvendo a Igreja: pedofilia, envolvimento em política, "beijaços", aborto e posições "retrógradas". Há poucos meios de comunicação e rodas de conversa que defendam a Igreja e suas instituições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, convido aos leitores a lembrar de certo filme consagrado pela crítica: "Doze Homens e Uma Sentença" (1957). Doze jurados, designados a dar um veredicto de um caso perdido de um homem cujas evidências praticamente o condenam à morte. Bastava somente que os doze batessem o martelo, e pronto. Os onze primeiros decretaram a sentença; porém o último jurado apontou a inocência do réu. Aos poucos, este jurado quebrou cada evidência, e aos poucos os jurados foram se convencendo. O resto do filme, convido aos leitores para assistir, hehe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, faço analogia para com o debate sobre a Igreja: muitos a condenam, porém sem verificar suas obras, seus méritos, nos quais essa mesma Igreja pouco quer ser aplaudida, preferindo agir a revidar. Será que os críticos que acusam a Igreja de elitista conhecem a estatística de que mais de 20000 instituições da Igreja estão espalhadas pelo mundo cuidando de leprosos, órfãos, idosos, pessoas de rua, oprimidos pela guerra, presos, sob a batuta de pessoas muito santas como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce (recentemente beatificada), pessoas mergulhadas no amor ao próximo; e que também muitas pessoas ricas colaboram generosamente para essas obras, fazendo frente a muitos de "classe C" que pouco tem tempo para um ato de amor, mas tem para si mesmo? Ou aqueles que chamam a Igreja de retrógrada e anti-científica sabem que foi ela a responsável pela criação e sustento de instituições como a universidade, o hospital, pesquisas científicas, escola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as questões relativas ao homossexualismo, aborto, eutanásia, sexualidade: a Igreja possui diversas pastorais que acolhem o público homossexual e contam com sua ajuda. E não muda nem mudará uma vírgula em relação às suas posições sobre a dignidade da vida e da sexualidade, de maneira positiva. Padres pedófilos? A Igreja vem investigando rigorosamente esses casos, só que ao invés de tacar numa vala comum os responsáveis por essas ações ela se preocupa em ouvi-los, acolhê-los e reintegrá-los à sociedade, punindo com o devido senso de justiça, ao invés de apedrejá-los, como muitos gostariam de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 1001 razões para o tributo a essa instituição tão séria que é a Igreja, perseguida tolamente por certos "progressistas" que querem atirar a instituição no mesmo bueiro de valores repletos de promiscuidade, atentados à vida, materialismo, indiferença. Se hoje a Igreja toma pedradas, é justamente por contrariar um hedonismo difundido na sociedade e que até mesmo certas "igrejas" (se é que podem se chamar de igrejas) promulgam em seus púlpitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num futuro próximo, de descompromisso e superficialidade das relações e pensamentos sob a justificativa de um falso progresso, estará lá a Igreja com sua firmeza de doutrina e fidelidade aos valores mais íntimos do ser humano, com sua ação sem alarde e despreocupada com as críticas de quem pouco colabora para a promoção do bem comum e só quer tumultuar. E talvez, assim, ela ganhe o crédito e tributo que em tempos passados, hoje e sempre ela merece. Um salve para a fiel, coerente e eterna Santa Madre Igreja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 14/11/2010. W.E.M&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-9048224803460585661?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/9048224803460585661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=9048224803460585661' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/9048224803460585661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/9048224803460585661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/12/cronica-ano-iv-n-148-um-tributo-igreja.html' title='Crônica - Ano IV - Nº 148 - &quot;Um tributo à Igreja&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-1107814101293428647</id><published>2010-11-14T16:32:00.000-02:00</published><updated>2010-11-14T16:32:34.174-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 147 - "Hipócritas"</title><content type='html'>Nestes últimos dias, em que mais uma vez estive "sumido" de meu Orkut (tô devendo crônicas, fotos, frases...), pude observar os duelos recentes na sucessão presidencial (?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se já não bastasse observarmos as campanhas políticas brasileiras caindo na piada, no factoide, nas mentiras e nas promessas que beiram o ridículo, literalmente houve neste mês de Outubro um processo claro de "beija-mão", de políticos indo e vindo por santuários, igrejas, discursando sobre as questões de fé. Eu como católico poderia estar feliz por ver essa defesa da fé (afinal, ambos presidenciáveis se disseram católicos, certo?), tal qual cruzados da Idade Média que os candidatos vieram fazendo. Mas na verdade, fiquei muito decepcionado: por trás da máscara, a mais deslavada hipocrisia, de ambos os candidatos, tão contrária a essa fé católica que eu professo e que os candidatos professaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipocrisia é falar ou pensar uma coisa sobre determinado assunto, mas não reproduzir nas ações aquilo que se falou ou pensou. O hipócrita é aquela figura que chamamos popularmente de "duas caras", com dois pesos e duas medidas. Cristo por várias vezes criticou severamente os hipócritas nos Evangelhos, mas não precisamos chegar a tanto: pensemos agora em nosso ambiente profissional ou acadêmico. A pessoa mais ateia que se possa conhecer concordaria com as críticas de Jesus, ao pensar naquele colega de trabalho que lhe dava tapinhas nas costas e depois o apunhalou diante do chefe, ou naquela namorada ou namorado que lhe falou juras de amor ainda ontem, e que hoje, na balada, lhe colocou um belo par de chifres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pensemos na política, quando procuramos eleger nossos representantes por sua postura íntegra, de uma peça só, sincera. Imagina, então, toparmos com a hipocrisia? É o que temos hoje, em nossa eleição presidencial: dois candidatos de condutas hipócritas, querendo fazer média para ganhar votos. E não me refiro somente ao aborto, ao qual sou terminantemente CONTRA, com Caps Lock ligado: me refiro à outras questões, como as condições de educação, trabalho, habitação... Me diga: você viu algum debate sério entre os candidatos sobre essas questões, sem partir para ofensas pessoais, dossiês e coisas do gênero? Houve uma conduta íntegra, de pessoas que falam e agem conforme seus valores e ideais por parte dos presidenciáveis? Eu não vi isso: o que vi foram duas condutas mutáveis como camaleões, de acordo com a freguesia a qual se discursava. E essa postura é cada vez mais frequente no âmbito da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, 31/10, irei às urnas não para contradizer o que comentei há algumas crônicas atrás, quando me manifestei contra o voto nulo. Votarei nulo, mas simplesmente pelo fato de não querer compactuar com a hipocrisia e a falta de discussão de ideias, tão daninhas à política. Eu tenho fé, muita fé na política, e torcerei para que o candidato eleito faça um bom papel e acorde para se mostrar uma pessoa de ideias e valores firmes no ato de governar. Mas na política e movimentos é fundamental abolir a figura do "menos pior", "vou votar naquele mais ou menos...". Não: um futuro vitorioso depende de pessoas que tenham uma conduta condizente com o que pensa, e não em cima do muro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem menciona o Apocalipse, Deus diz a cada um de nós: "oxalá fosses frio ou quente, mas como é morno, vou te vomitar". Taí uma passagem bíblica que esses candidatos poderiam ter lido nas últimas semanas, antes de mostrarem perante todos os brasileiros tanta hipocrisia e falta de coerência. Que a política, os políticos e todos nós brasileiros tenhamos em mente essa passagem: eis uma conclusão que cheguei, diante da eleição que se encerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 30/10/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-1107814101293428647?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/1107814101293428647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=1107814101293428647' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1107814101293428647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1107814101293428647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/11/cronica-ano-iii-n-147-hipocritas_14.html' title='Crônica - Ano III - Nº 147 - &quot;Hipócritas&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-7678635548595971484</id><published>2010-11-14T16:31:00.001-02:00</published><updated>2010-11-14T16:31:36.054-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 147 - "Hipócritas"</title><content type='html'>Nestes últimos dias, em que mais uma vez estive "sumido" de meu Orkut (tô devendo crônicas, fotos, frases...), pude observar os duelos recentes na sucessão presidencial (?).&lt;br /&gt;Como se já não bastasse observarmos as campanhas políticas brasileiras caindo na piada, no factoide, nas mentiras e nas promessas que beiram o ridículo, literalmente houve neste mês de Outubro um processo claro de "beija-mão", de políticos indo e vindo por santuários, igrejas, discursando sobre as questões de fé. Eu como católico poderia estar feliz por ver essa defesa da fé (afinal, ambos presidenciáveis se disseram católicos, certo?), tal qual cruzados da Idade Média que os candidatos vieram fazendo. Mas na verdade, fiquei muito decepcionado: por trás da máscara, a mais deslavada hipocrisia, de ambos os candidatos, tão contrária a essa fé católica que eu professo e que os candidatos professaram.&lt;br /&gt;Hipocrisia é falar ou pensar uma coisa sobre determinado assunto, mas não reproduzir nas ações aquilo que se falou ou pensou. O hipócrita é aquela figura que chamamos popularmente de "duas caras", com dois pesos e duas medidas. Cristo por várias vezes criticou severamente os hipócritas nos Evangelhos, mas não precisamos chegar a tanto: pensemos agora em nosso ambiente profissional ou acadêmico. A pessoa mais ateia que se possa conhecer concordaria com as críticas de Jesus, ao pensar naquele colega de trabalho que lhe dava tapinhas nas costas e depois o apunhalou diante do chefe, ou naquela namorada ou namorado que lhe falou juras de amor ainda ontem, e que hoje, na balada, lhe colocou um belo par de chifres...&lt;br /&gt;Agora pensemos na política, quando procuramos eleger nossos representantes por sua postura íntegra, de uma peça só, sincera. Imagina, então, toparmos com a hipocrisia? É o que temos hoje, em nossa eleição presidencial: dois candidatos de condutas hipócritas, querendo fazer média para ganhar votos. E não me refiro somente ao aborto, ao qual sou terminantemente CONTRA, com Caps Lock ligado: me refiro à outras questões, como as condições de educação, trabalho, habitação... Me diga: você viu algum debate sério entre os candidatos sobre essas questões, sem partir para ofensas pessoais, dossiês e coisas do gênero? Houve uma conduta íntegra, de pessoas que falam e agem conforme seus valores e ideais por parte dos presidenciáveis? Eu não vi isso: o que vi foram duas condutas mutáveis como camaleões, de acordo com a freguesia a qual se discursava. E essa postura é cada vez mais frequente no âmbito da política.&lt;br /&gt;Amanhã, 31/10, irei às urnas não para contradizer o que comentei há algumas crônicas atrás, quando me manifestei contra o voto nulo. Votarei nulo, mas simplesmente pelo fato de não querer compactuar com a hipocrisia e a falta de discussão de ideias, tão daninhas à política. Eu tenho fé, muita fé na política, e torcerei para que o candidato eleito faça um bom papel e acorde para se mostrar uma pessoa de ideias e valores firmes no ato de governar. Mas na política e movimentos é fundamental abolir a figura do "menos pior", "vou votar naquele mais ou menos...". Não: um futuro vitorioso depende de pessoas que tenham uma conduta condizente com o que pensa, e não em cima do muro. &lt;br /&gt;Como bem menciona o Apocalipse, Deus diz a cada um de nós: "oxalá fosses frio ou quente, mas como é morno, vou te vomitar". Taí uma passagem bíblica que esses candidatos poderiam ter lido nas últimas semanas, antes de mostrarem perante todos os brasileiros tanta hipocrisia e falta de coerência. Que a política, os políticos e todos nós brasileiros tenhamos em mente essa passagem: eis uma conclusão que cheguei, diante da eleição que se encerra.&lt;br /&gt;São Paulo, 30/10/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-7678635548595971484?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/7678635548595971484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=7678635548595971484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/7678635548595971484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/7678635548595971484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/11/cronica-ano-iii-n-147-hipocritas.html' title='Crônica - Ano III - Nº 147 - &quot;Hipócritas&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-3864892264997823576</id><published>2010-10-10T16:56:00.000-03:00</published><updated>2010-10-10T16:56:15.259-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 146 - "Reordenança"</title><content type='html'>Em primeiro lugar, quero me desculpar a todos aqueles que talvez tenham entrado neste Orkut em busca de novas atualizações, crônicas e coisas do tipo. Os últimos dias foram muito, mas muito corridos (trabalhei nas Eleições-2010, fechamento de notas, aulas do Mestrado, curso de efetivação de professores, cirurgia no pé... ufa!), e mal tive como postar minha nova crônica. Assim, tomei a decisão de, com o início do Ano IV de crônicas passar a escrever quinzenalmente minhas crônicas. Não pensem, entretanto, que fiquei feliz com essa situação, heheh! Muito pelo contrário: escrever para mim é uma terapia, relaxante, um desabafo. Porém, como diria um famoso comentarista esportivo, "o tempo urge", e preciso equilibrar todas essas ações num processo de reordenança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra difícil essa, hein? O que seria "reordenança"? Neologismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, meus amigos: reordenança nada mais é do que um processo de reajuste nos horários, tarefas, compromissos, de maneira a poder dar conta do recado em todas as frentes de trabalho em que estivermos envolvidos. E num mundo dinâmico como esse que vivemos, não parar para fazer essa reordenança é condenar-se futuramente a sucumbir perante o tempo e à nossa mania de sempre querer fazer mais, mais e mais, sem se dar por conta do risco que corremos em "abraçar o mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas duas últimas semanas, esse tema veio à baila: vi uma reportagem em que mostrava um famoso empresário que se gabava de trabalhar 12 horas por dia sem dispensar a academia, os amigos, a família e tudo o mais no mesmo dia. E também, em conversa com alguns amigos, o tema do tempo veio à pauta: como conciliar todos os compromissos com qualidade, sem deixar lacunas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o primeiro passo seja não confundir quantidade com qualidade, nas questões do tempo. Tem gente que acha que quanto mais tarefas, melhor... é status ter muitas coisas, estar atolado de tarefas. Mas, ao invés de trabalhar essas 1001 tarefas com qualidade, esquecem-se desse detalhe e preferem "ir tocando", levando as tarefas e compromissos às meias: é melhor tirar nota 5 em tudo do que ter um ou dois compromissos fixos com nota 10. E um detalhe importante a acrescentar, dito no parágrafo anterior: nessa correria diária, nós mesmos estamos nesse fogo-cruzado, correndo o perigo de ceder a esse fato, e é muito provável que já tenhamos várias vezes tropeçado nesse quesito. Então, o que fazer? Começar de novo, e fazer uma nova reordenança. Ver o que estamos descuidando, as prioridades, fazer um bom planejamento (se possível, diário), e "ir pras cabeças".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é importante ressaltar nesse processo de reordenança: nem tudo sairá conforme o figurino, tipo 10/10/2010, hehe. Muito do que planejarmos nem sempre irá se cumprir, e sempre estamos sujeitos às armadilhas do imprevisto. Porém, quando temos ideia do que nos espera, das atividades previstas e daquilo que de fato poderemos dar conta do recado, qualquer imprevisto torna-se de repente algo "previsto". Um exemplo simples: aquela pessoa que foi para a entrevista de emprego sabendo que em seu trajeto haviam obras. Ela, então, saiu com quinze minutos de antecedência prevendo que perderia esses mesmos quinze minutos ao passar por aquelas obras. Eis uma situação que pode se encaixar em nossas vidas, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio, portanto, é abraçar os compromissos que podemos abraçar de verdade, sem dar "abraços a meias", e ver o quanto que esses compromissos são prioritários. Nao fiquemos preocupados em querer fazer tudo, pois o que vamos ganhar no máximo é uma úlcera ou uma gastrite ocasionada pelo stress. Primeiramente, pôr a cabeça naquela tarefa que se coloca ali, para fazer naquele momento, e depois outra e outra, fazendo o que se deve e estando no que se faz. e, de grão em grão, tudo aquilo que planejamos sairá no momento e na medida certa, sem atropelos e com reordenança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vovó já dizia, "cada coisa em seu devido tempo". Vamos, então, reordenar nosso cotidiano?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;São Paulo, 10/10/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-3864892264997823576?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/3864892264997823576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=3864892264997823576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3864892264997823576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3864892264997823576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/10/cronica-ano-iii-n-146-reordenanca.html' title='Crônica - Ano III - Nº 146 - &quot;Reordenança&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-7994178051272969995</id><published>2010-09-27T01:07:00.004-03:00</published><updated>2010-09-27T01:08:15.676-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 145 - "Azar, sorte, destino e afins"</title><content type='html'>No último sábado tive a oportunidade de assistir e debater com os amigos um filme que, num primeiro momento, pareceria bem "clichê": sequestro de um metrô, policiais, helicópteros, um herói, um vilão... Entretanto, a discussão levou à consideração do diálogo entre dois personagens do filme: "teria sido destino você me encontrar?". "Não, foi azar, mesmo". E nessa discussão sobre a existência de um destino, de um azar ou sorte, do imponderável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, há um destino que nos guia? Ou somos alvos do acaso, da sorte ou do azar? Uma pergunta complexa, muitíssimo complexa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou adepto de que o ser humano na verdade não possui simplesmente um destino, mas sim o imponderável, o inesperado. Daqui a pouco vai começar um novo dia, um novo ano, vamos tomar o ônibus ou partir com nossos carros para os mais diversos compromissos. E o que será dessa jornada? Pouco sabemos. O ser humano possui uma certa capacidade de intuição, mas de previsibilidade, aí já é mais difícil. Não é de hoje que o homem possui uma verdadeira fascinação pelo tema: filmes, músicas, pinturas e poesias mencionaram e mencionam o homem em sua busca por descobrir o que ainda está por vir, mas nada muito avançado além disso. O mistério do imponderável continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar, entretanto, desse mistério estar de pé, sou adepto também de que o homem é o principal responsável por esse direcionamento rumo ao imponderável. O dia pode ter uma série de novos fatos, circunstâncias imprevistas, mas nada impede de que planejemos nosso dia já absorvendo esses imprevistos. Podemos planejar os próximos meses, dias, semanas, amanhã, daqui a pouco, e não serão raras as vezes em que iremos acertar. Agora mesmo, ao ler essa crônica, você talvez tenha uma ideia do que vai fazer daqui a alguns momentos. Temos planos, objetivos, etapas a serem vencidas pra daqui a pouco... não somos seres que vão a esmo! E por esse motivo, temos forte poder de decisão nos planos futuros, para o acerto... ou o erro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, então, que esse negócio de predestinação é besteira? E aqueles que têm visões, premonições? Olha que há casos comprovados de previsão... Bem, esses casos podem existir, mesmo. Mas, como mesmo diz a ciência, trata-se de algo inexplicável, fora do comum. O comum é irmos de encontro a novos acontecimentos em voo cego, com planos e previsões otimistas ao máximo, mas nada de antevisões. Somos pessoas comuns, sem dons paranormais (quem tiver, dá um toque que eu cito nessas linhas, heheh!), direcionadoras de nosso destino para o bem, ou para o mal. Não creio num destino já predeterminado, onde o que fizermos "estava escrito nas estrelas", "era inevitável". Pelo contrário: cada dia vamos traçando nosso destino e passadas. Muitos "preguiçosos" e conformistas utilizam da ladainha de destino pra justificar fracassos ou não arriscarem alto em grandes projetos! Que tal, ao invés de já pensarem num destino pré-fabricado, pensarem num destino a ser construído?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único que sabe de nossas opções de destino aqui nessa Terra, e pode nos direcionar para que seja um bom destino é Deus. Esse mesmo Deus, que deu ao homem o dom da liberdade de ação, quer com certeza que essa liberdade seja guiada para um destino seguro, de êxito. E como podemos fazer isso? Com um trato cada vez mais íntimo com Ele: é por meio dessa intimidade que o homem pode ouvir os "sopros" de Deus de para onde podemos guiar nosso barco. Aliás, essa intimidade com o Criador também permite que nós, ao invés de esquentar a cabeça e fazer planos mirabolantes para um futuro longínquo, nos centremos no "hodie, nunc", o hoje, agora! Construir o destino, o futuro a partir da plena vivência do presente, sem medo do que virá pela frente. Venha o que vier, se vivemos o agora com plenitude, o imponderável não nos pegará de surpresa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos planos? Queremos saber de nosso futuro? Comecemos então por saber como está nosso agora, sem se segurar em palavras-clichês como acaso, sorte ou azar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 27/09/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-7994178051272969995?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/7994178051272969995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=7994178051272969995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/7994178051272969995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/7994178051272969995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/09/cronica-ano-iii-n-145-azar-sorte.html' title='Crônica - Ano III - Nº 145 - &quot;Azar, sorte, destino e afins&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-1352775494937127844</id><published>2010-09-20T02:04:00.000-03:00</published><updated>2010-09-20T02:04:38.310-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 144 - "Sensatez = 'certinho'?"</title><content type='html'>Outro dia, em conversa com meu irmão, batemos um papo sobre o que seria o homem ou mulher sensatos. Afinal, o que seria essa tal de sensatez? Meu irmão palpitou que seria ser uma pessoa "certinha", sem erros, perfeita, linear, "quadrada". Já eu pensei na sensatez como algo diferente, e nessa crônica quero explicar o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, quero discordar de meu irmão quando ele afirma que ser sensato é ser "certinho", inflexível com o correto. Pelo fato de que por mais que fôssemos certinhos, erraríamos, ainda bem! E talvez justamente por se fazer essa analogia do sensato com o "certinho", é que essa palavra e virtude, por mais que sejam positivas, seja ridicularizada por muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem ou mulher sensatos são aqueles que sabem qual a atitude e postura corretas, porém não se descabelam quando põem um milímetro de pé fora da linha. Antes disso vão lá, admitem o erro e começam a luta novamente. O sensato é a pessoa que simplesmente sabe dar "nome aos bois", isto é, sobre o que seria certo ou errado fazer naquele instante, mas nem por isso cai num legalismo, numa compulsão absoluta por uma folha de conduta e serviços sem erros, impecável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas aulas sobre motores, em meu curso técnico em eletrônica, lembro que o rendimento máximo que um motor muito potente poderia obter era de cerca de 30%, isto é, um motor com condições ótimas só poderia render em força motriz cerca de 30% do total da energia que chega até ele. E assim é com o ser humano: nossa força-motriz não chega a 100%, e o que temos de fazer é buscar o rendimento máximo. Mas nem por isso se lamentar, espernear quando estivemos nem nos 10%. E isso é sensatez: ter a visão daquilo que se está acontecendo realmente, sem jogar para baixo do tapete sua consciência da postura e atitudes corretas. Não há um limite de sensatez: sempre é o momento de se tomar uma atitude correta, ponderada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas tem aqueles que acham que excesso de sensatez faz mal, que é preciso tomar de vez em quando o caminho do erro. Vi um e-mail recente onde se afirmava que obedecer e ser sensato é assinar um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado. Ou seja, que é preciso ser um insensato e imprudente. Seria isso: ser sensato está demodê, ultrapassado? A resposta é não: o homem verdadeiramente sensato não renuncia ao inesperado, porque ele não confunde sensatez com pusilanimidade. Ele sabe o momento de arriscar, dar algo mais, sem pra isso se tomar da trapaça ou de meios ilícitos. Não é a mesma coisa arriscar-se a mais pelo amor de uma pessoa ou arriscar-se por aí no crime, nas drogas, no sexo desenfreado com uma qualquer, numa vida sem limites, sem doutrinas, ideologias ou ideais... Não, por "isso" é muito melhor ser sensato. De insensatos os cemitérios, clínicas e manicômios estão cheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não caiamos no conto de que é brega ser sensato. A sensatez, muito pelo contrário, é uma virtude que atrai, principalmente aqueles que num primeiro momento abraçaram a insensatez de uma vida desregrada de tudo, pois na hora da queda ou dificuldade a primeira pessoa que irão se lembrar é daquela pessoa sensata, que nunca deixou de lhe estender a mão nem tacou pela janela seus valores. Quem foi mais sensato: o filho pródigo da parábola, que tinha seus direitos e, num acesso de insensatez queimou seus direitos com uma vida desregrada, ou o pai amoroso, que de maneira sensata não recusou ao filho sua herança e sempre esteve de braços abertos pra ele, na vitória ou derrota? E tem mais: justamente esses que acham cafona a sensatez é que cobram a mesma na política, nas relações de família, no trabalho. Afinal, para estes, sensatez é do outro para comigo; agora de mim para comigo mesmo ou de mim para com o outro seria uma outra história... Insensatos estes, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenhamos limites na sensatez. Ser o chato "certinho" é muito diferente de, mesmo com nossos defeitos, sermos corretos e pessoas de bom senso... boas referências, das quais o mundo nunca se cansará!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 19/09/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-1352775494937127844?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/1352775494937127844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=1352775494937127844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1352775494937127844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1352775494937127844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/09/cronica-ano-iii-n-144-sensatez-certinho.html' title='Crônica - Ano III - Nº 144 - &quot;Sensatez = &apos;certinho&apos;?&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-1515794711196979298</id><published>2010-09-09T12:14:00.000-03:00</published><updated>2010-09-09T12:14:19.817-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 143 - "Solitários &amp; Solidários"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ano passado, na Crônica nº 86 (dê uma olhadinha no blog que você vai achar), falei sobre a bendita solidão: dos momentos em que nós, humanos, devemos reservar para estar conosco próprios e com o Onipotente. Nessa crônica saída do forno, por sua vez, quero falar sobre uma outra solidão, que é mais amargurante, chata de se viver.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Há alguns dias, em conversa com uma amiga minha no MSN, esta me comentou de uma dificuldade em particular que está vivendo, ao morar em uma nova cidade: a solidão. Poucos amigos, os que tem moram em bairros e cidades afastados, esquema trabalho-facul-casa. Outros amigos também me comentaram sobre as dificuldades de uma vida solitária (moram sozinhos): você tem e não tem paz, pois se em certos momentos a tranquilidade de estar sozinho se mostra vantajosa, em outros a decepção por não se estar na companhia de outra pessoa prevalece. Quem de nós também não tem esses momentos de certa frustração e vontade de estar na companhia de alguém, num momento de solidão (atire a primeira pedra quem nunca cedeu a um pensamento como esse)? Ah, solidão...&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Temos, portanto, dois lados da solidão: um lado bom, onde podemos fugir da bagunça mundana e dos excessos das atuações em grupo ou conjunto para nos encontrarmos conosco próprios; e outro lado ruim, perigoso, onde topamos com a sensação de isolamento e tristeza de não ter com quem compartilhar um pouco ou muito de nós mesmos. Ou seja, a solidão é como vitamina C: quando na dose certa, traz benefícios, mas em excesso é maligna. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O negócio, portanto, é não dar asas excessivas à solidão. Como? Trocando uma letra, a letra "t" pela letra "d". Sai o solitário, e entra o solidário. A melhor maneira de não ceder aos maus pensamentos da má solidão é cultivar a solidariedade. Uma pessoa solidária é aquela que aproveita ao máximo o trato e a companhia com aqueles que lhe são próximos, dando-lhe a atenção, o carinho e a força devidas. O homem ou mulher solidário perdem as noções de fronteira: onde estiverem eles ou os seus amigos, parentes, lá estão eles, armados de doses cavalares de carinho, calor humano, sem se preocuparem com tempo e espaço.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A consequência eficaz dessa postura do homem e mulher solidários é o sufocamento de qualquer sensação de tristeza, que nasce quando damos atenção demais a nós próprios, fazendo explodir o amor-próprio. A solidão ruim é constituída em boa parte por esse amor-próprio overdosado, que nos faz decepcionarmo-nos conosco próprios. E somente é possível sufocar a tristeza do amor-próprio superdosado com seus exatos antônimos: o amor pelos que nos rodeiam. Basta perceber: a tristeza da má solidão que por vezes sentimos vem de mãos dadas com os pensamentos e sensações em torno de nós e só nós, o que constitui o principal veneno que a má solidão pode inocular em cada um de nós.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Portanto, se eu ou você nos sentirmos solitários, calma. Não caiamos nessa! Botemos pra correr essa má solidão voltando o pensamento para as pessoas que nos querem bem, ou mesmo para as pesssoas que vamos encontrar no dia de hoje. E quando essas pessoas não estiverem presentes fisicamente, encontre-as numa prece, música, filme, livro ou a assistir a tevê: isso vai tornar o próximo encontro com elas muito mais prazeirozo que o último! Ah, e onde fica a má solidão na história acima? Ela já tomou um pé-na-bunda junto com o amor-próprio exagerado, expulsos e sufocados pelos valorosos pensamentos e ações voltados primeiro aos outros, e depois a nós.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Nunca estamos sozinhos! Lembremo-nos sempre de que há alguém, num canto desse mundão de Deus, lembrando de cada um de nós, sendo solidários conosco. Sejamos solidários para com eles, também. E quando o coração apertar em outros aspectos (vocês sabem quais), deixa que os sábios companheiros tempo-espaço farão suas partes. Fazendo nossa parte no Amor com maíuscula, quando menos esperarmos...&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;São Paulo, 08/09/2010. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-1515794711196979298?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/1515794711196979298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=1515794711196979298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1515794711196979298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1515794711196979298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/09/cronica-ano-iii-n-143-solitarios.html' title='Crônica - Ano III - Nº 143 - &quot;Solitários &amp; Solidários&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-161244252401010659</id><published>2010-09-01T19:03:00.004-03:00</published><updated>2010-09-01T19:03:50.568-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 142 - "Calúnia x 5 verbos da paz"</title><content type='html'>Certo dia, lendo uma notícia de jornal, vi a história de um político que não se dava bem com outro colega de política: era subir ao palanque, e eram feitas caras e bocas, como se estivesse tudo certo; porém eram os dois se separarem, e o ataque de calúnias desleais pelas costas se desfigurava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brincadeira que é feita da "orelha coçando", em sinal de que alguém está falando mal de nós, é cada vez mais comum. Numa roda de conversa, no trabalho, ao tomar um ônibus, podemos ser vítimas dessa "orelha coçando"... ou o que é pior, deixar a orelha dos outros coçando. Caluniar é algo corriqueiro, e ao toparmos com situações onde parece claro que a picaretagem, as parcerias duvidosas e a rasteira só trazem compensações (né, certo clube centenário?), parece só um detalhe caluniar, entrar para a rede de intrigas e menriras. O que fazer, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um livrinho sobre um famoso santo da Igreja do qual sou devoto, São Josemaria Escrivá, vi um certo "causo" que mostra um santo remédio para não cairmos no conto da calúnia. Durante a década de 1940, período no qual sofreu perseguições pesadíssimas, ele listou cinco verbos para combater a murmuração e a calúnia que seus defensores poderiam seguir. Para surpresa de todos, não era nenhum verbo odioso. Cinco palavras mágicas: calar, perdoar, rezar, trabalhar, sorrir. Cinco verbos que nunca mais me esqueci, tamanha grandeza que escondem. Podemos ficar espantados: imagina só, diante de palavras violentas contra nós, respondermos com essa maneira "boba", "covarde". Explica isso aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoar, eis o primeiro verbo. Pensemos: guardar rancor, ressentimento é uma solução adequada para cada vez que nos atacam? Diria que sim: perdoar é um ato de grandeza, que coloca na verdade o atacante em situação vexatória, ao se colocar na balança a atitude de cada um. Nunca funciona retribuir o mal com outro mal, só traz dor de cabeça e remorso. O ato de perdoar traz alívio, mostra que estamos de braços abertos, que olhamos nosso semelhante como ser humano sujeito a quedas e tropeços como nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calar. É cada vez mais custoso controlarmos nossa língua, e hoje uma palavra que dissermos é sujeita a réplica, tréplica e essas coisas. Mas uma das atitudes que não nos faz perder a razão na causa é o silêncio. Certa vez, li sobre o caso de um homem acusado de assassinato que na verdade era inocente, porém a simples acusação já o tornava alvo de zombarias e xingamentos. Ele não respondeu. Até que, certo dia, encontrou-se uma prova cabal no local do crime que o inocentava de maneira definitiva. E os caluniadores literalmente foram reduzidos a pó: o silêncio venceu. De silenciar nunca teremos do que nos arrepender, já de falar, podemos perder a razão. Não à toa, os filmes policiais do EUA, ao mostrar a cena de uma prisão, costumam repetir "tem o direito de ficar em silêncio". Isso porque o silêncio é um grande aliado da justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezar, trabalhar, sorrir: verbos de ação que mostram com o que uma pessoa de bem tem que estar preocupada, ao lidar com a murmuração ou a calúnia. Rezar: aquela paz de espírito que nos faz ver com outros olhos nossa posição de atacados e atacantes. De um momento de prosa com Deus, podemos ter a sacada de quanto que nosso atacante (ou nós mesmos) precisa de luzes pra acordar. Trabalhar: a concentração em nossos afazeres também nos enche de moral diante de qualquer ataque: a boiada muge e nós, quietinhos, trabalhamos e ganhamos caráter firme pra julgar qualquer situação. Sorrir: um santo remédio. transmite e nos traz paz, por mais que custe. Um sorriso sincero nos leva a tirar de letra qualquer ataque à nossa pessoa, priorizando o que realmente vale a pena nesta vida, sufocando o rancor com amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de nos estressarmos com a calúnia, que tal respondê-la de maneira grandiosa, como homens politizados? Deixa que o relincho dito a deus-dará terá a resposta justa, composta pelos cinco verbos da paz citados nessa crônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 31/08/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-161244252401010659?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/161244252401010659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=161244252401010659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/161244252401010659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/161244252401010659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/09/cronica-ano-iii-n-142-calunia-x-5.html' title='Crônica - Ano III - Nº 142 - &quot;Calúnia x 5 verbos da paz&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-2556066197526681074</id><published>2010-08-21T19:49:00.002-03:00</published><updated>2010-08-21T19:49:54.264-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 141 - "Política: tem jeito?"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Nesta última semana teve início a propaganda eleitoral no rádio e televisão. Para muitíssimos brasileiros uma tortura, que convida a desligar a televisão e ler alguma coisa. Para outros, um programa humorístico. E tem aqueles (raros) que assistem pra valer, tal como se estivesse acompanhando a novela das 8.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Em conversa com várias pessoas, pude perceber o desânimo que o brasileiro possui com a política. Veem-na como símbolo da podridão, covil de ladrões, sujeira. Muitos irão anular o voto, ou sequer comparecerão às urnas em Outubro, e confesso que eu estava entre esses que iriam apertar a tecla "anula". Entretanto, o tema me fez pensar: tanta ojeriza pela política seria a solução?&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Há alguns dias vi um documentário onde foram contadas as trajetórias de seis candidatos para a câmara de vereadores do Rio de Janeiro. Com um detalhe: todos nunca tinham se candidatado a coisa alguma. Uns com mais padrinhos, outros com mais dinheiro, mas com um perfil: comendo grama por suas campanhas. Parando as pessoas nas ruas para falar de suas propostas, organizando comitê eleitoral, tentando alcançar os cidadãos do Rio de Janeiro. E pensei: puxa, será que não há quem queira fazer política a sério, como esses seis? Aliás, ela é coisa séria?&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;A política é um mundo complicado, cheio de alternativas, tem falcatruas... mas também tem soluções, e queiramos ou não várias conquistas e direitos de cidadão só vieram graças a pessoas ingressas nesse mundo político. Leis trabalhistas, hospitais, transporte público, salários: só foi possível melhorá-los e conquistá-los com muita política. Um homem não consegue lidar sozinho com os problemas de um local, e esse homem, mais um grupo de assessores (ministros, deputados, vereadores), serão responsáveis por representar o grupo total de cidadãos. E se hoje temos uma banda podre de políticos andando pelos corredores do Congresso e Câmara, também temos como cidadãos eleitores culpa no cartório: basta ver uma série de candidatos já conhecidos pela sujeira de mandatos passados ganhando nas pesquisas e sendo reeleitos, justamente por quem?&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Creio eu que a política tem jeito. Tem nomes querendo fazer pra bem a diferença, querendo mudar o quadro imundo de corrupção que vemos hoje, e nós, com o poder de voto (que custou muito esforço pra ser reconquistado), podemos eleger essas pessoas. Ou ao menos, votando nelas, não jogar nosso voto fora com palhaços, personalidades aproveitadoras, coronéis e corruptos.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Hoje, faço apologia ao voto. Pode ser que apostemos num candidato com poucas chances de se eleger, mas se pelo menos apostamos em uma pessoa que é de bem, já terá valido a pena, pois nem teremos tirado o corpo fora, anulando o voto, tampouco compactuaremos com certos imbecis que aparecem pra detonar o verdadeiro sentido da política. Há sangue-novo querendo fazer uma política decente, porém estes vem sendo sufocados pelos candidatos picaretas. Logo, por que não crescer o ibope dos políticos de bem, pra arrancar os sanguessugas? Portanto, eis nossa arma: o voto consciente, em pessoas cujo passado e a plataforma de governo nós analisamos com antecedência, seja navegando nos sites dos candidatos, seja no horário político, ou investigando a ficha de cada um.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Aliás, acompanhando a propaganda eleitoral, vi um relato interessante: certa pessoa de prestígio profissional e social odiava política, achando-a um caldo de podridão. Porém, ao encontrar outro político, foi questionado: "Cara, por que você não entra na política? Você iria fazer um grande bem com seu trabalho sério". E, após dizer seus motivos por não querer entrar na política, ouviu: "Então, por que não se candidata e luta por tentar mudar esse quadro, fazendo a diferença?". E assim resolveu se candidatar.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Da mesma forma que caiu a ficha deste candidato, que caia também a nossa: é pelo voto e participação ativa na política é que varreremos os picaretas do mapa . E faremos a política brasileira ser levada a sério.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;São Paulo, 21/08/2010. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-2556066197526681074?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/2556066197526681074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=2556066197526681074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2556066197526681074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2556066197526681074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/08/cronica-ano-iii-n-141-politica-tem.html' title='Crônica - Ano III - Nº 141 - &quot;Política: tem jeito?&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-4130872683486697733</id><published>2010-08-14T03:30:00.001-03:00</published><updated>2010-08-14T03:31:32.236-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 140 - "Valorizar"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Já passou o Dia dos Pais... mas não é porque a crônica atrasou que irei perder o gancho do Dia dos Pais para escrever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sobre meu pai, o que poderia escrever? É tanta coisa: batalhador, alegre, guerreiro, o meu super-herói favorito, como costumo colocar. Uma vida é pouco para retribuir o que ele fez por mim, por ele ter formado meu caráter e características sob vários aspectos. Falarei sobre como cada um de nós tem a necessidade, o dever de valorizar essas pessoas que tanto sustentam nossas vitórias. Enfim, a virtude do valorizar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Valorizar a importância de uma pessoa é fundamental para as relações sociais. Ninguém gosta de estar perto de uma pessoa que traz mau agouro, que não tenha boas energias. Lembro de certa vez em que, no prédio da Geografia da USP onde estudo, haviam dois professores que não se bicavam, a ponto de quando um via o outro numa ponta do prédio, desviava só pra não se cruzarem. Óbvio que, em nossa vida, 90% das pessoas com que nos relacionamos gostaríamos de ter um novo contato ou conversa. Por que? Pelo fato de as valorizarmos mais que qualquer tesouro material.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O ato de valorizar significa atribuir valor, elogiar, "encher a bola". Que taque a primeira pedra quem não gosta de se sentir valorizado ou receber um carinho, palavras amigas ou um pequeno elogio que nos sirva de estímulo para continuar a desempenhar um bom trabalho. Da mesma forma que gostamos de receber bons adjetivos, as pessoas à nossa volta também precisam ter seu ego alimentado de maneira positiva. Vejamos: sequer Cristo se recusou a receber a alcunha de mestre dos fariseus. Para conseguirmos tirar o máximo do desempenho do ser humano, palavras de atenção e valorização também fazem parte do processo. O cavalo não rende seu melhor na base da chibata constante, mas sim com torrões de açúcar, uma boa sela e jeito do domador. Certa vez, numa anedota, o dono de um burrinho resolveu ir só na base da esporada e do chicote pra tentar fazê-lo andar. Tudo à toa... o burrinho empacou e de nada adiantou a desvalorização e as pancadas no lombo do bicho, pois ele não moveu um passo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E quem valoriza as pessoas mais próximas e queridas também, em parte, acerta sua dívida para com as mesmas. para com nossos pais, por exemplo, se fosse possível contabilizar tudo o que eles nos fizeram de nada adiantaria, pois a nossa dívida se mostraria impagável. Assim, a forma que nos resta de acertar as contas com nossos pais é antes de tudo dando-lhes o nosso devido valor e respeito por tudo que nos fizeram. E tem mais: boa parte dos préstimos realizados por esses pais guerreiros passarão batido, isto é, serão feitos em silêncio, sem querer chamar a atenção ou puxar propositadamente um elogio. Os elogios por sua conduta com os outros aparecem com naturalidade, sem cobranças por inflar o próprio ego. Pelo contrário, a pessoa que sabe com coerência se valorizar cala-se para consigo mesma e se satisfaz com o respeito que recebe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Dar o devido valor às pessoas e coisas queridas faz parte de uma grandiosa virtude teologal chamada caridade. Amar os outros como a si mesmo começa por valorizar esse outro, em seu caráter e ações, e mesmo que tenha erros, esses ficando em segundo plano em relação às virtudes. O respeito e valorização das pessoas não é algo ultrapassado, mas sim um possível ponto de partida para que os sentimentos de paz e fraternidade que tantos e tantas clamam individualmente ou em grupos se torne realidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Para termos uma sociedade harmoniosa ao nosso redor, é preciso saber se tratamos o próximo tal qual nos gostaríamos de ser tratados. Se hoje o mundo de hoje possui sérias divergências conflituosas, étnicas, religiosas etc é pelo fato de o termômetro da valorização aos outros estar quebrado. Vamos valorizar mais nossos "tesouros" (pai, mãe, irmãos, amigos, amores, trabalho...) à nossa volta? Tenhamos certeza de que será uma fantástica contribuição para a construção de um mundo mais pacífico... altruísta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;São Paulo, 14/08/2010. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-4130872683486697733?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/4130872683486697733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=4130872683486697733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4130872683486697733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4130872683486697733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/08/cronica-ano-iii-n-140-valorizar.html' title='Crônica - Ano III - Nº 140 - &quot;Valorizar&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-8093894785825587575</id><published>2010-08-03T17:54:00.001-03:00</published><updated>2010-08-03T17:56:02.358-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 139 - "Mais"</title><content type='html'>Em tempos de início de novas etapas, esforço a ser redobrado e dias de batalha que com certeza marcarão este segundo semestre, nada melhor que escrever sobre um dos mais populares (senão o mais popular) advérbio de intensidade: "mais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente associamos esse advérbio a fatos positivos, marcantes, ou aos nossos melhores dias e estados de espírito: "Deus é mais", "Quero mais", "Posso fazer mais", "Amanhã tem mais". Enfim, quando queremos dar ênfase a algo ou alguém, usamos o "mais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que, em uma das escolas que estudei (Pedreira, onde no último dia 24/07 fizeram dez anos de meu ingresso), grandes amigos por lá sempre me comentavam: "sim, você pode mais". E com certeza não é só eu que tem boas histórias com o advérbio: quem também nunca fez ou recebeu um incentivo, uma palavra amiga ou um elogio utilizando um "mais"? Essas quatro letrinhas são capazes de fazer acender em nossa alma os ânimos mais escondidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses dias em que se caça o sentido da vida e o que seria essa tal felicidade, talvez um dos segredos da vitória seja: acordar todos os dias com o desejo de poder mais, isto é, nunca contentar-se com o dia que passou. Começar um novo dia, com novas histórias, nova luta, novo ânimo, sem deitar-se sobre os louros do passado: se hoje foi um dia de conquistas, por que não conquistar mais? Não posso parar por aqui. Um atleta de anos de carreira que se contente somente com uma medalha de bronze não é atleta, mas sim uma fraude de atleta. Não há clube desportivo, empresa ou cientista conhecido e bem-sucedido que se deem por satisfeitos com os resultados positivos ou negativos de um determinado período: sempre é possível já ir pensando no próximo passo. E não falo aqui de dinheiro (claro, se temos possibilidade de aumentar de maneira lícita nosso patrimônio ou plano de carreira, por que não? Temos esse direito, talvez dever - mas aí é tema para uma próxima crônica...), mas sim de caráter: ele pode ser "mais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos confundir querer e poder mais (generosidade, magnanimidade) com falsa humildade, pusilanimidade, omissão. Quem possui esse potencial de conseguir ser mais para si e para os outros não pode pegar esse potencial e enterrar na primeira vala que encontrar, por puro e simples medo de ser feliz ou conformismo. Certa vez, um mecânico tarimbado da Ferrari foi questionado sobre o porquê dos carros da famosa montadora não serem adequados a cidades como São Paulo, de trânsito pesado. E ele respondeu: "é devido ao fato de que os carros da Ferrari não foram feitos para andar a menos de 100 km/h. O desempenho de um Ferrari só será 100% quando ele é exigido nas condições para as quais ele foi projetado, isto é, auto-pistas com bom asfalto, sem obstáculos, e tudo o mais". Ou seja: uma Ferrari comportando-se como um fusquinha só trará dores de cabeça, péssimo desempenho. E é assim com cada um de nós: se podermos nos comportar em qualquer âmbito de nossa vida (pessoal, profissional, acadêmico, amoroso) com a potência de um Ferrari, por que nos contentarmos em ser somente "fusquinhas" nos âmbitos acima? Se amamos e queremos muito, podemos amar e querer mais; se rendemos bem nosso trabalho e estudo, podemos tirar um rendimento melhor. Fazer mais e mais amigos, dar mais atenção, palavras amigas... mais, mais, mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não caiamos na tentação da depressão, da tristeza, do egoísmo, tão ligados aos que são adeptos da política do conformismo ou do mínimo esforço: vamos manter a nossa chama acesa. Isso através do esforço diário por poder mais, amar mais, vivido mais, estado sempre um pouquinho mais "linkado" com o Criador. Pois é certo de que Ele, ciente de quem nós somos, aposta: esse Meu filho/filha pode ser e doar-se mais, muito mais. Pois o homem não é ser de capoeira, como as galinhas, mas sim ser que pode alcançar voos altíssimos, como as águias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 03/08/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-8093894785825587575?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/8093894785825587575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=8093894785825587575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8093894785825587575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8093894785825587575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/08/cronica-ano-iii-n-139-mais.html' title='Crônica - Ano III - Nº 139 - &quot;Mais&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-214838201341679544</id><published>2010-07-27T22:14:00.000-03:00</published><updated>2010-07-27T22:14:02.343-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 138 - "Queixar-se"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Neste final de férias, vi recentemente em uma reportagem televisiva sobre a ânsia que alguns brasileiros têm de queixar-se de dores em tudo quanto é parte do corpo, e para isso recorrem à auto-medicação compulsiva. Também tive oportunidade de presenciar recentes discussões de meus colegas professores sobre a busca de culpados por problemas no ensino em nosso país. Que mais? Vi perfis de Orkut, e-mail e MSN mais "azedos" que limão-brabo, e andei de ônibus e pelas ruas, e não foram incomuns as caras severas, queixumentas com a vida, com os problemas, com todos.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Poderia agora mesmo também escrever uma crônica me queixando do final das férias, mas ao invés disso irei falar sobre o queixar-se, um hábito que "onze entre dez pessoas" possuem. Uma "queixa" sobre a queixa, hehe!&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Antes de falar sobre o queixar-se, é bom colocar de maneira clara que somos de carne e osso, isto é, todos nós possuimos o gene do queixar-se, e muitas, inúmeras vezes talvez já o tenhamos praticado. Não temos, como diz a expressão popular, "sangue de barata": temos nossos problemas, não ficamos com cara angelical diante de fatos ou adversidades que nos atinjam, e isso é muito normal. Aliás, mais que normal: em alguns casos queixar-se é fundamental (uma pequena queixa quando alguém pisa na bola contigo é a coisa mais normal do mundo). O que configura-se como anormal é o excesso de queixas, o queixar-se sobre tudo e para todos. E essas "peças" hoje não são mais nem um pouco raras.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;A rapidez de informações, a pressão por resultados e desempenhos, o frenesi ou mesmo a ausência de todas as características acima podem dar origem a indivíduos queixumentos, ou mais popularmente conhecidos por ranzinzas. Em uma das novelas atuais, vi uma personagem que tem por característica reclamar de tudo e todos, a ponto de pisotear quem vier pela frente; mas, apesar de ser uma personagem de novela, o comportamento visto na mesma não é incomum entre nossos semelhantes. Já ouvi amigos comentarem daquela pessoa que, de tão estressada, mandou-lhe "tomar naquele lugar", ou então, no trânsito (ah, trânsito paulistano...), certa vez vi uma briga feia de um motorista que, parado sobre a faixa de pedestres, ainda quis se queixar com os pedestres que passavam pelo caminho.... enfim, casos variados de azedume extremo. Exatamente quando a queixa ultrapassa seus limites.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;O ser humano, ao invés de centralizar-se nas queixas a pessoas, lugares de trabalho, escola, sistema político e tudo mais, deveria ter por postura centralizar-se em soluções. Sim, soluções. Rolar-se nas queixas, apoiar-se nelas de maneira excessiva de maneira a tapar qualquer tipo de solução só é capaz de trazer... mais queixas! Além disso, muitas vezes queixar-se pode ser um "belíssimo" instrumento de não comprometer-se, de tirar o corpo fora na hora de tomar-se certas decisões ou posturas. Pensemos bem: não é mais fácil queixar-se do governo do que buscar fazer sua parte por uma mudança positiva do status quo de nosso país? Ou então queixar-se do professor, quando não ganhamos a devida avaliação? Enfim, o queixume em excesso nada mais é do que uma auto-defesa do ego do ser humano.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Portanto, ao invés de nos queixarmos da escassez de meios para vencermos as batalhas diárias, que tal optarmos por usar os que temos atualmente? Sem, é claro, deixarmos de nos queixar com quem for de direito, quando visamos melhoras em nossa vida e na dos demais. O importante disso tudo: não nos reduzirmos somente às queixas como instrumento de defesa, mas sim sairmos do universo delas e passar para o universo das soluções. Menos queixa e mais paciência, somada com a devida ação.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;De ranzinzas o planeta está "até a cabeça" de cheio: é a hora e a vez das pessoas firmes e ao mesmo tempo pacientes, que não deixam a paz sucumbir à azáfama diária. Em qual desses times estamos? A resposta é com você.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;São Paulo, 28/07/2010. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-214838201341679544?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/214838201341679544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=214838201341679544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/214838201341679544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/214838201341679544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/07/cronica-ano-iii-n-138-queixar-se.html' title='Crônica - Ano III - Nº 138 - &quot;Queixar-se&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-2710474553366136420</id><published>2010-07-21T02:55:00.001-03:00</published><updated>2010-07-21T02:56:34.757-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 137 - "Amigo 'de facto'"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abri o Orkut nesse dia 20 de Julho e vejo nas atualizações uma série de manifestações e desejos de "Feliz Dia do Amigo". Taí uma data que, em alguns anos, terá tudo para aquecer o comércio, com a troca de presentes entre amigos, heheh!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vi no Orkut uma frase bastante feliz sobre a data: "se você é meu amigo, não precisa de dia pra saber disso, e se sou seu amigo, sabe que também não preciso". Afinal, os amigos "de facto" não precisariam na prática de dias o celebrando: todo dia é dia deles, e a relação entre os mesmos transcende qualquer data. Delineemos, agora, quem seriam esses "amigos de facto".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pense em pessoas que, primeiramente, te olhem nos olhos e guardem seu nome. Não há nada mais desagradável que conversar com uma pessoa sem saber seu nome ou que te evita olhar diretamente nos olhos, transparecendo indiferença. Pelo contrário: o amigo "de facto" sabe seu nome, sobrenome, seu aniversário e bairro de moradia, e te olha nos olhos, com uma atenção a ponto de esquecer o que se passa no restante do universo. Lembro-me do exemplo de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei (instituição da Igreja que tenho orgulho de participar há quase dez anos), mencionado em vários livros, sobre a atenção que ele dava às pessoas que desejavam falar-lhe. Mesmo atulhado de trabalhos, interrompia-o com a maior satisfação para falar com quem lhe solicitasse, olhando a pessoa nos olhos, com toda a atenção e afeto, "esquecendo-se" literalmente do que estava fazendo. Isso até quando a pessoa encerrava o assunto e ia-se embora de sua sala, quando ele retornava imediatamente ao trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acima, vimos no exemplo de São Josemaria outra característica do "amigo de facto": atenção. Os legítimos amigos sabem te dar toda a atenção do mundo, esquecendo-se muitas vezes dos próprios apertos em prol de lhe ajudar, falar ou simplesmente ouvir, dar atenção. Outra anedota: a conversa de duas amigas, quando uma foi procurar desesperadamente a outra. Logo que a encontrou, soltou seu repertório: confusões em seu trabalho, na vida amorosa, no trânsito, na família... Chorou, desabafou, tomou decisões e... não deixou a outra falar: sim, somente uma amiga falou, e a outra ficou sem conseguir falar, já que era abrir a boca pra falar e zás... cortada! Na hora de terminar o "monólogo", a amiga falante soltou para a amiga silenciosa: "Muito obrigada pela ajuda, você é minha melhor amiga!". E finalmente a amiga silenciosa falou: "Por que? Simplesmente fiquei quieta, te ouvindo, mal lhe falei...". E amiga falante: "Justamente por isso você é minha melhor amiga: me ouviu, sabe ouvir, e isso é fascinante!". E se deram um abraço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que mais podemos dizer dos "amigos de facto"? São leais, honestos, sabem aplaudir e corrigir. Principalmente corrigir! Falso é o amigo que só sabe dar tapinhas nas costas: amigo que é amigo, ao invés de compactuar com o defeito alheio, sabe abrir o jogo e colocar às claras quando o amigo está pisando na bola. Certa pessoa comentou de quando foi ajudada por um amigo a descobrir que tinha o desagradável defeito de andar arrastando os pés. Essa pessoa não percebia seu defeito, e foi lá o amigo e o ajudou: "cara, gostaria de lhe comentar que você arrasta mais os pés que o normal". Se não fosse o amigo, talvez essa pessoa até hoje não se apercebesse desse pequeno defeito, hoje corrigido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amigos não possuem segredos, falam de tudo, e independem de distâncias, ajudando já tentando ajudar: pode um estar lá na Nova Zelândia e outro na Islândia, que a amizade se sustenta. Como? Com a atenção, o lembrete no dia do aniversário, uma carta de Natal, ou um simples torpedo dizendo bom dia, entre tantos outros truques.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveitemos o gancho do "Dia do Amigo" para sermos mais "amigos de facto" de nossos amigos. Manter a chama da amizade acesa com todos, aumentando sempre a chama dessas amizades, incendiando com a chama do carinho (uma chama infindável) esses que nos são tão queridos e valiosos: os amigos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 21/07/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-2710474553366136420?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/2710474553366136420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=2710474553366136420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2710474553366136420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2710474553366136420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/07/cronica-ano-iii-n-137-amigo-de-facto.html' title='Crônica - Ano III - Nº 137 - &quot;Amigo &apos;de facto&apos;&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-906434676178016576</id><published>2010-07-14T01:46:00.001-03:00</published><updated>2010-07-14T01:49:06.577-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 136 - "A festa acabou?"</title><content type='html'>E acabooou a Copa do Mundo! Espanha, a Fúria, campeã; Holanda (para qual torci na final por várias razões... pode me chamar de pé-frio) vice, e olho em 2014, para a Copa no Brasil. Acabou a festa da Copa do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peraí... acabou, mesmo? O que que será que podemos dizer que acabou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acessar os sites e programas de televisão um dia após o término da Copa (e mesmo na noite de Domingo), ou ao sentir o clima aqui no Brasil após a eliminação da Seleção, percebi um certo clima de "sessão nostalgia": acabou a festa, a Copa, a alegria, a torcida.. Um jornal fez questão de mostrar o estádio vazio, cabos no meio gramado, o circo sendo desmontado. Com um inevitável ar melancólico, bem parecido com o final do Carnaval, das festas de final de ano, dos Domingos (ah, "síndrome do Fantástico")... E agora? A festa acabou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam bem: de fato, a festa acabou, e será repetida daqui a algum tempo. Mas se pararmos pra pensar, toda essa festa só tem graça justamente por não se repetir todo santo dia. Que graça teria o final de semana, se não fosse aquela segunda, terça, quarta de trabalhos? Que graça teria armar uma Olimpíada ou Copa do Mundo, se acontecessem de seis em seis meses, por exemplo? Lembro de uma historinha de gibi bem sugestiva, da Turma da Mônica: certa vez, a Mônica pediu para uma estrela cadente para que seu aniversário se repetisse todos os dias. Passado um dia, tudo certo. Dois, três, quatro, ainda tragáveis... Mas depois do quinto dia, que horror! Ninguém, nem mesmo ela, suportava mais festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A historinha acima é bem um retrato também do ser humano. Precisamos de dias comuns, bem comuns, com trabalho, luta, estudos e tudo o que for de mais corriqueiro, para asim as festas e datas de que participarmos ganharem algum sentido e nos proporcionar, de fato, uma diversão garantida. Ah, mas isso não seria "profissionalite", "caxiismo"? De jeito nenhum. É através da valorização de nossos afazeres e dos dias comuns que podemos valorizar um acontecimento especial ou os dias de descanso ou festa. Um amigo meu comentou uma vez do "poder transformador da festa": onde quem não se conhece conhece, a alegria rola solta, os problemas são deixados de canto, e por aí vai. Mas esse poder transformador só surte efeito quando não aplicado em excesso: afinal, como vovó já dizia, "tudo o que é exagerado faz mal". Dito e feito: a festa vira rotina, quando isso acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não nos iludamos com os discursos tétricos daqueles que dizem hoje que a festa acabou. Não, a festa da Copa e de qualquer outra coisa não acabou. Ela tá rolando nesse exato instante, ao fazermos o que temos de fazer, pois é dessa forma que já estamos preparando o terreno para a próxima festança ou acontecimento que há de vir, que estarão baseados no sucesso em nossos dias comuns. Ninguém aguenta caviar ou arroz com feijão todo dia: é preciso variar bem a "mistura". Mentem os que dizem que o que vale é festa todo dia, mas de boa: o tempo e a pasmaceira cuidarão deles com muito carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valorizemos, pois, esses nossos dias pacatos de trabalho e batalha. Afinal, são eles que preparam o terreno de cada confraternização que nós, seres humanos, estamos fadados a participar. Por isso, acertaram aqueles comerciais e emissoras que divulgaram: "a Copa 2014 já começou". Sim, a Copa 2014 já começou, assim como as Copas 2018, 2022, Olimpíadas, aniversários, finais de semana... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaram aqui, no "comum nosso de cada dia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 14/07/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-906434676178016576?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/906434676178016576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=906434676178016576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/906434676178016576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/906434676178016576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/07/cronica-ano-iii-n-136-festa-acabou.html' title='Crônica - Ano III - Nº 136 - &quot;A festa acabou?&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-1789795689498600862</id><published>2010-07-08T21:15:00.002-03:00</published><updated>2010-07-08T21:15:35.568-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 135 - "Insubstituíveis"</title><content type='html'>A todos que geralmente acompanham as crônicas que escrevo, mil perdões, antes de mais nada! A net literalmente "deu pau", e só agora é que estou pondo a casa on-line em ordem, hehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a ideia inicial era fazer uma crônica em tributo à minha avó paterna, falecida na última sexta-feira. O tema seria o mesmo que coloco nestas linhas. Mas vou aproveitar o gancho desse acontecimento e emendá-lo em outro: o aniversário de meu irmão Adriano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como emendar os dois temas num escrito só? Pelo simples fato que escrevo estas linhas falando de pessoas insubstituíveis. Únicas, com um comportamento e um jeito de ser que não podem ser imitados, clonados ou qualquer outra coisa. Assim como os seres humanos, tão diferentes entre si, tão únicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contato de todos nós com nosso próximo geralmente é agradável justamente por essa característica tão peculiar do ser humano. Quando topamos com uma pessoa, eis um estilo, jeito, gostos, comportamento, características físicas que pertencem àquela pessoa, e de mais ninguém. Certa vez, meu irmão comentou de uma pessoa que o imitava nas roupas, músicas e mesmo através dos gestos. Talvez o leitor já tenha também um "causo" sobre alguém que o imitava, tal qual aconteceu com meu irmão. Mas não se preocupem: por mais que haja uma imitação de roupas, gostos e o escambau, tem uma coisa que os outros não poderão imitar... e ela não se vê, está dentro de cada um de nós. O caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ser humano é insubstituível, inimitável não só pela questão física ou estética. A grande chave para isso é o caráter de cada ser humano: ele é insubstituível, único. Posso me vestir e fazer uma plástica pra ficar igual ao astro do rock, mas por mais que eu saiba suas músicas de cor, não serei esse astro do rock. Meu caráter não é o dele: ele tem um modo de pensar e agir, uma subjetividade na qual nós não temos acesso. Olhemos para as ruas da cidade: não veremos um só ser humano de caráter igual ao do vizinho. E é essa uma das características que nos fazem seres peculiares, prediletos do Criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto que podemos considerar é: se não podemos imitar ou substituir nosso próximo, ao menos podemos pegar as características mais marcantes, suas virtudes e conduta: pegarmos um pouco para nós. Com certeza já pegamos emprestado de várias pessoas um pouco de seu modo de ser e agir: "puxa, aquele fulano é super alegre", "a beltrana é estudiosa", "sicrano é ordenado", e assim por diante. E esse "pegar emprestado", seguir o exemplo, aumenta de gradação à medida que as pessoas nos são mais próximas. Pois bem, nossos parentes mais próximos (pai, mãe, avó, tio, irmão, primos) saem na frente nesse quesito. São eles nossa melhor fonte de virtudes e conduta a se pegarem emprestados, aprendermos. Olhando para todos os presentes no velório de minha avó, pensei: "todos os que estão aqui levam certamente, em suas condutas e jeitos de ser, o exemplo de minha avó. Muitos daqui a imitam em muitas coisas!". Não há melhor herança para deixarmos nessa terra do que esse baú de virtudes e benfeitorias para os outros que prosseguem em sua jornada rumo ao Eterno. Temos a aprender dos nossos mais próximos, ou mesmo daquele com quem nos toparmos pela primeira vez. A vida é um constante aprendizado, e quando temos maravilhosos exemplos pré-moldados para servirem de inspiração, fica mais fácil aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, insubstituíveis: assim somos todos nós. Minha avó, meu irmão, eu, você... Somos únicos. No entanto, cabe agora nos examinarmos para ver se nosso caráter, jeito de ser, pensar e agir servem de inspiração para os que nos cercam agora, deixando um belíssimo legado para as próximas e próximas gerações... tal como minha querida avó o fez. Pois é por essa forma que poderemos saber se nossa insubstituibilidade valeu a pena, ou foi um fracasso. Fracasso esse que minha vó não conheceu e que meu irmão não conhecerá, com toda certeza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARABÉNS, MANINHO... E ATÉ LOGO, VÓ!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 07/07/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-1789795689498600862?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/1789795689498600862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=1789795689498600862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1789795689498600862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1789795689498600862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/07/cronica-ano-iii-n-135-insubstituiveis.html' title='Crônica - Ano III - Nº 135 - &quot;Insubstituíveis&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-10962441250895765</id><published>2010-06-28T21:07:00.003-03:00</published><updated>2010-06-28T21:08:40.883-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 134 - Relativismo: Tanto faz?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta crônica coincide justamente com a passagem do Brasil para as Quartas-de-final da Copa, contra um dos países mais liberais (senão o mais liberal) do mundo, a Holanda. Um país de alto padrão de desenvolvimento, que se orgulha por ter uma liberalização de uma série de questões polêmicas da atualidade: eutanásia, prostituição, drogas, aborto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, não escrevo estas linhas para "descer a lenha" na Holanda, mas sim para trazer à tona a seguinte discussão: o mundo está cada vez mais na política do "tanto faz", do relativismo. Cada um na sua, acertando ou errando a pessoa que se acerte consigo mesma, cada um é problema de cada um. Em conversa com um amigo semana passada, esse comentou que "já não se pode escandalizar com mais nada nesse mundo, pois caiu tudo na banalização".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos talvez olhem a política do relativismo como uma "boa-vizinhança", uma maneira de não ferir os nossos amigos ou a sociedade, ou então de ser "politicamente correto". Está na moda andar de mãos dadas com gregos e troianos, ficar em cima do muro. Emitir uma opinião acerca de um assunto é uma tarefa árdua, pois pode ser considerada, dependendo com quem conversamos, uma ofensa. Está lançada a caça à critica: todos certos, e tudo bem. Tudo bem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O relativismo é perigosíssimo, principalmente da maneira que está: disseminado. Uma coisa é respeitar, posicionar-se com respeito diante de questões das quais não concordamos, outra é bater palmas para essas questões. Certa pessoa comentou comigo sobre uma pessoa querida que só tinha por ambição relacionar-se com pessoas comprometidas, casadas ou namorando, sem se importar com a terceira parte da história, isto é, a pessoa traída. Outras fazem manifestação pró-drogas, aborto, feminismo, pela simples exigência do direito de decidir: eu me responsabilizo por mim mesmo, e pronto. Porém, ao notarmos um amigo nosso caminhando a passos firmes em direção ao precipício, o que dizemos: "cara, sai daí, que esse caminho é furada!" ou "vai fundo, pula que eu tô contigo, vc tem liberdade para isso!"?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma verdadeira revolução, as principais conquistas da humanidade não surgiram de cabeças "em cima do muro". Pessoas respeitáveis, cientistas, pensadores, não foram marcadas na História por aplaudir toda e qualquer posição. Muito pelo contrário: souberam ser críticos, colocar o porquê (ou porquês) de não concordarem com aquela posição ou conduta, e não caíram no relativismo. Mesmo Deus comenta que prefere a pessoa fria ou quente, isto é, uma pessoa fiel aos Seus pensamentos ou uma pessoa que de fato O contradiga de coração aberto, por pura ignorância, do que as pessoas que ficam fazendo média com o certo e o errado. Desses, Ele diz: os vomitarei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensemos por outros aspectos: já pensou se o médico, por querer respeitar o paciente, não diagnosticasse uma séria avaria na saúde do mesmo? Ou então, com nossos amigos: ao vermos uma determinada conduta inadequada, não o ajudaríamos mostrando ao mesmo, por meio de uma conversa a sós, o erro que talvez ele sequer saiba que está cometendo? Pois bem: tanto faz? Tanto faz o escambau! O mundo precisa de pessoas de opinião própria, que saibam criticar e aplaudir quando se mostra necessário, que tenham uma conduta e postura firmes sobre o que é certo ou o que é errado (mesmo que esse certo ou errado por vezes estejam invertidos). O que não dá pra tolerar é fazer a política do "tanto faz", do relativismo. É como sabermos de um câncer de um amigo, e não revelarmos a doença e ajudarmos o mesmo, preferindo ficar calados, num silêncio compactuante com a doença, que vai se alastrando, até ser tarde demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hora de ser menos Holanda e mais Brasil tanto na Copa quanto na vida, isto é, ter mais opinião própria e discernimento do certo e errado, ao invés de ficar numa política do "tudo bem". Esse "tudo bem" relativista poderá, num futuro próximo, trazer consequências arrasadoras à Humanidade... Como já vez trazendo, eliminando a distinção entre o certo e o errado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Paulo, 28/06/2010. W.E.M.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-10962441250895765?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/10962441250895765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=10962441250895765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/10962441250895765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/10962441250895765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/06/cronica-ano-iii-n-134-relativismo-tanto.html' title='Crônica - Ano III - Nº 134 - Relativismo: Tanto faz?'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-622957805341129351</id><published>2010-06-22T00:21:00.003-03:00</published><updated>2010-06-22T00:21:50.998-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 133 - Ideias mil, otimismo zero</title><content type='html'>Semana passada, a literatura parou para chorar a morte de um de seus mais ilustres escritores. Após uma vida longa, muitas leituras e escritos, lá se vai o velho português para um eterno descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me chamou a atenção para cronicar a respeito desse fato foi quando li uma biografia e um resumo rápido da maneira de pensar deste literato. E também a reação de alguns amigos e da opinião pública acerca de seus escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, falemos do pensar deste escritor. Prestemos tributo sobre algumas de suas reflexões: exemplo, o reducionismo que hoje a mídia e as pessoas estão fazendo da língua-mater, quase reduzindo-a ao grunhido, como ele bem citou. Não há como contestar seu estilo de escrever, a concisão nas ideias, a opinião que paira entre um subjetivismo peculiar e uma objetividade impressionante. Entretanto, aí mora um questionamento sobre suas ideias: o alto teor de pessimismo de seus versos. Derivado de um ateísmo raivoso, proselitista, que chegava ao ponto de falar que Deus era uma invenção para causar temor nos seres humanos e reduzir o número de filósofos, e de que o Papa é "cínico" ao defender esse Deus e não deixar o homem pensar. Também assistindo suas entrevistas, pude perceber que a visão de mundo desse autor era bastante melancólica, militante de uma linha de pensamento comunista, voltada para ideais somente palpáveis de um mundo melhor, esquecendo-se da transcendência do ser humano. Dizia que queria construir um mundo melhor: porém, da mesma forma que queria esse mundo melhor, instigava uma postura humana irritada, somente focada numa combatividade rancorosa. Bem típica do mal-humorado comunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já alguns amigos meus e a opinião pública falaram sobre "como o mundo vai viver sem ele?", "o mundo ficou mais burro". Perdeu-se um grande pensador humanista, defensor de causas como a causa palestina, os movimentos sociais, a língua. Estou com eles, nesse aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema disso tudo é quando o humanismo sobe à cabeça: um humanismo onde o ser humano seria o inventor, motivo e causa de todas as coisas, sentimentos, ações. Nada criado sem o dedo humano, inclusive aquilo que seja mais subjetivo, místico, transcendente. O velho português errou ao querer eliminar a relação entre o ser humano e sua busca pelo transcendente, praticamente inseparáveis. Por mais que seus escritos remetessem a um mundo melhor, a lutas em diversas esferas, ele errou ao justamente atacar essa capacidade e necessidade do homem de comunicar-se com algo maior. Atentar contra essa potencialidade do ser humano é dar asas a uma visão mais cinza da vida: sem valores, sem fé, sem ideais nobres, e sim ideais de militância, que nada são se faltam esse complemento do amor humano tão ligado ao transcendental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, por que tantos compraram essas ideias mil? Porque não é de hoje que uma visão mais cinzenta e materialista do mundo estampa as primeiras páginas dos jornais. É certeza de sucesso chutar virtudes e valores de berço, valorizar o que seja simplesmente monetário ou para proveito próprio, ou então atacar pessoas ou instituições que estejam contra esse mundo mais cinzento. Os defensores desse mundo cinza não admitem opiniões contra o partido ou sugestões de atuação que não estejam de acordo com a militância. Precisam de um piso onde se sustentar, e esse piso é o mundo material, sem "invenções", como ditam ser Deus.&lt;br /&gt;O mundo com certeza não é um conto de fadas. Tem muita desigualdade e causas a serem descritas, como bem fez o acadêmico luso. Mas não adiantam ideias e militâncias mil, quando se falta o essencial: a verdadeira caridade, que sabe ver o homem não como um grotesco animal meramente racional, mas que pensa, ama e é ligado com algo muito maior que ele.&lt;br /&gt;Descanse em paz, bom luso. Que a essas alturas está surpreso por encontrar esse Ser Maior ao qual tanto atacou, e que lhe mostrou que na verdade as ideias precisam de cores mais vivas de otimismo que o triste cinza para melhorar o mundo. &lt;br /&gt;São Paulo, 21/06/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-622957805341129351?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/622957805341129351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=622957805341129351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/622957805341129351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/622957805341129351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/06/cronica-ano-iii-n-133-ideias-mil.html' title='Crônica - Ano III - Nº 133 - Ideias mil, otimismo zero'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-8711798036182149478</id><published>2010-06-14T21:06:00.002-03:00</published><updated>2010-06-14T21:06:28.873-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 132 - Herói</title><content type='html'>32 seleções, 64 jogos que param o Brasil e o mundo. Copa! Tenho pena dos que não curtem futebol: devem estar vendo nesses dias sua visão de inferno, hehe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folheando recentemente um dos famosos álbuns de figurinhas (completo) de um amigo meu, vi a quantidade de jogadores: quantos ali não são candidatos a heróis. O gol do título, uma defesa milagrosa, um gol salvo em cima da linha... Façam suas escolhas para os heróis da Copa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, também é interessante perceber como os heróis de outras Copas são idolatrados, principalmente nesses dias de Copa: contam seus feitos, como fizeram aquele gol ou aquela jogada tão decisiva. Um átimo de segundo, e pronto: aquele sujeito vira herói, ídolo, mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falamos tanto dos heróis da Copa... podemos falar de muitos outros heróis não-futebolísticos que aparecem nos telejornais. Um bombeiro que salva milhares de pessoas num incêndio, o homem que se joga num rio para salvar a mulher suicida, ou o médico que faz daquela cirurgia tão arriscada um sucesso. Sem falar nos heróis dos quadrinhos e seriados, para os quais não há impossíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós aqui, pobres mortais: quer dizer que para ser um herói preciso ser jogador da Seleção, ou personagem de desenho, ou trabalhar numa "profissão-perigo"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso. Há um heroísmo muito peculiar, o do homem "comum", cuja conduta talvez nos identificamos. Anônimos, discretos, sem mídia, capas de jornal ou no telejornal das 8, mas simplesmente heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar pelo amanhecer deste homem (mulheres, calma: falo homem no sentido da espécie, vocês também estão na descrição abaixo): cinco da manhã, gripado, 10º de temperatura... se benze e lá vai ele, sem fazer caso de si próprio, peitando a doença, sono e frio para cumprir com mais uma jornada. Problemas na condução (trânsito), chega ao seu lugar de trabalho compenetrado em fazer o melhor, esquecendo dos apuros e adversidades que teve de enfrentar desde a hora que levantou. Faz seu trabalho, atendendo solicitamente a todos, engolindo sapos, injustiças e mesmo broncas justas... mas lá vai ele, sem se abater. Vai lá para o almoço: uma marmita que vale por um banquete, ou então aquele self-service favorito. Volta ao trabalho, e a luta continua, até dar o horário de saída. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saída somente do trabalho, pois outra jornada se põe à sua frente. Hora da faculdade, dos estudos, ou então de dar atenção para a filharada que espera ansiosamente por sua chegada. Nada o demove. Janta rápido e, cansado, se benze e termina mais um dia, esperando pelo próximo que irá começar daqui a umas cinco horas. E que venha o final de semana, os parentes, os amigos, a patroa. Podemos falar também dos valentes estudantes, desde o 1º ano até o término da faculdade correndo atrás, encarando as adversidades. Podemos falar das donas de casa e mães. Heróis e heroínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heróis calados, que não esperam por medalhas, taças, capas de revista. Se contentam pelo salário, pelo ótimo desempenho na faculdade ou na escola, ou simplesmente por conseguirem dar sustento ou ajudar àqueles a quem ama. Heróis que cumprem seu dever, que perseveram até o fim, e por mais que hajam dificuldades, lágrimas, erros, não desistem: continuam a lutar quantas vezes for preciso. Cumprindo seu dever, fazendo o melhor a cada dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, sem saber, talvez sejamos um desses heróis. Homens tão marcantes quanto os diversos heróis e patronos que o mundo já conheceu, mas que não sobem aos palcos e gramados. Uma hora o reconhecimento vem: parentes, amigos, vizinhos... herança que não se apaga, independentemente da função. Heroísmo que fica para os netos, para a posteridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca nos coloquemos em posição subalterna aos astros da mídia e dos gramados: somos tão heroicos quanto os jogadores dessa Copa e das passadas, médicos, bombeiros e heróis de cinema, se cumprimos com nosso dever de cada dia, com valentia, sem frescuras. Pensemos no dia de hoje: fomos heróis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpramos esse dever nosso de cada dia com amor, e seremos heróis, para nenhum Super-Homem ou Pelé botar defeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 14/06/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-8711798036182149478?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/8711798036182149478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=8711798036182149478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8711798036182149478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8711798036182149478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/06/cronica-ano-iii-n-132-heroi.html' title='Crônica - Ano III - Nº 132 - Herói'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-8920243830669285384</id><published>2010-06-09T02:21:00.002-03:00</published><updated>2010-06-09T02:21:30.320-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 131 - Momento x Momento</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mais um 12/06, dia dos "pombinhos". O fato de este ano a data cair num sábado passa o seguinte recado aos solteiros, como eu: "esqueça" aqueles seus amigos e amigas compromissados para convidar pra aquele rolê de sábado à noite, pois a noite do dia 12 para o dia 13 será looonga para os enamorados, heheh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar, neste 12/06, sobre o termo "momento". Você saberia dizer o que é esse tal "momento"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confronto dois sinônimos de "momento" rivais entre si. A primeira conotação fala do momento como "aguardo", "hora certa", "quando convém". É bastante positiva essa conotação de momento: na hora certa, no momento certo tal coisa acontecerá, sem pressões. Será quando tiver de ser. Já o segundo&lt;br /&gt;sinônimo de momento pode ser caracterizado como "efêmero", "passageiro", "por um instante", ou como muitos dizem, "de momento". Essa conotação de momento, ao contrário da primeira, é negativa, uma vez que trata a palavra "momento" como algo que vai se acabar, de fim triste, sem volta, só naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que esses dois significados para "momento" contribuem para uma reflexão de Dia dos Namorados? Pelo fato de que vemos solteiros e "amarrados" adotando para si uma das duas possibilidades de "momento" vistas acima. Várias (a maioria) das pessoas comprometidas veem o momento de maneira positiva: esperaram, viram a ocasião de encontrar a pessoa amada, foi lá, conheceu, e zás! Ou falemos dos solteiros que estão de olho no momento certo, quando tiver de acontecer, e que não ficam em desespero quando se veem "sozinhos" no 12/06. Não, o solteiro que adota a visão positiva de "momento" colocada acima sabe de suas prioridades, e que irá acontecer quando tiver de acontecer do seu coração ser arrebatado. Não se trata de indiferença, mas sim hierarquia de prioridades, onde a procura por alguém do sexo oposto fica em seu devido lugar, nem atropelando planos e prioridades mais relevantes do momento, nem deixando de acontecer quando se deve acontecer, no momento certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a segunda visão sobre momento, que remete a ele como algo efêmero, temporário, é adotada por muitos casais e pessoas solteiras. Há "casais" mais moles que gelatina, que se seguram somente num único momento (ou poucos) e, quando esse ou esses se vão, "acabou o amor". São os "amores de momento", ou "amor de carnaval", que se vão com o tempo, duram um tempinho e basta! Talvez nem caiba aí a palavra casal: seria mais coerente o termo "parceiros", ou "chapas", "sócios". Casal é um termo de espaço de tempo e compromisso a perder de vista, não com prazo de validade. Ou então o termo "momento" como algo passageiro, para os solteiros: muitos gostam de sair por aí e fazer contagens absurdas de quantos "momentos" tiveram naquela balada, na praia, no parque ou na excursão da escola. Recentemente soube na escola onde trabalho de um "ranking", onde nas excursões os alunos competiam para ver "quem pegava mais": pegavam um , e contava: um, dois, dez, cinquenta... "Momentos". Que valha aquela fração de minuto ou festinha: o importante é curtir o "momento", o que "não volta mais". Depois, a frustração: o momento único que poderia dar origem a um relacionamento sólido acaba por ser um momento com data de validade, terminal, nada, sucedido por outros momentos vazios, cheios de mentiras e insegurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento. Um momento acertado, que direciona-nos para momentos eternos com quem se deve estar, ou o momento sem futuro, só por curtição da hora, que se vai com a mesma rapidez que surgem outros, sem qualquer perspectiva de termos ao nosso lado uma pessoa "pra valer". Nossa hora e vez já está reservada: não vale a pena trocá-la por "pseudo-horas" de satisfação temporária. Merecemos mais do que amores de carnaval. Merecemos o Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não vem meu momento certo do coração, simbora tocar os desafios e aventuras cujo momento é agora. E parabéns aos enamorados que já acharam seu momento. Uma hora chego lá e acho o meu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 08/06/2010. W.E.M.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-8920243830669285384?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/8920243830669285384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=8920243830669285384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8920243830669285384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8920243830669285384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/06/cronica-ano-iii-n-131-momento-x-momento.html' title='Crônica - Ano III - Nº 131 - Momento x Momento'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-3387522379777731921</id><published>2010-05-31T12:06:00.002-03:00</published><updated>2010-05-31T12:06:24.829-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 130 - Filiação</title><content type='html'>A semana que tem início é especialíssima. Feriado de Corpus Christi (poderia escrever uma crônica falando dessa maravilha que é o Corpo de Cristo na Eucaristia) e, no final da semana, uma data especial: o Jubileu de Ouro de meu pai: 50 anos. Com certeza vai ter festa, churrasco na companhia de uma cervejinha e amigos, como ele tanto gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem também foi uma festa importante na Igreja: Santíssima Trindade. Dia em que lembramos de Deus em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Mas acima de tudo isso: a figura do Pai-Deus nessas três pessoas, guardando cada um de seus filhos. É a chamada filiação divina: não somos "bagrinhos" de Deus, nem amigos, nem irmãos... acima disso: filhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero nessa crônica falar sobre essa característica que deveria marcar qualquer ser humano que se preze: a filiação, tanto para com nosso pai da terra como para com o Pai do Céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa que tem essa filiação no coração sabe-se sempre guardada, dia e noite. Por onde anda, no que quer que faça, sabe-se amparada e protegida por um pai, uma pessoa maior que não a deixará perecer. Lembro-me agora de um conto, onde certo grupo de navegantes foi pescar. De repente, o navio entrou no meio de uma tempestade, correndo o grave perigo de virar ou naufragar. A tripulação entrou em pânico, correndo de um lado para outro na embarcação. Até que em certo momento um dos tripulantes entrou numa cabine, e viu uma criança brincando, como se nada estivesse acontecendo. O tripulante, estarrecido, pergunta à criança: "O que está fazendo? Não está vendo que o navio está próximo de virar e afundar? Não está com medo?". A criança, calmamente, lhe respondeu: "Não vai acontecer nada, pois o capitão do navio é o meu pai". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento da criança do conto acima é que permeia a alma das pessoas que possuem essa filiação no coração, seja divina, seja humana. Não há borrasca, maré de azar, temporadas difíceis ou mesmo tragédias que façam essas pessoas perderem a serenidade, pois sabem-se acompanhadas de um braço forte, que não a deixará cair ou passar necessidade. Falemos, pois, da filiação divina: não há nada mais confortante no mundo que saber-se filhos de Deus. A frase de caminhão "Não sou dono do mundo, mas sou filho do Dono" é bastante acertada: a relação que devemos ter com Deus não é a de um chefe com o subalterno, e sim a de filho para com o Pai, que quando é preciso traz doces para o filho, ou se for preciso dá umas boas chineladas. Cristo, na parábola do filho pródigo, mostra bem qual a faceta de Deus Pai para com seus filhos: de braços abertos. Mesmo com o filho largando tudo e desprezando-o lá está Ele, esperando pelo filho, querendo dar-lhe a melhor roupa e fazer uma churrascada para comemorar a sua volta, dando um abraço aconchegante de perdão. Esse é Deus para conosco: um Pai que não nos abandona, que nos tira das enrascadas e sabe antes de nós mesmos o que nós precisamos. Resultado disso: paz, alegria, serenidade nas dificuldades, maturidade, e uma série de virtudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a filiação humana. Não fazem ideia de como é bom, maravilhoso ter pais, um pai que é nosso braço forte e porto seguro. Dá pena de ver filhos que abandonam e deixam esses pais a verem navios, desprezando tudo o que fizeram muitas vezes pela busca da independência ou por simples caprichos. Em alguns casos, o pai (ou mesmo pais) é ocasião de escândalo, seja por um tapa ou palavra indevida, uma conduta inadequada, um jeito de ser irritante. Mas faço valer as palavras que certo amigo meu me comentou, há algumas semanas: "apesar dos pesares, é o seu pai". Não há preço que pague a educação, o esforço diário por não deixar nada faltar, o carinho e cada momento junto: nada. Se hoje estou aqui, é graças a ele. Apesar de qualquer pesar, e se um dia deixasse de apostar nele, não poderia apostar em mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a filiação. Saber-se filhos: sinônimo de paz. E com essa filiação, divina e humana, abraço meu paizão e digo: FELIZ 50 ANOS!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 31/05/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-3387522379777731921?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/3387522379777731921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=3387522379777731921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3387522379777731921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3387522379777731921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/05/cronica-ano-iii-n-130-filiacao.html' title='Crônica - Ano III - Nº 130 - Filiação'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-3630849405096909258</id><published>2010-05-23T15:02:00.003-03:00</published><updated>2010-05-23T15:05:54.427-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 129 - Parar e pensar</title><content type='html'>Nessa semana que se inicia, irei para mais um Retiro, o 10º (faço-o desde 2001). Um momento de pausa e silêncio, refelexão sobre o que deu certo e errado, onde venho acertando e errando com Deus e com os outros, e como melhorar. Desde já peço, mais uma vez, as orações de todos os meus amigos para que eu volte novim, novim e com ótimos propósitos desse Retiro-2010, hehehhe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes pontos de se fazer um retiro é o fato de se ter a oportunidade de parar e pensar. E, por mais que pareça tarefa simples, num mundo cada vez mais dinâmico você parar e refletir isso é uma tarefa na verdade hercúlea. Na última semana, fui com alguns amigos a uma rede de fast-food conhecidíssima. E lá pude ver os atendentes correndo, pulando uns em cima dos outros, sem tempo para respirar, num atendimento quase mecânico, tal qual no saudoso filme "Tempos Modernos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, nessa cidade tão agitada em que vivemos, vemos e sentimos trânsito, corre-corre, cansaço, agito... a 440 volts! Sem parar, sem pausa! Você pode agora mesmo imaginar seu dia-a-dia. Não é correria, preocupações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida agitada, cheia de compromissos (principalmente aqui em Sampa, cidade que não dorme), é muito boa, pois nos permite ter um leque de opções e ações, não nos deixa parados.  Porém há o outro lado da moeda: muitas vezes, nessa adrenalina, podemos acabar por esquecermo-nos de nós mesmos, de revisar nossas atitudes, comportamento, planos. Ou ainda: de maquinalmente não percebermos nossas falhas e defeitos, que são tantos. Muitas vezes, nessa hipnose do dia-a-dia de tantas preocupações, não conseguimos ver a palha que está no nosso olho. O que é péssimo, pois se assemelha a uma doença oculta, que se revela somente daqui a décadas, mas quando vem... vem para matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez nesse exato instante tenhamos defeitos, condutas e planos que carecem de uma revisão, de melhoras e reparos. E o que é pior: que alguns deles nos passam oculto, que não sabemos e assim agimos normalmente, como se estivéssemos acertando. Quem já não viu aquelas novelas ou contos em livros em que a pessoa, só depois de muitos e muitos anos, levam um choque e mudam de vida? Santa Teresa comentava que levou trinta e seis anos para conseguir melhorar sua conduta, outro esportista só depois de um baque e após muitos erros é que sacou que precisava mudar de conduta e se tratar. E é assim assim conosco: muitos de nossos defeitos e pontos a revisar estejam talvez ocultos ou passando batido, esperando uma reviravolta ou que acordemos. Que paremos e pensemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, nessa nossa vida dinâmica, podemos nos indagar: eu tenho tempo para parar e pensar em mim mesmo, nas minhas atitudes e conduta? Se já vou bem, não dá pra ser melhor? Com certeza dá, temos pontos a crescer e mudar, ou pelo menos iniciar a mudança: o importante é continuar lutando, renovar o desejo de melhorar dia a dia, até que de repente, sem percebermos e com a paz de quem sempre esteve na peleja, conseguimos extirpar tal defeito ou alcançar tal virtude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale agora aquela passagem que Cristo comenta com os discípulos: "Vamos para um lugar mais tranquilo". Que tal acharmos esse momento de reflexão e esse cantinho tranquilo no meio da algazarra para apertarmos os parafusos de nossas vidas e ficar cara a cara com nós mesmos, e com Ele, inclusive? Eu achei o meu, e tô indo! Bora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 23/05/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-3630849405096909258?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/3630849405096909258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=3630849405096909258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3630849405096909258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3630849405096909258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/05/cronica-ano-iii-n-129-parar-e-pensar.html' title='Crônica - Ano III - Nº 129 - Parar e pensar'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-9023848906162124424</id><published>2010-05-14T10:31:00.001-03:00</published><updated>2010-05-14T10:39:12.056-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 128 - Fé, de coração</title><content type='html'>O mês de Maio é um mês tradicionalmente "sinônimo" de muitas coisas: mês das mães, mês das flores (no Hemisfério Norte, hehe), mês das noivas... E tem mais um sinônimo para este mês: é mês de Nossa Senhora, mês dedicado a muitos louvores à Mãe de Deus. Eu, que não sou bobo nem nada, até estou postando essa crônica exatamente no dia 13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, uma das devoções mais difundidas por todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre dedico uma de minhas crônicas de Maio para falar sobre as mães e, automaticamente, da maior das Mães. Neste ano, quero louvar a fé, a fé de coração que as mães trazem consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mãe de verdade é daquelas que não joga a toalha, vira leoa para defender seu filho. Não faltam casos e anedotas de mães que fizeram impossíveis para defender a cria. Também é muito comum vermos mães rezando por seus filhos, cheias de ardor. Nas últimas semanas, houve na família um problema de relacionamento, que acabou chegando aos ouvidos de minha avó materna. Ela, sem pestanejar ao saber do problema que envolvia uma de suas filhas, soltou no ato: "vou rezar já para esse problema se resolver". Na história da humanidade, vemos mães célebres pela fé, também: quem não lembra da história de Santa Mônica, que rezou durante anos e anos pela mudança de comportamento do filho, um verdadeiro devasso? O resultado? O surgimento de um dos maiores santos e pensadores da humanidade, Santo Agostinho. Vitória da persistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses tempos de falta de fé, onde é comum vermos tantas e tantas pessoas deixando-se levar pela torrente de um mundo apático e tomado pela visão materialista e indiferente, o coração de mãe e sua fé valente apresenta-se como um caso muito sério, e tábua de salvação para os sentmentos mais nobres e humanos. Há alguns meses, fiquei triste ao saber de um amigo meu que "jogou a toalha" da fé, parou de rezar, talvez pela aparência de que "não funciona", ou de que "estou perdendo tempo". Razões sem qualquer razão: a palavra fé já diz tudo, é acreditar no que parece inacreditável, apostar no que parece (só parece) uma perda de tempo. Uma pessoa que joga sua fé em algo maior na lata do lixo está fadada a se segurar em efêmeros motivos materiais que, quando se dissolvem, fazem com que a pessoa caia num vazio, um buraco negro, pois perdeu-se o sentido da vida, errou-se o caminho. Não à toa, enquanto vão aparecendo das catacumbas alguns ateus ou combatentes contra a fé, aumentam na mesma proporção os clientes em clínicas psiquiátricas ou nos consultórios de analistas, em busca de um entendimento próprio, após um acontecimento mais grave. É emblemático o caso de Voltaire, uma das pessoas que mais atacaram a fé na História e que, quando caiu no leito de morte, pediu primeiramente a presença do padre. Paradoxal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, que tal aproveitar esse mês tão inspirador que é Maio e render-se aos encantos da fé materna, uma fé do fundo do coração, com sangue nas veias? A fé é um excelente combatente da apatia, da tristeza, do egoísmo, e ao mesmo tempo nutre nossos melhores desejos e sentimentos. Homens e mulheres de fé atraem os que estão ao redor, pois não deixam a peteca cair, sabem ver o bom no ruim, e principalmente: zelam pelas verdadeiras amizades e sentimentos. Eles rezam, pedem mesmo pelos parentes, pelos amigos, e acreditam sempre numa frase latina, que é verdade: "omnia in bonum", tudo é para bem, pois sabem que há uma Onipotência que zela por nós, nos ama acima de tudo, e que dirige nossas vidas para o bem, para a Eternidade, seja pelas alegrias tão sensíveis agora, seja pelas tristezas que só entenderemos mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que este século XXI possa ser marcado por ser um século da volta por cima da fé. Mesmo porque, se continuarmos a caminhar por caminhos simplesmente materiais e pouco transcendentes, estaremos rumando a um tremendo precipício, e os mais agourentos esperando "2012", para ver se há alguma esperança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 13/05/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-9023848906162124424?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/9023848906162124424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=9023848906162124424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/9023848906162124424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/9023848906162124424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/05/cronica-ano-iii-n-128-fe-de-coracao.html' title='Crônica - Ano III - Nº 128 - Fé, de coração'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-4400611017877936028</id><published>2010-05-05T21:29:00.002-03:00</published><updated>2010-05-05T21:29:23.252-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 127 - "Depois da curva"</title><content type='html'>Certo amigo meu, na última semana, fez uma excursão na qual passava por trilhos, trilhas, túneis. Essa excursão fiz há cerca de oito anos. Mas o gancho que quero pegar dessa afirmação não é simplesmente a excursão, e sim fazer uma brincadeira sobre o túnel. Pois nossa vida segue como trilhos, como as estradas, e chegam a um túnel. E depois desse túnel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante observar que o brasileiro não deixa passar batido o tema do "depois". Nas telas de cinemas, nas capas de revistas e mesmo em novelas, está em voga a questão do espírito ou, para ser mais exato, do espiritismo. Hoje o Brasil, além de ser o maior país católico do mundo, já é o com maior quantidade de adeptos da doutrina kardecista, com cerca de 20 milhões de pessoas. Os livros sobre o tema são muito comuns de serem vistos nos ônibus e metrô por pessoas que conhecem ou não o espiritismo. É essa sede do "depois do túnel": numa vida tão suada, de tanta correria, o que me espera? Daí a busca por tantos brasileiros por respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma rede de amigos muito próxima e adepta da doutrina kardecista. É louvável ver o trabalho voluntário que fazem, e sua sede pelo depois, sua busca por paz e mensagens: tenho um respeito enorme por todos eles e pela doutrina. Entretanto, o que gostaria de comentar nessa crônica é algo que comentei com um desses amigos, certa vez: não seria muitas vezes a doutrina utilizada como válvula de escape para os problemas e tropeços de nossa vida? Há algumas pessoas que conheço que já não jogam as fichas nessa vida, mas na próxima, seja encarnado num homem, mulher, árvore ou papagaio (obs.: com certeza esses meus amigos não veem o espiritismo dessa forma). Acham que tudo bem, que venha a próxima chance! Ou seja, que depois do túnel a estrada começa toda outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu creio que, na verdade, ao invés de já pensar no final do túnel de nossas vidas, seria bem mais interessante pensar na estrada de agora, já. Confiar que é essa a chance, é nessa vida nosso arremate, e ponto final: que é necessário fazer valer a pena aqui, agora (parafraseando o antigo telejornal). Infelizmente a minha percepção é de que muitos dos que hoje prestigiam essa visão do "depois" queriam, se fosse possível, se livrar rapidinho desta vida e embarcar em um conto de fadas de uma próxima chance, uma próxima vida. O que é errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando paramos para ver nossos dias, desde o primeiro até agora, veremos muitos momentos mais bons do que ruins. Só o fato de já termos nascido já é um motivo de alegria eterna... imagine então os motivos de riso, de luta, de compartilhar e perdoar, de amor que demos ou recebemos. Mesmo os motivos de lágrimas, que talvez nos tenha feito aprender tanto. É uma vida única, um dom irrepetível. Vi recentemente um vídeo de uns garotos de uma comunidade muito pobre dançando, rindo à toa e pondo os problemas que com certeza viviam no bolso. Isso é para mostrar de como essa nossa vida, única, irrepetível, é e será a única de nossas arenas de combate, onde vamos atuar uma única vez, e deixaremos como herança eterna ou uma vida que valeu a pena, ou um inferno para nossos semelhantes. Não creio que haverá vida post-mortem que apagará ou sucederá o que fizemos aqui. E, sim, creio que há, sim, um "depois do túnel", mas não mais aqui, carnal, mas espiritual, ao lado de Quem nos criou, Deus. Vamos, sim, ajudar quem estiver aqui, mas já intercedendo de alguma forma pelos daqui junto ao Chefe. Quer mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, que tal primeiro apostarmos na vida de cá, a nossa vida, com nossa identidade, história e acontecimentos, e deixar que depois da curva do túnel nos venha a Eternidade? Nossa vida e a vida de cada um já daria belos livros, histórias e capas de revista com toda certeza. A hora é essa, de fazer acontecer nesse exato instante em que você talvez esteja lendo essa crônica. E não esperar por uma melhor oportunidade em outra vida.... mesmo porque, a vida é essa: caminhar em direção à Vida definitiva, depois de tantas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 05/05/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-4400611017877936028?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/4400611017877936028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=4400611017877936028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4400611017877936028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4400611017877936028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/05/cronica-ano-iii-n-127-depois-da-curva.html' title='Crônica - Ano III - Nº 127 - &quot;Depois da curva&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-1280234644161917123</id><published>2010-04-28T23:14:00.002-03:00</published><updated>2010-04-28T23:14:22.626-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 126 - "Perdão: um tabu"</title><content type='html'>É curioso perceber como o mundo de hoje está focado na derrubada de "temas-tabu": sexo, direito de homossexuais, greves e tals, entre vários outros. Porém também é interessante notar como esse mesmo mundo também criou novos tabus para serem discutidos. Desde a discussão e negação da existência de Deus por parte de uns, passando pela vida "ecologicamente correta" (nada de carne, bebida ou consumir tal produto em determinado "fast-food", e sim tudo verde, 100% reciclado), até chegar em um tema que quero falar nessa crônica: o tabu do perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum ver nas telenovelas da atualidade ou em entrevistas de gente famosa e mesmo anônimos, falas e atitudes dizendo: "não consigo perdoar fulano de tal", "não o perdoo", "beltrano é desafeto de ciclano"... Para muitos, perdoar é um verdadeiro parto, é sinal de fraqueza. Ouvi semana passada que um termo raramente utilizado no Japão é "perdão", pois não é corriqueiro na cultura daquele país pedir desculpas. Assim como um ato falho de determinada pessoa geralmente não passa batida nas rodinhas de "amigos": sempre há alguns espíritos de porco prontos para zombar maldosamente dos defeitos ou posturas alheias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria possível escrever uma crônica inteira ou muitas outras sobre como os valores mais básicos do ser humano vêm sucumbindo ao materialismo ou ao hedonismo. Mas vamos nos centrar na questão do perdão e ser perdoado. É notório como muitos egos de hoje em dia vêm se inflando com toda a força, e como é fundamental, para alguns, demonstrar força e esconder as fraquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas hoje são respeitadas mais por brigas e cusparadas do que por um pedido de desculpas, por mea-culpas ou por terem perdoado. Na última semana, vimos um jogador de futebol assinando sua "sentença de condenação" depois de xingar em jogo um companheiro de profissão e os holofotes não ficarem para suas desculpas públicas, mas para seu ato; e ainda, tablóides sensacionalistas e diversos sites execrando as coisas da Igreja e deixando de canto o pedido de perdão (vi isso, ao procurar um link em certo site: um banner para os escândalos, e um link mixuruca para o pedido de perdão). Ou ainda, voltando no tempo, lembramos do jogador que saiu ovacionado por ter xingado os parentes de certo companheiro de profissão e sequer ter pedido desculpas, numa final de Copa... e o golfista famoso que perdeu vários patrocínios após escândalos sexuais e que não voltaram, mesmo após um sincero pedido de perdão. Depois de todos esses fatos, vejamos: perdoar é a moda? Pedir desculpas é "fashion"? Ou virou um tabu, uma coisa de molóides e sem-noção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, eis uma boa meta que poderia ser colocada como mais uma das metas para o milênio feita pelas Nações Unidas, em 2000: resgatar os valores universais de ética, conduta e cidadania, sendo um deles o perdão/pedir perdão. Ou simplesmente, pra começar: perdoar mais e não ter receio de pedir perdão. Uma grande atitude do homem do século XXI, contrariando essa crise de valores, é perdoar e pedir desculpas. É, como diria Cristo, perdoar "setenta vezes sete", ter um coração aberto, disposto a sempre dar uma chance para a humanidade, sob a forma de um único ser humano. Matar a oportunidade de uma pessoa se redimir ou começar de novo é onde se mostra a fraqueza do homem, pois mostrará um homem preso ao egoísmo, à pose, que não sabe descer do salto quando é necessário, e com quem será difícil contar, já que ele vai é levar em conta mais seus interesses do que a melhora ou o crescimento do próximo. E já que tanto se fala de solidariedade, será que haveria uma sincera solidariedade num ser humano que não saiba perdoar ou pedir perdão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, antes de partir para fazer aquele trabalho voluntário, ou fazer aquela caridade ou deixar dinheiro em tal casa assistencial, que tal perdoar, ou pedir desculpas? Vamos colocar a palavra "perdão" de vez junto com nossos principais verbetes? Essa com certeza será uma colaboração e tanto para a construção de um mundo "sustentável".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 28/04/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-1280234644161917123?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/1280234644161917123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=1280234644161917123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1280234644161917123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1280234644161917123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/04/cronica-ano-iii-n-126-perdao-um-tabu.html' title='Crônica - Ano III - Nº 126 - &quot;Perdão: um tabu&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-887099853619575252</id><published>2010-04-20T18:34:00.000-03:00</published><updated>2010-04-20T18:34:07.143-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 125 - "Consciente consciência"</title><content type='html'>Na estrada da vida, uma das coisas que aprendi (e senti) foi a respeito da consciência. O perigo de uma consciência mal formada, e o perigo de se agir contra a própria consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me inspiro nessa crônica em minha atuação como professor, lidando com joviais consciências de garotos e garotas de minha comunidade. É surpreendente como algumas dessas crianças praticamente não diferenciam o certo do errado, não têm noção de valores, família, estudos, etc. Duro constatar que muitos desses pequenos talvez não tenham tido um "trabalho de base", uma anterior oportunidade de formarem sua consciência em bons ambientes, uma família atenciosa ou uma boa educação inicial. Muito pelo contrário: garotos de 10, 11, 12 anos com problemas tão dramáticos quantos o de um adulto, em vários casos sob condições de vida terríveis, com brigas, pobreza, indiferença... Resultado: meninos e meninas chegando à adolescência sem perspectivas, e capazes de ter comportamentos e modos de ver a vida assustadores. Ausência de consciência, ou pior: uma deformada consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, lendo uma coluna de um famoso e contundente colunista, vi um interesante comentário-crítica falando de nossa atual era como "uma era de espetáculo e derrubada de certezas, (...), um mundo de uma incessante paisagem de bundas e seios nus, hipersexualizado, que nos espreita no trânsito, nas ruas, na TV". O que de fato a cada dia está mais comprovado: hoje mesmo também duas professoras falavam sobre um medonho incidente na escola, onde meninas de 12 anos dançavam de maneira "ousada" um funk que um colega delas ouvia, até certo momento onde o vizinho da escola resolveu participar da festa e ficou nu, de sua casa, de frente para a escola, se exibindo para as garotas que o "provocaram". nem preciso falar aqui também sobre a qualidade da música, dos "passeios" e lazer desses meninos, de como eles já em idade precoce não sejam mais vistos com a devida inocência, e vice-versa. Onde está, pois, a consciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se colocar como prioridade o trabalho de base com esses meninos. Ouvi recentemente certa frase de um amigo: "faltam educadores, não professores". Muitos de meus colegas de profissão (me incluo no balaio) tem a dificílima tarefa de lidar com muitas mentes jovens que perderam pelo caminho (ou sequer tiveram chance de conhecer o próprio caminho) a própria consciência. Num país de considerável crescimento demográfico, é preocupante observar o quanto surgem meninos cada vez mais jovens expostos e compactuantes com um mundo de perversões, violência, indiferença, monetarização, relativismo e tudo o mais. Os órgãos, instituições e pessoas competentes para colocarem a formação de consciências desses meninos nos eixos pisam na bola, e o resultado já falamos acima. É questão prioritária eu, você, esses mesmos órgãos, pessoas e instituições verificarmos qual a nossa parte para fortalecermos essa jovem geração e não deixar que esses garotos penem num futuro nada distante, sem horizontes e perspectivas, já que toda a "bundalização" citada pelo colunista, que já capturou muitos meninos, volta para acertar as contas de maneira cruel.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também evitaremos que esses garotos cometam outro terrível erro: agir contra a própria consciência. Uma consciência fortalecida, com valores imputáveis, ciente do certo e do errado, permite um consequente fortalecimento da educação e do aprendizado, e que se saiba de fato o que fazer em cada situação. É fundamental saber firmemente o que se quer, sem indecisões, ou ainda: sem travar um duelo com a consciência. Ou pelo menos, uma consciência bem formada permite termos em nós um excelente "sinal de alerta", que nos diga quando estamos em perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um desafio nesse século XXI: formar consciências. Desafio que vale mais que qualquer valor salarial ou "bônus", tema que hoje, infelizmente, anda sendo mais discutido nas salas de professores que as jovens consciências a serem trabalhadas. Mas aí é assunto pra outra crônica...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;São Paulo, 20/04/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-887099853619575252?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/887099853619575252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=887099853619575252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/887099853619575252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/887099853619575252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/04/cronica-ano-iii-n-125-consciente.html' title='Crônica - Ano III - Nº 125 - &quot;Consciente consciência&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-3766206386999312998</id><published>2010-04-14T22:45:00.000-03:00</published><updated>2010-04-14T22:45:02.114-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 124 - "Julgar é fácil?"</title><content type='html'>Nesta crônica, gostaria de falar sobre um delicado tema que nós, todos nós, estamos sujeitos a topar (talvez já topamos muitas e muitas vezes): julgar. E me baseio em acontecimentos recentes que em linhas mais adiante comentarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ambiente de trabalho, na escola, nas rodinhas de conversa, é comum surgirem críticas a fulanos de tal. "Ah, mas fulano é muito isso", ou então: "Aquele cara é um tremendo de um aquilo". Nós mesmos não estamos imunes: é comum a expressão popular "minha orelha está coçando', quando se quer referir a uma pessoa que falou mal da outra sem a presença. Ou ainda, pensando de uma maneira menos "murmurativa": é comum surgir a pergunta para nós, nessas rodas de discussão: "E você, o que você acha disso?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade atual, em comparação com outras mais antigas, nos chama com mais força para opinar e julgar. Dão caldo para boa discussão editoriais, reportagens, fóruns de discussão e mesmo nossa posição ali dentro do ônibus. Somos chamados para dar nossos pitacos desde na política, até no capítulo da novela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aí onde mora a questão: como opinar? Como julgar bem, da maneira mais precisa? Aliás, julgar é bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos nos lembrar daquela famosa colocação de Cristo: "Não julgueis e não sereis julgados". Mas Cristo, quando coloca essa expressão, não faz uma crítica a colocar uma opinião, mas sim à murmuração. Murmurar é julgar sem ser chamado, às escondidas, sem provas ou fatos ou de maneira inoportuna. É falar mal da conduta de um amigo sem ver o fato, e ainda sem ser convidado a opinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal seria que nos manifestássemos não ao nosso bel-prazer, dando pitaco em tudo que nos aparece pela frente, e sim quando a situação de fato requeira nosssa opinião e se isso será feito de maneira oportuna. Além disso, apurando com os verdadeiros fatos, sem julgar com base em boatarias e achismos. Seria como se chamássemos aquele nosso amigo de adúltero para outras pessoas (o que já seria inoportuno e ridículo) sem ter provas cabais do que aconteceu. Julgar combina com ser chamado a dar uma opinião em ocasião oportuna, assim como fazem os juízes de direito, de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa atual "sociedade da boataria", onde uma só palavra pode causar um rebuliço ou acabar com a reputação da pessoa mais íntegra, é fundamental termos em mente esse "como e quando julgar, opinar". Vi nos últimos tempos pessoas tacando pedras na Igreja devido a problemas com uma pequeníssima minoria (pequeníssima - grifo nosso) de sacerdotes que se envolveram com a triste questão da pedofilia, e não poderia ficar calado, pois por justamente uma maneira errônea de julgar passou a julgar-se o todo pelo parte. O que esses sacerdotes fizeram foi algo abominável, e com certeza haverá a devida punição aos mesmos, inclusive pelos braços da Igreja. Agora, é duro perceber como pessoas que tem como trabalho emitir opinião que vai influenciar muitos outros indivíduos soltem acusações sem avaliar com coerência os fatos, ou com o simples intuito de difamar uma instituição para pura proclamação do ateísmo ou por simples não-gostar. É um belo exemplo de como julgar mal, tal qual como se julgássemos toda nossa família por um indivíduo que não se comportou bem - e que também não pode ser destruído e esmagado, pois é um ser humano: pelo visto, os que estão descendo a lenha na Igreja não querem saber se os padres que caíram são ou não seres humanos, pois não perdoam, fazem ouvidos moucos a pedidos de perdão feitos pela Igreja... talvez riam da definição de perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se não quisermos seguir essa mesquinha maneira de julgar e opinar sobre os fatos, coloquemos os pés no chão. Vejamos os fatos e, no momento oportuno, coloquemos nossa opinião. O importante é não sair por aí caindo em achismos de senso comum, que foram criados justamente para nos pegar, tal qual várias outras pessoas foram pegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, como diz o famoso chavão, "falar é fácil". Dar palpite antes de saber dos fatos, mais fácil ainda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 14/04/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-3766206386999312998?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/3766206386999312998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=3766206386999312998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3766206386999312998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3766206386999312998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/04/cronica-ano-iii-n-124-julgar-e-facil.html' title='Crônica - Ano III - Nº 124 - &quot;Julgar é fácil?&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-8356820935601937986</id><published>2010-04-06T23:57:00.000-03:00</published><updated>2010-04-06T23:57:20.181-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 123 - "Nel bel mezzo della strada"</title><content type='html'>O título da crônica remete a uma expressão utilizada pelos italianos, para falar quando estão no meio de algum acontecimento, ou algo corriqueiro na vida. "Nel bel mezzo della strada", traduzindo: bem no meio da estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia estava eu em conversa com um amigo meu, que é médico. Ele me falava sobre alguns "podres" da profissão, do cansaço dos últimos dias, das dificuldades. Ele se perguntava: não poderia ser mais fácil, sem tantos rolos, essa vida nossa de cada dia? Não me esqueci do desabafo dele, e resolvi comentar em forma de crônica, hehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizei a expressão "nel bel mezzo della strada" justamente por essa ser a situação do ser humano. Estamos, em cada dia que amanhece, no meio da estrada, no meio do comum e corriqueiro, sujeito a tempestades e bonanças. Vi em um filme que uma rosa, por mais que tenha beleza, vem acompanhada pelos feios e doloridos espinhos. Enfim, não vivemos esta vida como num parque de diversões ou na famosa "ilha da fantasia" do seriado de 30 anos atrás. Temos de encarar os berros dos alunos, os chefes chatos, o trânsito, os empurrões no metrô ou ônibus, mas também encaramos as risadas no horário de almoço, o carinho dos alunos e colegas de trabalho, o boa noite gostoso de nossa mãe, a goleada do time de futebol, e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença para se estar bem "nel bel mezzo della strada" está na forma com que a encaramos. Podemos visualizar essa estrada agora: terra batida, buracos, trechos bons e de mão dupla, trechos sem acostamento. A primeira alternativa é olhar pra estrada e dar meia-volta para ir procurar uma estrada perfeita, asfaltada do início ao fim, estilo Anhanguera. Nada de dificuldades, o negócio agora é ficar no bem-bom, sem tropeços, sem correr riscos, sem sujar o carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos à outra alternativa: seguir pela estrada, mas com chateação e resignação, no espírito de "fazer o quê?". Vamos lá encarar as dificuldades e obstáculos, mas com tristeza, sem vontade, levando. É um cara que vai chegar ao fim da estrada com o carro arrebentado e vai chorar, lamentar, sem ver nenhuma paisagem agradável ou alegria em ter percorrido a estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a terceira opção: olhar para a estrada acidentada tal qual um piloto de rali. Ciente dos buracos e obstáculos, vai lá com a cara e a coragem, e joga o carro na estrada, na lama e pântano. Cai no buraco, tira o carro de lá e segue, passa por belos trechos e paisagens deslumbrantes, vias asfaltadas e de terra batida, até chegar ao destino. E, quando chega ao destino, sai do carro com um sorriso de orelha a orelha, com sensação de dever cumprido, erguendo o troféu. Vi isso uma vez em um programa esportivo, num rali mega difícil. Lá saía o piloto, feliz da vida por estar sujo de barro, mas também por ter conseguido transpor os obstáculos e ter histórias pra contar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse último exemplo de como percorrer a estrada me parece o mais agradável e compensador de se estar "nel bel mezzo della strada" da vida. Os obstáculos, os jogos mais difíceis, a vitória na última volta tornam os feitos inesquecíveis, e a vida menos modorrenta. É muito mais valoroso quando lutamos e suamos a camisa pelos nossos sonhos e nossa caminhada do que quando recebemos o prêmio de mão beijada. Uma vez li que os oficiais condecorados não são aqueles que ficaram atrás da moita, só no bem-bom, mas sim os que foram pro pau e voltaram feridos, com cicatrizes. Eis a forma de encararmos a estrada da vida: com pedras, mas também com alívios que, equilibrados, tecem uma vida bem vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler esta crônica, talvez estejamos chateados com o trabalho atual, com problemas familiares, não querendo que o dia novo comece, ou querendo que o dia acabe logo. Ou então, vivendo uma fase fantástica, cheia de conquistas e sonhos. Eis a vida, o estar "nel bel mezzo della strada"com sol e/ou temporais. Mas o mais importante: vivendo, dançando com a vida. Que será generosa, para os que se dispuserem a dançar ou caminhar "nel bel mezzo della strada" com ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 06/04/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-8356820935601937986?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/8356820935601937986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=8356820935601937986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8356820935601937986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8356820935601937986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/04/cronica-ano-iii-n-123-nel-bel-mezzo.html' title='Crônica - Ano III - Nº 123 - &quot;Nel bel mezzo della strada&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-142418121641567646</id><published>2010-03-30T19:12:00.000-03:00</published><updated>2010-03-30T19:12:12.845-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 122 - "Horizonte"</title><content type='html'>Se tem um fato que me inspira, me deixa arrepiado e me faz pensar muito na vida é olhar para o infinito, para o horizonte (principalmente quando ele mostra um belo pôr-do sol).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E juntando com o tema da Semana Santa, temos aqui um belo tema para mais uma crônica. Afinal, a Semana Santa é inspiradora para que olhemos para o horizonte e repensemos um pouco sobre nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias, de tanta correria por entrega de projetos, trabalhos e concursos, andei pensando em como minha rotina mudou de 2009 para 2010. Em como a nova carreira entrou com tudo em meus dias, em como minhas passadas pela USP para visitar os amigos diminuíram, e também em quais os novos desafios que essa doce vida está colocando adiante, no horizonte. Talvez justamente esses novos desafios estão agora cobrando seu "pedágio": a mudança de focos e de atuação em diversos âmbitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias de Semana Santa, que contam cada passada de Jesus Cristo e como Ele se entregou por cada um de nós, mostram também como pano de fundo como tantas pessoas, naquela ocasião, acordaram para a vida e olharam o horizonte que as esperavam. O próprio Cristo, ao subir com a Cruz rumo ao Calvário, com certeza não olhava para baixo: olhava, sim, para cima, olhando o horizonte e em quanto a humanidade receberia em consequência por aquele seu gesto divino. São Pedro acordou depois de sacar sua traição, e olhou no horizonte que não poderia deixar de ser a pedra da Igreja: chorou e foi à luta. Ao contrário de Judas, que olhou para o horizonte e, ao invés de buscar a inspiração do perdão, preferiu se enforcar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando todas as pessoas que seguiram de perto cada estação daquela Via-Sacra, em quanto aqueles acontecimentos a fizeram olhar para o horizonte, nem que seja num lapso. Já por estes dias santos veremos pessoas se aproveitando da grandeza da data corrente para ver: em que posso crescer? Qual o desafio e o rumo de minha vida? O que vem depois da curva: estou pronto? Quem está ou poderia estar comigo? Enfim, reflexões não faltam a serem feitas, se aproveitando da data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um gênio da crônica esportiva e um dos meus inspiradores para escrever, que faleceu justamente por esses dias (ah, mestre Armando...), dizia: "existe uma mudança extrema na vida do ser humano que é a mudança da vida para a morte. (...) E a morte não é o fim do mundo, mas sim o começo de outro mundo, porque a vida é exatamente mudar". Pois bem, meus amigos: estamos em constante mudança, e cada dia é um dia diferente. Ocasiões diferentes surgem, novas pessoas, novos desafios, novas oportunidades de olharmos para o horizonte e vermos: "o que me espera?". Agora, o fundamental é sempre trazermos conosco, como num "continuum", todos aqueles que escreveram nossa história. Se os desafios forçam nossa ida adiante e não permitem voltarmos ou agirmos da maneira que queremos, não fiquemos tristes: atuemos, olhemos pois para o horizonte, e levemos em nosso avançar essas pessoas, sempre buscando na medida do possível uma oportunidade de vê-las pessoalmente e recuperarmos as energias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos fases, muitas fases, e talvez esses dias de Páscoa batam à porta colocando diante de você essa nova fase e postura, um novo olhar de horizonte. Se pararmos para pensar, desde nossa infância para cá vivemos muitas fases e novas maneiras de olhar para o infinito, mas sempre trazendo as boas lembranças e o que pudermos carregar desses tempos áureos. Exatamente hoje, nesse instante, pode estar cruzando nosso caminho algo ou alguém que merece entrar para essa nossa carga de vida e nessa paisagem que devemos olhar, no horizonte. Certa pessoa me dizia que tinha por "defeito" olhar demais para o amanhã e para o futuro: mas nunca é demais pensar na vida, no amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que essa Páscoa seja para todos nós dias de reflexão, paz, alegria e, porque não, chocolate. E que possamos nos inspirar justamente Naquele que abriu para todos nós um Horizonte maravilhoso com sua entrega na Cruz: o Horizonte da Eternidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;São Paulo, 30/03/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-142418121641567646?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/142418121641567646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=142418121641567646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/142418121641567646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/142418121641567646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/03/cronica-ano-iii-n-122-horizonte.html' title='Crônica - Ano III - Nº 122 - &quot;Horizonte&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-3606402232185130087</id><published>2010-03-23T01:43:00.002-03:00</published><updated>2010-03-23T01:43:56.372-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 121 - "25 horas"</title><content type='html'>Numa semana repleta de desafios (projetos de pós, concursos e afins), gostaria de tratar aqui sobre uma frase que li ou ouvi sobre esses desafios de cada dia: "quando uma pessoa gosta de algo, faz o dia ter 25 horas para cumprir com esse algo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo agitado que vivemos, vemos muitas pessoas com várias tarefas e missões ao mesmo tempo pra cumprir, inclusive nós. Conversando com um amigo meu na última semana, este me disse sobre mais uma atividade que ele passou a fazer, em conjunto com outros dois trabalhos, namoro, projetos e o escambau. Cada um  de nós também temos várias atribuições diariamente. E eis que &lt;br /&gt;vem a pergunta: que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, é importante ressaltar que a qualidade de um trabalho bem feito independe da quantidade de tarefas. Não é que uma pessoa possua muitas obrigações que ela seria mais preguiçosa. O diferencial está no empenho colocado em cada tarefa, sem deixar todas somente pela metade. Uma pessoa que tem a ideia de ter um dia de 25 horas, ao invés de ficar acumulando mais e mais coisas pra fazer, se planeja com o que tem e com o que pode aparecer, e consegue executar tudo em seu devido tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos de "dia de 25 horas" na verdade não falamos de muitas tarefas sufocadas, mas sim de tarefas planejadas. As pessoas de 25 horas sempre conseguem uma brecha para um compromisso, o estudo, a saída com os amigos, o esporte, de maneira equilibrada. Para exemplificar, basta vermos o exemplo de grandes executivos, que conseguem planificar tudo nos mínimos detalhes (claro que eles têm uma secretária, hehehe). Mas não é necessário que tenhamos uma secretária para termos um dia de 25 horas semelhante ao do executivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas de 25 horas sabem dizer "sim" e "não" para as tarefas que aparecem. E como custa dizer "não"... geralmente temos a tendência de não recusarmos oportunidades que vêm pela frente. E assim, quando vamos ver, temos pessoas que foram dizendo "sim, sim, sim", e quando vai ver não honram com os compromissos assumidos. Lembro de uma história em quadrinhos que li há alguns anos, onde a personagem não conseguia dizer "não". Resultado: ela se endividou, namorou duas pessoas ao mesmo tempo que ela tinha dito "sim", marcou no mesmo horário um cinema, o shopping e o cabeleireiro... enfim, virou escrava do "sim". Será que sabemos equilibrar o "sim" e o "não" em nossas vidas? Ou só sabemos dizer "não" para tudo o que aparece, sendo chatos, ou dizendo "sim", e assim sendo imprudentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não caiamos na armadilha do mundo moderno de fazer ou priorizar mil coisas ao mesmo tempo. Façamos uma, duas, a quantidade que seja, mas congruentes com nossa capacidade de levarmos esses desafios ao extremo, sem deixá-los pela metade. O que é melhor: uma ou duas obras bem acabadas, ou dez pela metade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, uma vez você ter "comprado a briga" das tarefas a serem feitas, vá até o final. Deixe o tempo necessário para cumprir bem cada uma delas, marque numa agendinha, combine bem. Mas não faça falsas promessas: os resultados podem ser desastrosos. Diga às pessoas interessadas sobre até quanto você pode levar as tarefas, e se for o caso abra mão de uma não tão importante para o momento. Certo amigo falou-me uma vez de que queria fazer Direito e Filosofia ao mesmo tempo. Até começou, mas não conseguiu levar os cursos e tomava zero atrás de zero. Assim, ele decidiu fazer primeiro Direito, e depois Filosofia, e como os resultados mudaram. Vieram notas altas sucessivas em ambos os cursos, mas cada um no momento certo, sem misturas. Meu amigo percebeu que cada qual tinha seu momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem alguma prioridade no momento? Não invente: cuide dela, e não a misture com outras falsas prioridades. Cada coisa em seu determinado tempo. E aí sim, seremos surpreendidos, pois teremos 25, 26, 30, 50 horas em apenas 24, pois conseguiremos tirar de cada tarefa o seu máximo, e não partezinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prioridades com "P" maiúsculo já. E um belo fora para as pseudo-prioridades com "p" minúsculo, tão capazes de nos afogar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 23/03/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-3606402232185130087?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/3606402232185130087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=3606402232185130087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3606402232185130087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3606402232185130087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/03/cronica-ano-iii-n-121-25-horas.html' title='Crônica - Ano III - Nº 121 - &quot;25 horas&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-5062660005010678693</id><published>2010-03-16T20:37:00.000-03:00</published><updated>2010-03-16T20:37:02.693-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 120 - "Na simplicidade da vida"</title><content type='html'>Nesta próxima sexta, 19 de Março, é dia de São José. Vários amigos que conheço e pais de amigos estarão celebrando nesta sexta o seu onomástico (dia do santo). E nada melhor do que aproveitar a deixa desse meu santo padroeiro (sim, considero São José meu "braço-direito") para escrever uma crônica aplaudindo a simplicidade de vida, na qual São José é PhD!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplicidade é uma virtude que possui várias variantes: transparência, desprendimento, sinceridade, paz. No caso, quando falamos "simplicidade de vida", rapidamente nos lembramos daquelas pessoas que não precisam de "fru-frus" para viverem suas vidas: sabem os limites exatos entre o insuficiente e o excessivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao vermos como viveu José, podemos encontrar um exemplo fantástico desse equilíbrio. Sim, pobreza, mas não a pobreza miserável. A Sagrada Família, apesar da carestia de pompas e luxos, soube "se virar" para ter o essencial. José foi um homem como muitos homens de nossas épocas: acordava quando o galo cantava, tinha seu ganha-pão (era carpinteiro), estava com seus amigos e famílias em cada momento devido, sem faltar o senso de humor. Fico muito sensibilizado ao passar pelas ruas de São Paulo na hora do rush, quando os bravos trabalhadores encaram sua ida ou volta pra casa: não faltam piadas, leituras, ouvir uma música (ainda que em volume alto) ou mesmo desabafar. São José com certeza tinha essa mesma estirpe dos nossos trabalhadores: não iria se negar a tomar um Terminal Jardim Ângela lotado e espremido com a galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha atual experiência em sala de aula (motivo pelo qual apareço com menor frequência no orkut e afins - perdão, amigos!), pude perceber muitas pessoas que puxaram essa simplicidade de José. Desde alguns professores, que não perdem o sorriso ao entrarem em salas conturbadas ou então se predispõem a todo  momento para atenderem os alunos; passando pelos outros funcionários da escola, que são "pau pra toda obra" e não têm medo de encarar os "leõezinhos" nos intervalos; até chegar nos alunos, onde do mais quieto ao mais bagunceiro vemos uma história de vida sofrida na grande maioria dos casos... mas lá está a garotada, com seus gostos (duvidosos, em vários casos) e brincadeiras, falando aquele "oi, professor" ou "falô, fessô", com a maior naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a semana e os próximos dias nos convidam a pensarmos sobre essa simplicidade. Deixar a frescura de lado e saber virar-se com o que tem e onde está, sem bancar a pessoa mimada, caprichosa. Ou ainda: sem querer fazer poses, isto é, ser uma pessoa que não fica maquiando os erros pra achar que está tudo bem. Ao contrário: ter ciência deles e lutar por consertá-los pouco a pouco. Hoje muitos homens e mulheres preferem uma "vida teatral", onde se esquecem de lidar com a vida real ou com quem se é de fato. E isso faz falta, ao lidar com as batalhas do cotidiano: é fundamental atuar com o que se tem e onde se está. Ficar sonhando ou criando uma "situação ideal" só vai levar ao conto da passista: deslumbrante em sua fantasia, imaginava que era uma princesa e que poderia tudo... até que chegou o fim do Carnaval e a batalha do dia-a-dia a destronou, tacando-lhe desânimo e falta de coragem pra encarar as batalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio então é sermos pessoas onde "não há tempo ruim". A vida sorri muito mais para aqueles que sabem dançar com ela, mesmo que ela seja uma péssima dançarina, ou sejamos maus dançarinos. Bailemos, então, com esse nosso dia-a-dia, tal como São José o fez, sem perder o rebolado. Que tal experimentar dizer aquele "bom dia" ou "boa tarde" ao motorista ou ao cobrador, ou ainda contar uma piada bacana ao colega de trabalho, ou dar um beijo ou abraço com algo a mais nas pessoas queridas, entre outras sugestões? Taí a receita de achar o novo no velho, a novidade na rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenhamos, então, dias melhores e com mais energia, sendo pessoas sem lero-leros e nhem-nhem-nhéns. E assim, venha o que vier, bom ou ruim, transformaremos em coisa boa, tal como José fazia em sua carpintaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e parabéns a todos os bravos "Josés" de nosso Brasil e mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 16/03/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-5062660005010678693?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/5062660005010678693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=5062660005010678693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5062660005010678693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5062660005010678693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/03/cronica-ano-iii-n-120-na-simplicidade.html' title='Crônica - Ano III - Nº 120 - &quot;Na simplicidade da vida&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-5493669157951733659</id><published>2010-03-09T21:02:00.002-03:00</published><updated>2010-03-09T21:02:56.020-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 119 - "Oração"</title><content type='html'>&lt;b&gt;Nos últimos dias, algumas conversas com amigos tiveram como final um pedido bacana da parte deles: "reze por mim". Pois bem, quero aproveitar esse "gancho" para falar nessa crônica sobre um dos mais antigos costumes do ser humano, que é a oração. Aliás, um bom tema para refletir nestes dias de Quaresma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou contar uma prática minha, que aprendi e que vivo há quase dez anos: parar alguns momentos do dia para desligar os motores e me dirigir ao Criador. Esta prática com certeza não é só minha: muitas pessoas acordam cedinho e a primeira coisa que fazem é dirigir uma oração a Deus, agradecendo mais um dia e pedindo forças. Em certo livro, vi uma vez como uma das pessoas mais puras que já passou pela face da Terra, Madre Teresa de Calcutá, iniciava seu dia de caridade ao extremo: às cinco da manhã, em ponto, ficava uma hora em colóquio com Deus, pedindo forças para não desanimar em mais um dia que iria começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, somos bem diferentes da Madre Teresa. Estamos no meio da multidão, correndo atrás de nossos sonhos, batalhando em nosso trabalho. E nossa oração não será no mesmo estilo que ela fazia: como encaixar alguns minutos de nosso dia para fazermos nossa reunião com o Pai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra pessoa querida comentou: "minha fé é pouca". Fazer uma oração independe do nível de fé (como medi-la?). Basta querer elevar a Deus algumas palavras que facilmente poderiam ser dirigidas aos nossos amigos, conversar com Ele. De que temas? Vários podem compor seu repertório: falar sobre Ele mesmo, sobre você e seus problemas, seus sonhos, seus amigos, parentes, amores, estudos, planos para o dia... quanta coisa! Em uma história real, certo militante comunista prometeu, em agradecimento pelos préstimos que um bispo no Vietnã havia lhe concedido enquanto esteve preso, rezar na igreja matriz. passados alguns meses, esse bispo recebe uma carta do comunista, com este lhe dizendo: "olha, estou cumprindo a promessa. Aos Domingos, eu me dirijo à igreja que foi destruída pela guerra e peço assim: 'veja, não sei rezar: sou comunista, não sou sequer cristão. Então, peço por tudo que o bispo lhe pedir'". Certamente essa oração foi mais ouvida do que muitos sermões de duas horas colocados por aí, pois foi do fundo do coração, remetida para Deus. Nós, nesse instante, com certeza temos algo ou alguém por quem pedir, por quem rezar. Quantas pessoas não encontramos no dia anterior, e quantas não encontraremos? Quantos negócios, quantas causas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje muitos perderam a prática de, nas 24 horas do dia, pelo menos dirigirem um minuto a Deus e deixar nas mãos Dele os acontecimentos do dia. Várias pessoas preferiram entrar na meditação "yoga", deixando a cabeça vazia de tudo, querendo paz. Meditar é benéfico, mas quando se medita em direção ao Onipotente, é possível sentir que temos alguém lá em cima que quer compartilhar de nossa caminhada e vai nos ajudar. E tem mais: só lá em cima iremos saber das pessoas que rezaram por nós, dedicaram um minutinho com Deus pedindo por nós. Talvez nesse instante, há uma pessoa pedindo por você, leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tempo de oração sincero, bem rezado e recolhido vale muito mais que várias sessões com analistas, que no final irão indicar um remédio tarja-preta, se você tiver problemas crônicos. Muitas respostas que nós procuramos podem estar escondidinhas numa parada rápida para rezar. Se você ainda não tem esses minutos pra bater um papo com Deus, está convidado a reservá-los em algum lugar de escolha: na igreja mais próxima, no ônibus, antes de comer... opções não faltam. E se vierem nos pensamentos "puxa, não tenho fé" ou "não sei rezar" quando você tentar fazer oração, fique tranquilo (a): você, como diz um querido homem muito santo, já começou a fazer oração sem saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse certo militar, o mundo está complicado por ter mais batalhas sangrentas que orações. Logo, que tal pegar essas mazelas diárias e compartilhá-las com Deus? Ele com certeza terá o maior prazer de dar seu "Toque" em nossa jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 09/03/2010. W.E.M.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-5493669157951733659?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/5493669157951733659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=5493669157951733659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5493669157951733659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/5493669157951733659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/03/cronica-ano-iii-n-119-oracao.html' title='Crônica - Ano III - Nº 119 - &quot;Oração&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-436930977402053086</id><published>2010-02-28T03:05:00.000-03:00</published><updated>2010-02-28T03:05:03.252-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 118 - "Pleonasmo: mãe é vida"</title><content type='html'>Aproximando-se de 08/03, Dia Internacional da Mulher, geralmente escrevo sobre a mulher: comportamento, visão dos homens para com elas, etc. Neste ano, a missão se tornou mais interessante, pois no espaço entre as crônicas há o aniversário de minha mãe (27/02).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, quero falar sobre um aspecto, característica e missão que torna a mulher um ser tão peculiar: ser mãe, gerar uma vida e zelar por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo filme sul-africano mostrava um bandido que acabou seqüestrando por engano um bebê. O bandido, durão, fez o possível para cuidar dele. Até que ele encontrou uma ama-de-leite que passou a amamentar a criança, lavá-la, cuidar e trocar a roupa dela, com o carinho de uma mãe. Em certo momento, não querendo dar tanto trabalho à moça, ele roubou leite em pó e mamadeiras para cuidar da criança, tentando assim bancar a "mãe". E a ama-de-leite foi taxativa: "você pode ter quantas latas de leite quiser, mas não conseguirá exercer o papel de mãe", isto é, oferecer o alimento das próprias entranhas para o filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí um excelente ponto que geraria milhares de mesas-redondas pelo mundo neste 08/03: a mulher e seu papel de mãe. Vários podem contar suas experiências com suas mães, ou mesmo como mãe: esforços e carinhos para com os filhos, educação, atenção, doação. Uma amiga minha falou recentemente do sofrimento que foi ter de deixar o filho com a avó por um espaço de tempo para terminar a faculdade em outra cidade: era como se estivesse deixando na cidade natal um pedaço da própria carne. E quanta doação nossas mães não tiveram para conosco? Mães casadas ou solteiras, correndo atrás do leite das crianças e virando verdadeiras feras para defender sua cria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pleonasmo "mãe é vida" deveria ganhar mais páginas do cotidiano. Isso porque é assombroso como surgem campanhas para arrancar das mulheres a capacidade única de gerar uma vida. Recentemente, fiquei estarrecido com algumas pessoas de convivência próxima (mulheres entre elas, inclusive) elaborando uma "marcha pró-aborto". Ou ainda: muitas mulheres trocando uma criança por um cachorro, uma cobra ou um demônio da Tasmânia, pois "gasta menos", "dá menos trabalho". Interessante é notar como os "pró-aborto" defendem os bichinhos antes do ser humano. Matem os fetos, mas salvem as baleias e árvores. O Dia Internacional da Mulher precisa  trazer como reflexão o quanto milhares de mulheres compraram o discurso hipócrita colocado acima e hoje lançam mão de um falso feminismo, que acha que a mulher deveria parar com esse negócio de "parir" e dar atenção à crianças "remelentas". A queda da taxa de natalidade pelo mundo afora é uma conseqüência desse novo "feminismo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse novo feminismo diz que as mulheres decidem pela vida do nascituro: se ela for estuprada, o menino que vai nascer seria uma atentado contra seu direito de decisão. Mas já paramos pra pensar que a vaidade de muitas mulheres funcionaram como incitação a atos indecentes? Quantas optaram por modelitos seminus, músicas e danças lascivas, ou namoricos por mero prazer, portas de acesso para uma "gravidez indesejada"? É o nascituro pagando o pato pela insensatez de muitas mulheres que alimentaram seu ego, e agora querem dar cabo do direito de ser mãe e gerar e conservar uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já imaginaram se nossas mães (a tua mãe) te fizesse de bode expiatório: em nome da "independência" ou "direito de decidir", matar-lhe em uma clínica dessas? Ou ainda: que combinasse com o marido a justa substituição de você por um gato persa? Nada contra os animais, mas é difícil ver como os mascotes passaram a ser objetos de desejos de uma família, ao invés de uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um grito de guerra que as mulheres poderiam soltar no 08/03: "Mulher=Mãe=Vida". E assim dar um basta aos fanfarrões que esqueceram que tem mãe e querem minar da mulher essa capacidade, em prol de interesses nefastos. Assim, todos nós (os de hoje e os de amanhã) poderemos comemorar o niver de nossas mães, tal como eu fiz neste 27/02.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 28/02/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-436930977402053086?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/436930977402053086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=436930977402053086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/436930977402053086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/436930977402053086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/02/cronica-ano-iii-n-118-pleonasmo-mae-e.html' title='Crônica - Ano III - Nº 118 - &quot;Pleonasmo: mãe é vida&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-4655793125873114593</id><published>2010-02-21T03:30:00.001-03:00</published><updated>2010-02-21T03:30:19.144-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 117 - "Dinheiro e Ambição"</title><content type='html'>Na última Quarta-feira de Cinzas, começou a Campanha da Fraternidade 2010: "Economia e vida", que fala do papel do dinheiro em nossa sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraste com esse tema, na escola onde leciono certa professora manifestou de maneira escancarada sua ambição monetária. "Eu rapidinho largaria a escola pública para ganhar mais numa escola particular, e você deveria fazer o mesmo". Eis a "incentivadora" frase de minha colega de profissão, que pelo visto coloca os cifrões na frente dos desafios como professor da rede estadual. Talvez por ela não devesse mais haver professores na rede. Deixarei o tema do trabalho como professor para uma próxima crônica: nesta, quero focar a questão da ambição, da influência do dinheiro em nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom delimitar a diferença entre a ambição boa e a má. A ambição boa pelo dinheiro conversa diretamente com a virtude da justiça: é ingenuidade não ganhar o justo para a subsistência própria e da família. Semanas atrás vi uma reportagem de um economista que vive sem dinheiro, de maneira errante: "pra quê dinheiro? Não preciso de dinheiro! Eu consigo!". Só que esse economista não tinha família, filhos e vida social, e nem é preciso dizer de como seu estilo de vida passa longe de uma pessoa normal. O dinheiro é meio fundamental para garantir um padrão digno de vida, sendo que ele sequer é algo recente: já na Antiguidade vemos falar de moedas, dracmas, asseres e outras unidades monetárias. Fechar os olhos para sua necessidade e esperá-lo cair do céu é, no final das contas, uma tolice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o dinheiro é meio, e não fim. É aí onde entra a ambição má. Graças a ideologias e planos econômicos diversos que passaram a dar protagonismo ao dinheiro, esse último passou a ser um verdadeiro "cartão de visitas". Vai casar ou namorar com fulano? Veja quanto ganha ou quanto dinheiro ele tem. Vou trabalhar até esgotar ou se necessário passando a perna no colega de trabalho, para conseguir mais dinheiro no final do mês ou um cargo melhor remunerado. Da mesma forma, o protagonismo do dinheiro aparece na ostentação: muitos perdem a cabeça se circulam com um celular com mais de três meses de uso ou com um tênis mais simples, ou um carro nacional menos sofisticado. Certa vez, uma amiga minha me falou de um colega seu de serviço que tinha como objetivo de vida ganhar muito dinheiro e mostrar que é poderoso. Pra mim, tá mais para um futuro doido varrido ou um excelente cliente de carpideiras de cemitério pagas com seu próprio dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórias absurdas de ambições desmedidas poderiam ser colocadas a seguir (você mesmo deve conhecer uma). Todas dão uma mostra de como tantos e tantas olham primeiro os valores monetários antes dos valores pessoais. Será que virei também um escravozinho barato do dinheiro? Sou um eterno insatisfeito, que precisa ganhar mais e mais para satisfazer seus caprichos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola da vez é o custo de vida. Dá pra fazer muito com um salário um pouco inferior bem utilizado e planejado, e pouco com um estrondoso salário mal aplicado. Como? Não cedendo à tentação da "última moda", de querer ter tudo do que está sendo lançado ou é "fashion", por exemplo. Ou ainda: não esbanjando nas bebedeiras ou luxos da vida, e sendo uma pessoa parcimoniosa nas refeições, nos passeios, no consumo em geral, gastando o que se deve. O grande perigo está na ostentação que o dinheiro traz consigo, sob a forma de dinheiro vivo ou bens. Não vale a pena ficar juntando quinquilharias ou entrando em dívidas só pelo desejo de ostentar. Como diz o lema da CF, "não se pode servir a Deus e ao dinheiro". O dinheiro, na verdade, quando bem utilizado é colaborador das ações mais divinas, pois colabora com a justiça, a eqüidade, a família e muitos outros tesouros e valores legítimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tem mais aquele que precisa de menos", diz uma expressão que conheço. Usemos o dinheiro para servir uma sociedade mais justa, e que dessa forma precisemos menos dele para construir a noção de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 21/02/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-4655793125873114593?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/4655793125873114593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=4655793125873114593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4655793125873114593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4655793125873114593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/02/cronica-ano-iii-n-117-dinheiro-e.html' title='Crônica - Ano III - Nº 117 - &quot;Dinheiro e Ambição&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-312132091689419487</id><published>2010-02-09T03:39:00.002-02:00</published><updated>2010-02-09T03:39:45.185-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 116 - "Quem tem medo de aniversário?"</title><content type='html'>&lt;b&gt;E vem terminando o ano do jubileu de prata! Hora de planejar os próximos 25 anos, e caminhar rumo ao jubileu de ouro. 26 anos, numa segunda-feira de Carnaval (depois de onze anos aniversario numa segunda-feira - bom que ela é de carnaval, hehe!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aniversário traz diferentes emoções ao ser humano: alegria seria a principal resposta, mas o que tem de gente que odeia, despreza ou fica triste no próprio aniversário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algumas semanas, ao comentar da proximidade do aniversário de uma amiga, essa comentou da repulsa que sente para com o próprio aniversário. Detesta comemorações e presentes, insistiu em afirmar que era só mais um dia comum. Ela não foi a primeira: outros amigos meus fazem questão de esconder a data do aniversário, para simplesmente "passar batido". Outras pessoas escondem não o aniversário, mas a idade. Ano passado, ao cumprimentar uma pessoa por seu aniversário, essa quase me pede os pêsames ao invés dos parabéns. A desculpa? É a idade, necessidade de comprar cosméticos pra disfarçar, ter que pintar o cabelo e coisa e tal... Medo de envelhecer, medo aliás da própria palavra "envelhecer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda a capa de certa revista científica já conhecida por seu exagerado - e desconfiável - sensacionalismo fala dos planos para o surgimento do "homem imortal". Isso mesmo: um ser humano imperecível a doenças e à idade. Quase não pude controlar o riso ao ver a revista, na banca. Riso para não chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A data em que se coloca mais um ano de vida em nossa conta não pode ser sufocada pelo amor-próprio. Muitos dos que criam caso com a data de aniversário ou com a idade na verdade estão sendo muito mais orgulhosos que muitas pessoas que curtem o dia de aniversário ou o recebem bem.  A verdadeira humildade do aniversário está em "deixar-se querer". Se você foi lá e prestigiou seu amigo no aniversário dele, se deixou um scrap carinhoso, deu um pequeno presente para mostrar seu carinho, chegou sua vez. Hora de você deixar seus amigos mostrarem para contigo o mesmo carinho que você teve para com o aniversário dele. Mostrar antipatia para com o próprio aniversário ou para com o fato de ser lembrado é atentar contra essa caridade que tanto dá sentido a que o dia do aniversário seja diferenciado dos outros 364 dias do ano. Esse tipo de atitude (não deixar-se querer) revela um orgulho escondido, mais dramático do que novela mexicana. Em certo filme (não lembro o nome), havia a história de uma moça que se escondeu em sua casa no dia do aniversário. Não arredou pé, não atendeu campainha nem telefone. Já de noite, na hora de deitar, teve um acesso de choro: "ninguém se lembrou de mim!". Ridículo orgulho, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aniversário, portanto, é um dia onde a caridade recebe um "up" de nossa parte, mas principalmente dos outros, nossos amigos. Esse dia nos mostra com maior força que os outros que não estamos sozinhos, que tem gente que curte a gente aos montes e que não nos esquece. Recebemos um "up" de bom humor, de simpatia, de beijos e abraços. Nossas forças redobram, o trabalho fica mais agradável, assim como o dia: até um ônibus atrasado ou uma chuva de final de tarde vira motivo de riso. É um tipo de força da qual o homem não pode nem deve abrir mão, e que dá uma quebrada fundamental no ritmo louco de nossas vidas. Queiram ou não, o homem necessita robustecer o estado de espírito para restabelecer sua força psíquica e mesmo física, e são dias como o dia de aniversário onde essa força vem em doses cavalares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aniversariantes (cada um tem seu "dies natalis"): deixem-te querer. Chutem o medo ou o desprezo pra lá, e saiam pro abraço, sem cair na ladainha de que quanto maior o número maiores os motivos para esconder a idade. Digam-na, sem pestanejar: 26, 33, 49, 80. A idade não é a representação de um estado de espírito: quem tem a alma jovem se diverte ao ver um novo número chegar, e diz para si: "que venham os próximos!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse é um tema para ser tratado na crônica dos 27 anos, hehe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 09 a 15/02/2010. W.E.M.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-312132091689419487?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/312132091689419487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=312132091689419487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/312132091689419487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/312132091689419487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/02/cronica-ano-iii-n-116-quem-tem-medo-de.html' title='Crônica - Ano III - Nº 116 - &quot;Quem tem medo de aniversário?&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-1461405283662599757</id><published>2010-02-01T15:53:00.000-02:00</published><updated>2010-02-01T15:53:17.510-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 115 - "Ousadia"</title><content type='html'>É lamentável que, no perfil pessoal do Orkut, no campo"o que me atrai" não exista a possibilidade de escolher a palavra ousadia. Uma virtude para a qual eu tiro o chapéu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada foi lançado o IPad, uma espécie de prancheta virtual, com os maiores avanços que se possa imaginar na tecnologia. Outro time foi lá e contratou um jogador de renome. O que essas situações têm em comum? A ousadia, que nada mais é do que agir sem medo de arriscar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conversa com um amigo meu essa semana, saiu o tema das pirâmides do Egito e das vigas gigantescas que cortam as serras da Via Anchieta. Obras monstruosas, inconcebíveis: ficamos imaginando como deve ter sido a reação dos leigos no assunto ao ver a planta de construção ou o projeto inicial dessas obras: uma risada estridente ou uma incredulidade. Mas as obras saíram, estão de pé, colossais, e tudo graças à ousadia dos responsáveis pela construção: eles foram lá, arregaçaram as mangas, suaram a camisa, trabalharam e puseram gente para trabalhar e foram construindo... até chegar no resultado final. Foram ousados, isto é, foram além do que estava na planta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a ousadia não é uma virtude somente aplicável na construção civil. Li certa vez que os principais times da Europa tem dívidas trilionárias, por arriscar o patrimônio em prol dos títulos do time. Nesta semana, muitos vestibulandos vão pular de alegria por ver seu nome na lista de aprovados da FUVEST: arriscaram os estudos na profissão escolhida, jogaram as fichas em seu futuro. Outra pessoa jogou suas fichas num num namoro ou casamento, num emprego novo, num investimento imobiliário. Arriscaram, eis a ousadia. As pessoas ousadas não ficam à mercê de limites como distâncias, dificuldades financeiras, doenças ou estados de espírito. Arriscam, põe a cara pra bater. Sabem das dificuldades, mas ao invés de baixar a cabeça e ficarem quietos, olham selvagemente nos olhos da dificuldade e a encaram, tal qual dois boxeadores frente a frente. Conta com os riscos, mas age ciente de que o retorno vai ser muito maior, tal qual os times europeus o fizeram, no caso narrado mais acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil pensar num mundo que não tivesse sido construído por gente ousada. Olhando em volta, muitos dos inventos (inclusive esse computador) saiu de planos de homens ousados. Os arranha-céus, o sonho de voar ou atingir o pico mais alto... superação de limites. Tenho em casa uma prova viva de ousadia: meu pai e minha mãe. Por ousadia pura, foi lá meu pai e paquerou minha mãe, em 1981. Por ousadia pura, foram lá, noivaram e se casaram. Já pensou se não tivesse ousadia nessa receita? O humilde digitador dessa crônica (e essa crônica e as outras) sequer existiria. Olhe bem para seu dia e você verá que ele foi construído  por milhares de atos de ousadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a ousadia verdadeira vem de mãos dadas com a prudência: ir à luta sem conhecer o terreno adversário é loucura, não ousadia. Também é claro que muita "gente ousada" foi responsável pela criação de artefatos daninhos para a humanidade, bem como modos de agir e pensar totalmente inconsequentes e indefensáveis. O próprio diabo é ousado: não tem medo de lançar armadilhas para o ser humano tropeçar. Entretanto, o homem de boa ousadia é experiente: mapeia os riscos, detecta e extirpa os males que podem porvir do ato de ousadia, e age. Como num jogo de truco, onde se um pede truco, outro pede três, outro seis, outro nove. Ousar é agir, mas nunca agir para promover um malefício ou de maneira insensata, sem pensar. Respectivamente isso não seria ousadia, mas sim crime e imprudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem sonhos? Tem um desejo no fundo do coração? É um empreendimento que vai dar retorno? Vai lá, aja! Ouse. Não espere a banda passar, ou que um "pilantra" (na verdade um esperto, se pensarmos bem) te passe a perna e ponha a obra em ação antes de você. E se no projeto houver dificuldades, repita o título de certa comunidade que conheci essa semana: "é difícil, mas eu quero". Um título pra lá de ousado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 01/02/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-1461405283662599757?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/1461405283662599757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=1461405283662599757' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1461405283662599757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1461405283662599757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/02/cronica-ano-iii-n-115-ousadia.html' title='Crônica - Ano III - Nº 115 - &quot;Ousadia&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-1823997839385714957</id><published>2010-01-25T04:23:00.002-02:00</published><updated>2010-01-25T04:23:59.674-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 114 - "O paulistano"</title><content type='html'>Esta crônica é feita em homenagem à metrópole pela qual sou apaixonado, tarado, onde sempre quero viver, e que completa "só" 456 anos: Sampa! Difícil é escolher uma temática para falar este ano sobre Sampa. O amor e ódio que ela desperta? O seu tamanho quase"infinito"? Os seus recantos escondidos e sei-lá-quantos outros temas compatíveis com a cidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi então falar sobre justamente os que construíram a grandeza que a cidade ostenta, e que continuam assim fazendo, dia após dia: os paulistanos (eu sou um deles, hehe)! Recentemente, no MSN, conversei com amigas que falavam sobre o jeito do paulistano. Soltaram várias: soberbo, presunçoso, fechado, apressado, estressado, que acha que o que está fora de Sampa é interior, e por aí vai. Quero, então, levantar um pouco do que é o paulistano como "direito de resposta". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paulistano é apressado, mas devido aos compromissos. Eles não faltam na agenda de um paulistano. Desconfie se ouvir um deles dizer que está sem nada pra fazer, ou no tédio: seja por causa do trabalho, seja por um lazer ou uma pequena tarefa, o paulistano está em ação. Pode ser que ele tenha outros quatro compromissos ao mesmo tempo que o que está tendo contigo agora, mas tenha a certeza de que ele vai valorizá-lo da mesma forma que os outros (não é comum o paulistano recusar um compromisso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa diz respeito ao comportamento do paulistano: ele não é um ser fechado, antipático, que anda de cara amarrada e não diz "por favor" e "obrigado". Pelo contrário: é uma pessoa aberta, culta, repleto de informações e assuntos agradáveis e úteis. Sorri e sabe tirar uma onda com a contrariedade: hoje mesmo, voltando para casa, estava num ponto de ônibus onde as pessoas reclamavam do atraso de uma hora do dito cujo. Mas sem arrancar os cabelos: um brincando que a comida esfriou, outra no celular contando um fato engraçado no serviço para a amiga, outros dois falando dos jogos do Paulistão 2010... E dentro do ônibus, sorrisos e brincadeiras para motorista e cobrador. Certa revista fez uma enquete falando sobre a boa educação e solidariedade do paulistano: 8 em cada 10 emprestaram o celular a uma pessoa desconhecida de uma equipe de reportagem e 9 em cada 10 pararam para atender um pedido de informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os paulistanos saem pra balada, jogam conversa fora, batem uma bola, fazem esportes e vivem a cidade. Cada dia tem na ponta da língua um point ou atração nova, mas sem perder de vista o ganha-pão de cada dia: o paulistano é muito sério no quesito trabalho, é peão mesmo. E essa seriedade acaba transparecendo para seu semblante e comportamento, daí a impressão de antipatia e altivez. Não é por aí: seriedade é muito diferente de antipatia e estresse. O paulistano é muito sério, daí o fato de não iniciar uma conversa com um estranho sem pensar no porquê dela. Mas, passado o primeiro contato, só alegria: o bate-papo transcorre de maneira descontraída, e você será convidado para o happy-hour de sexta, com certeza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim: paulistano de verdade não menospreza as pessoas de outros locais do Brasil e do mundo. O paulistano sabe que a grandeza da cidade foi erguida por mãos paulistanas, inglesas, portuguesas, italianas, bolivianas, coreanas, nordestinas, do interior de São Paulo, cariocas, mineiras, gaúchas... Hoje, temos mais de dez milhões de paulistanos, cada um com uma origem: Pernambuco, Ceará, Curitiba, São José do Rio Preto, Assunción, Roma, Tóquio... Um paulistano legítimo sabe que seu sangue passa por diversas culturas: não há no país um povo tão cosmopolita como o paulistano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o paulistano. Por trás da sisudez, uma pessoa de braços abertos para tudo e todos. Se você detectou um pouquinho dessas características em si, bem-vindo, pois você mostrou que é do time dos paulistanos: um time que aceita e é composto por "jogadores" de todas as partes do planeta. Fica o convite para descobrir esse paulistano legítimo dentro de você, ou nesse que está ao seu lado. Bora descobri-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 25/01/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-1823997839385714957?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/1823997839385714957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=1823997839385714957' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1823997839385714957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1823997839385714957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/01/cronica-ano-iii-n-114-o-paulistano.html' title='Crônica - Ano III - Nº 114 - &quot;O paulistano&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-7973357490342518320</id><published>2010-01-18T02:48:00.002-02:00</published><updated>2010-01-18T02:48:59.899-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 113 - "O Haiti daqui"</title><content type='html'>A semana começou com um acontecimento que deixou o Brasil e o mundo abalados: o terremoto no paupérrimo Haiti deixou mais de cem mil mortos e milhões de feridos. O país ficou aos pedaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, todos nós ficamos abalados, como se um pouco da gente estivesse embaixo dos escombros, num misto de impotência e vontade de ajudar, e um agradecimento do fundo do coração aos céus por não estar passando por uma situação tão dramática. Muitos irão pensar duas vezes antes de reclamar da vida ou dos caprichos, ao trazer à mente a cena do caos instalado naquele país. No meio disso tudo, uma indagação: o que posso fazer pelo Haiti? Como vencer a impotência e tristeza com a situação do mundo? Como posso fazer a diferença, tal qual algumas pessoas que foram vítimas da tragédia? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para responder à questão, coloquemos os pés-no-chão. Também no início do ano, vimos em nosso próprio quintal os desastres de Angra e São Luís. Anualmente, na Retrospectiva, não faltam desastres no Brasil e no mundo que nos trazem sentimentos semelhantes aos aflorados nessa semana. Temos roupa suja para lavar em nosso quintal: nessa semana, lendo o jornal, vi que uma famosa cantora, ao comentar sobre o acontecido no Haiti, polemizou via Twitter: "é importante não esquecer do Haiti que temos aqui em nossa terra natal". Concordo com ela em gênero, número e grau. Muitos, numa atitude de "solidariedade", irão somente olhar para os problemas a serem sanados naquele país, e simplesmente esquecer dos que devem ser sanados aqui. Irão chorar com os desabamentos de lá, e ficar indiferentes com as mutretas e desastres daqui. Temos um imenso Haiti para ser resolvido em nossa pátria, e resolvendo o daqui teremos mais propriedade para ajudar de forma mais consistente o legítimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra atitude fundamental é não cair na "solidariedade de temporada", de pessoas que só param para olhar o próximo ao se deparar com a notícia de uma tragédia no jornal, e vão correndo assinar um cheque donativo de sei-lá-quantos reais para ficar de bem consigo mesma. Logo depois, esses mesmos indivíduos voltarão para o conforto de suas trapaças, do ódio familiar, da traição à esposa ou esposo, da frieza. Do que irão adiantar milhões de reais doados, quando não se cultiva à volta um ambiente de fraternidade, de esperança, de solidariedade com os mais próximos? A legítima solidariedade não aparece somente em temporadas de desastres ou de Criança Esperança: ela aparece logo ao nascer do sol, quando damos um bom dia para a primeira pessoa com que nos deparamos. Do contrário, se somos daqueles que mandam donativos para longe e bananas e xingamentos para os que estão mais próximos, estaremos assinando não um atestado de solidariedade, mas de egoísmo e hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que fazem a diferença nessa terra de cá sabem das atitudes mencionadas acima. Olham para os problemas do Longistão, mas priorizam os que estão a seu alcance. Não caem em filantropia de esquina, antes se doam com gestos e ações ao primeiro que veem pela frente. E tem mais: além de trabalhar em silêncio, sem esperar medalhinhas, estão cientes de que a diferença é feita diariamente. É uma lição que tomamos para nós: podemos fazer um mundo muito melhor no ambiente em que vivemos. Cada um fazendo a parte que lhe foi incumbida: sendo um bom estudante, profissional, filho/pai/mãe/irmão. Sendo um amigo de primeira, um namorado (a) fiel, enfim... fazendo a diferença onde estivermos. Se o mundo chora a desigualdade em todos os âmbitos, é justamente pelo fato de ainda existirem pessoas que querem fazer a diferença... para pior. Já parou pra pensar o que seria o mundo se cada um fizesse com maestria a sua parte de bem incumbida? Misérias como as vistas no Haiti seriam riscadas do mapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a brasa de nosso coração não se apague quando as notícias do Haiti sumirem dos jornais. O Haiti, aliás, os "haitis" estão também ao nosso redor, cobrando que nós façamos a diferença durante os 365 dias do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 18/01/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-7973357490342518320?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/7973357490342518320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=7973357490342518320' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/7973357490342518320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/7973357490342518320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/01/cronica-ano-iii-n-113-o-haiti-daqui.html' title='Crônica - Ano III - Nº 113 - &quot;O Haiti daqui&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-4854853772611081448</id><published>2010-01-12T01:53:00.000-02:00</published><updated>2010-01-12T01:53:04.725-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 112 - "Pés-no-chão"</title><content type='html'>O ano veio com tudo. Ainda ajustando a casa, fazendo aquela faxina, fechando o trabalho para o ano de 2010 (professor, claro!)... Janeiro é um mês bacana pra isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos sonhos, mas ao mesmo tempo... com pés-no-chão. Fundamental para que os sonhos saiam do papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma anedota que trago à mente para ilustrar a situação é a do homem apaixonado, que dia e noite sonhava com sua amada. Certo dia ele resolveu tomar coragem, e começou a escrever cartinhas para sua amada. Escreveu uma, duas, quatro, dez, cinquenta... Poucas ou nenhuma resposta. Assim, ele se levantou de sua escrivaninha e resolveu ir procurar sua amada pessoalmente. Assim que chegou ao endereço dela, o rapaz não a encontrou. Resolveu, então, procurar a vizinha e perguntar de seu paradeiro: "ela se casou. Casou com o carteiro que todo dia aparecia para lhe entregar umas cartinhas". Pobre rapaz... ficou nos sonhos e quem venceu na prática foi o humilde carteiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A historinha acima mostra bem o cuidado que temos de ter com os nossos sonhos, para que não virem devaneios. Sonhar é muito bom, alimenta nosso futuro e nosso dia, nos instiga para nossos desafios! Porém quando só ficamos nos sonhos, e não colocamos mãos à obra, podemos ter o destino do rapazinho da anedota acima: ser vencido pelos "carteiros" da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Topar com a realidade nos permite em diversas oportunidades livrarmo-nos de quebrar a cara. Ter pés-no-chão é digno do homem prudente: ele vê onde estão os buracos para não cair, onde estão seus pontos fracos, quais os próximos passos a serem tomados. Ele vai pra cima, alimenta seus sonhos, mas não de maneira imprudente, sem  planejar. No último final de ano, corri a São Silvestre pela terceira vez seguida: mais uma vez, os quenianos dominaram a prova. Vi uma entrevista com um deles onde o mesmo dizia: "sonho com o pódio, mas só na hora da corrida é que vamos ver". Ele ficou entre os cinco melhores. Sonhou, mas literalmente "correu atrás", não ficou devaneando com o pódio, deixando-o virar uma utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito legal ver vários amigos meus, terminados os estudos na geografia, correrem atrás de seus sonhos e materializá-los (ou pelo menos, estarem correndo para tal). Alguns passaram em concursos, outros entraram para um trabalho em uma empresa bacana, outros estão lançando seus currículos, outros caminham para a pós-graduação... No final do ano passado, pude testemunhar as lágrimas de uma amiga minha ao receber seu certificado de conclusão. Ela me disse: "esse é o resultado de anos de luta, um sonho realizado". Pôr um sonho em prática significa sua construção tijolo a tijolo. Os empresários não fazem grandes negócios na "mão beijada": tem reuniões, ficam dependurados no celular; tampouco um engenheiro fica babando na frente da planta do prédio almejado: ele vai lá, põe o capacete e trabalha. Assim deve ser conosco: temos sonhos? Ótimo, mãos à obra! Com o que temos e somos, mas mãos à obra, o que mostra o nosso espírito de pés-no-chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia aqui falar de vários sonhos meus e de pessoas com que tive oportunidade de conversar. Aplaudo todos, desde que acompanhados dos devidos meios para serem reais, seja de forma mais lenta e gradual, seja por uma grande força de vontade que arrase quarteirões, ciente dos obstáculos e revezes que podem pintar, para ambos os casos. Você, leitor ou leitora: sei que tem um grande sonho, um alvo a ser atingido. Vá em frente, atropele os obstáculos, conquiste esse seu grande desejo. Saia daqui a pouco da frente do micro (ou fique na frente dele, se isso fizer parte do script) meticulando a próxima cartada para a conquista. Lembrando sempre: com pés-no-chão. Sonhar sem ter pés-no-chão é inviabilizar a concretização dos maiores desejos. Olhe ao redor, veja os obstáculos e a realidade e pule por cima (de maneira lícita, claro - passar a perna no vizinho não vale).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, deixaremos o carteiro da história a ver navios, mudando seu final: os sonhadores - com pés-no-chão - é que levarão a melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 12/01/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-4854853772611081448?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/4854853772611081448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=4854853772611081448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4854853772611081448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4854853772611081448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/01/cronica-ano-iii-n-112-pes-no-chao.html' title='Crônica - Ano III - Nº 112 - &quot;Pés-no-chão&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-8841293419957885534</id><published>2010-01-05T03:16:00.002-02:00</published><updated>2010-01-05T03:16:36.568-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 111 - "Efeito 2012"</title><content type='html'>Começa o ano de 2010 cheio de novos planos, esperanças, sonhos... e eu resolvo escrever sobre 2012. Explicarei nas linhas dessa crônica os porquês de fazer esse salto no tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É graças ao fenômeno que está tomando a mente de um grande contingente de pessoas: o ano de 2012. É filme, previsões, expectativas negativas para o ano citado. Abro o Orkut, e vejo uma frase "só mais dois anos", escrita por um amigo. Outro dia, em uma reunião de amigos, vem à mesa o tema 2012: astros conspirando para levar 1/3 da população, eixo da Terra se deslocando para o zero, eclipses, cataclismas e o escambau. Quer tirar a prova? Experimente digitar 2012 no Google: veremos menções ao fim dos tempos e essas coisas. De fato, um ano "agourento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante é ver a quantidade de pessoas que estão sob o "efeito 2012". Me surpreendeu ver o debate com olhares sérios das pessoas que estavam comigo à mesa. A grande quantidade de sites relacionados ao tema é assombrosa. E então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como católico, creio que um dia vá chegar o final dos tempos e uma nova terra (basta ler o Apocalipse). Nem é necessário tocar no tema religião: estudos astronômicos mostram que o universo continua em expansão e que chegará um momento, daqui a centenas de bilhões de anos, que a massa contida nele irá se desagregar ou então haverá um efeito inverso ao observado no Big Bang (retração). Acontece que não se sabe nem dia e hora que isso poderia acontecer: amanhã, daqui a três meses, daqui a 30 trilhões de anos, sei lá. Previsões? Não faltaram na história da humanidade previsões sobre o fim do mundo. Utilizaram de tudo: coincidência de números, meses, eventos naturais, entre outros. Já houve casos de seitas e grupos que previram diversos "fins do mundo", e nada (quem não lembra do Nostradamus e as profecias da virada do século XX para o XXI?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não podemos aceitar é a compra dos discursos de fim de mundo charlatães (quantos!) pela humanidade. Aceitar esses discursos também mostra o quanto a humanidade a cada ano que passa está mais pessimista e resignada com seu futuro. Ao invés de fazer sua parte para reverter as imundícies que assolam o mundo, muitos dão asas à profecias, ou então discutem com "seriedade" as teorias de fim de mundo. Este tipo de atitude é como jogar para baixo do tapete o dia de hoje, pensando num amanhã improvável. Insano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, ouvi uma anedota inesquecível: um homem perambulou pelas ruas de uma grande cidade e questionando os transeuntes: o que você faria se o mundo acabasse daqui a dez minutos? As respostas foram variadas: um iria correndo se esbaldar no prostíbulo mais próximo; outra, iria roubar o primeiro banco; aquele, iria dar sem escrúpulos o tiro na sogra tão sonhado, entre outras respostas sérias e estapafúrdias. Até que este homem chegou a um campo de futebol, e foi perguntar para um garoto que ali fazia umas embaixadinhas. A resposta foi surpreendente: "eu continuaria jogando bola". E o homem perguntou: "Mas e as coisas que você sempre sonhou? Você não iria correndo atrás delas nesse último instante?". O rapaz retrucou: "Se isso acontecesse mesmo, tô preparado pro que der e vier. Se não realizei esses sonhos em 12 anos, não o faria em 10 minutos. Então, continuo jogando bola!". A história acima mostra qual deveria ser o espírito da humanidade perante esses assuntos: não esquentar a cabeça, e sim pensar no presente. Quantas coisas não estamos nesse instante envolvidos (um trabalho, uma atividade esportiva, o vestibular, os dias de férias...)? Ao invés de criar caso com 2012, por que não nos preocupamos com o hoje? Viva esse minuto, esse dia com grandes ações, corra atrás do que está sonhando. E dessa forma prepare 2012, para que ele seja um ano muito melhor que 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim: se vier algum 2012-maníaco te encher o saco, diga pra ele: "Pode vir 2012, 2054, 20 e lá vai fumaça, que será um ano bem vivido! E o que tiver de ser, será, e estarei preparado(a), que é o que importa!". Feliz 2012 antecipado a todos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 04/01/2010. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-8841293419957885534?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/8841293419957885534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=8841293419957885534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8841293419957885534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8841293419957885534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2010/01/cronica-ano-iii-n-111-efeito-2012.html' title='Crônica - Ano III - Nº 111 - &quot;Efeito 2012&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-1126869342572304951</id><published>2009-12-30T02:53:00.000-02:00</published><updated>2009-12-30T02:53:21.786-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 110 - "2010: esperança e redescoberta"</title><content type='html'>&lt;b&gt;Conforme prometido na crônica anterior, a seguir temos uma segunda crônica versando novamente sobre a esperança. Obviamente, aproveitando o embalo do início de um novo ano. 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança de um ano melhor também deve ser traduzida como redescoberta. É normal nos últimos dias do ano fazermos resoluções do ano que se encerra, fazer prognósticos, ver onde errou, onde acertou. Traçar novos planos, novos rumos, corrigir o rumo de nosso barco. Todas aquelas promessas de "ano que vem eu faço, ano que vem me formo, ano que vem me caso" batem à porta, cobrando: "o ano que vem é agora. E agora?". Tudo isso é "redescoberta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A redescoberta acontece, na verdade, todos os dias: quando ao deitarmos, por exemplo, fazemos um exame do que devemos acertar para o dia seguinte. A vida humana, se pararmos pra pensar, tem sentido nesse redescobrir-se diário: fazemos propósitos de emenda, de melhorias, de novos projetos. E a virada para um novo ano permite uma redescoberta, um exame do ano que passou como um todo: se o nosso saldo foi positivo ou negativo, se mudei naquilo que queria mudar, se melhorei o visual, o trabalho, enfim... o que cumprimos ou não cumprimos em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso dialoga diretamente com a esperança: se formulamos esses propósitos de recomeço, é graças à essa esperança. Um homem sem esperança joga a toalha, não tem sonhos. Prefere ficar como a galinha na capoeira, quando poderia decolar como a águia, ou então banca o "reclamão": nunca está satisfeito com nada, e ainda gosta de jogar areia na plantação vizinha, pois não se contenta com a esperança e sonhos alheios. Tenham certeza de que muitos que não querem saber de ano novo na verdade são frustrados que não se conformam com o êxito alheio, ou adotam esse discurso para não se comprometerem com a busca de grandes ideais e conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora 2009 (vou falar do meu caso, fiquem à vontade para pensar no seu). O "slogan" que adotei para 2009 era "2009 = 2008² de alegrias para todos nós". Foi um ano com vitórias (me formei, viagens, novos amigos, curti mais minha universidade...), mas também com derrotas e revezes (finanças, saúde na família, coração, o time, e outros). Poderia, sem sombra de dúvida, ter sido melhor o ano de 2009, um ano "sangrento" (literalmente, para as coisas saírem, tive de dar sangue mais que em qualquer ano anterior). Mas essa lembrança é sufocada pela esperança em 2010. Uma nova carreira (professor), novos estudos, oportunidades renovadas em todos os âmbitos físicos e sentimentais. Outras pessoas cruzarão meu caminho, outras janelas vão se abrir, as férias: redescoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa virada de ano é a grande chance de redescoberta, de aproveitar os acertos e erros do ano que passou e jogar novas fichas já a partir de 01/01. Podemos ter a certeza de que 2010 não será em nada parecido com 2009, nem como os anos anteriores: pode estar reservada uma virada em 180º em nossas vidas. Atire a primeira pedra quem não tem já uma grande meta para este ano que começa, ou não quer redescobrir-se em algum assunto ou aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus caros: esperança, redescoberta, bons fluidos para o ano de 2010 que começa, pois o contrário não vai ajudar em nada.  Trace metas, conquiste aquilo ou aquele(a) que tanto deseja, viaje, aposte, fique firme, comece, e recomece se cair. Puxemos a orelha dos que usam a virada para ficar lambendo feridas por puro despeito ao invés de pôr um belo de um "band-aid" nelas e ir pra frente. É hora de crer que 2010 será melhor mesmo que, quando chegar a virada para 2011, não tenha sido assim na prática. Entre as angústias das previsões sombrias para o novo ano e a luz e expectativa por dias melhores, eu fico com essa última: afinal eu quero me redescobrir a cada dia, e assim dia-a-dia, tal qual o pedreiro levanta a casa tijolo a tijolo, construir um ano melhor. Quem quer construir comigo, "levante a mão" e fique à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FELIZ 2010! E que seja, para todos nós, um ano de redescoberta... para melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 31/12/2009. W.E.M.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-1126869342572304951?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/1126869342572304951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=1126869342572304951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1126869342572304951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1126869342572304951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/12/cronica-ano-iii-n-110-2010-esperanca-e.html' title='Crônica - Ano III - Nº 110 - &quot;2010: esperança e redescoberta&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-4386716464764487013</id><published>2009-12-24T04:21:00.002-02:00</published><updated>2009-12-24T04:21:20.621-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 109 - "O Natal e a Esperança"</title><content type='html'>Para o final de ano, faço uma seqüência de duas crônicas para falar de um tema comentado em crônicas passadas, mas que sempre merece voltar a ser destacado: essa Esperança natalina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada 25 de Dezembro é momento de dar parabéns a Jesus Menino. Pelas ruas luzes, estrelas eenfeites parecem que só ressaltam a presença do Papai Noel ou das promoções de Natal, mas quem olhar a fundo vai ver que elas possuem outro significado: o nascimento de Cristo nos traz uma nova chama de esperança. O que estava escuro, tal qual a queda num buraco sem fundo, ganha luz e nos dá uma chama de oportunidades, a chama do recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo amigo meu, durante um bate-papo esta semana, contou de sua antipatia pelo Natal. "É uma data de gente falsa, que durante o ano fez um monte de cachorradas e agora querem pagar de boazinhas". Essa opinião não é só de meu amigo. Não são raras as pessoas que irão esconder-se do clima natalino e que não entenderão o porquê dessa gente estourar champanhe ou fazer uma ceia pra depois voltar "tudo ao normal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para refutar essa posição, basta lembrar que o Natal só ganha sentido acompanhado de mãos dadas com a esperança. Primeiramente, a esperança divina, claro: quem tem fé sabe de cor e salteado que cada Natal é uma oportunidade de reavivar a esperança no Criador e na Eternidade. Viver de fato o Natal é saber que, graças ao Menino que observamos deitadinho no Presépio, abriram-se as portas do Céu e a nossa vida e agir ganharam o devido sentido, esse sentido religioso que tantas pessoas em certos momentos da vida jogam pra baixo do tapete ou mesmo renegam, mas que em outros momentos da vida (principalmente os mais difíceis) correm atrás dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda esperança é a esperança humana, tão necessária para o recomeço de todos os dias. Não teremos 100% de êxito em nossas empreitadas: cada dia chega com problemas pra resolver, desafios, vitórias e derrotas, apostas. E justamente o combustível necessário para irmos em frente é a esperança de dias e horas melhores. Se a esperança de fato morresse, contrariando o velho adágio, o mundo pararia: trabalho e escola não teriam mais sentido. A dona de casa não iria mais levantar cedo pra chamar os filhos pra escola, não haveriam campeonatos de futebol, as pessoas não sairiam de casa. A humanidade se extinguiria, pois pra que por mais alguém no mundo? Esperança por novas conquistas e amanhãs dariam lugar a um pessimismo grotesco, um vazio de sonhos, nada. Imaginem um fundo todo branco, vazio: é isso que seria a humanidade. Um montoado de "nada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E justamente o "falso" Natal é que trará a chance de esquecer os tropeços passados e ir, juntamente com os mais queridos, queimar os dias e momentos ruins na fogueira da caridade e da esperança, utilizando as cinzas dessa queima para a adubação de um recomeço. O Natal bate à porta nos deixando a mensagem de um novo recomeço, e nos próximos anos acontecerá a mesma coisa. O Natal mostra a realidade do homem: um sujeito que, em sua essência, começa e recomeça todos os dias, e que necessita da esperança pra esse ciclo do recomeço. Recomeço que pode estar em pequenas atitudes: perdoar uma antiga rixa, aprender a compartilhar com a família ou o próximo, sorrir (quantos têm verdadeira dificuldade em sorrir!), propósitos novos de mudança (pra melhor) de vida. Tudo isso em obediência não ao "eu", mas ao Menino Jesus que, deitado na manjedoura, nos diz: "Tá vendo essas luzes ao redor? São por meu nascimento, mas também para te lembrar da necessidade de seu nascimento diário, quantas vezes for preciso: luta que você chega lá!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, tanto aos amantes como aos céticos do Natal fica o convite da esperança. O mundo não foi feito para pessoas que jogam a toalha, mas para os que brigam, apanham, mas ficam de pé até o último round. E essa energia do Natal e força do Criador-Menino é quem nos robustece para o round que começa, que vai até o Natal do ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NATAL: ESPERANÇAS RENOVADAS PARA TODOS NÓS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 25/12/2009. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-4386716464764487013?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/4386716464764487013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=4386716464764487013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4386716464764487013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/4386716464764487013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/12/cronica-ano-iii-n-109-o-natal-e.html' title='Crônica - Ano III - Nº 109 - &quot;O Natal e a Esperança&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-1863177456937205885</id><published>2009-12-18T02:23:00.001-02:00</published><updated>2009-12-18T02:23:53.598-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 108 - "Crônica de uma etapa concluída"</title><content type='html'>&lt;b&gt;Crônica-homenagem especial apresentada no dia da apresentação do TGI, em 17/12/2009.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que essas palavras, entre as quase cem páginas deste trabalho, foram as mais difíceis de serem feitas. Pensei e pensei em casa, na faculdade, no ônibus, pelas ruas: como agradecer tanta gente que passou pelo caminho? Como agradecer a Deus (sim, sou católico, creio em Deus e Nossa Senhora) por mais uma etapa concluída em 25 anos de vida? Fiquei com um sério receio de esquecer alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, depois de muito “quebrar a cabeça”, resolvi escrever uma crônica especial (sou cronista, tenho blog e tudo) em homenagem a todos esses que estiveram comigo nesta jornada que se encerra com a apresentação deste estudo. Na verdade, não é uma jornada que se encerra, mas sim um “pedágio”: não adianta, TGI é como um pedágio que temos de enfrentar quando nos dirigimos por estrada às terras paradisíacas, à nossa chácara no interior ou em direção à praia. Passando o pedágio do TGI, só alegria: novos planos, novas metas, um novo horizonte se abre, tal qual quando, ao passarmos pelo pedágio da Rodovia dos Imigrantes ou Anchieta, nos deparamos com a visão maravilhosa da Baixada Santista do alto da Serra do Mar, nos esperando. Mas o legal disso tudo é que não fiz essa viagem sozinho. E estou certo que as viagens futuras, como esta que se inicia com a apresentação do TGI, não farei sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa viagem começou em 2004 (2003, se considerarmos o vestibular). E desde aquele 4 de Fevereiro de 2004, quando fiz minha matrícula, veria o desafio que estava colocado para o curso de Geografia: conhecer mais gente, fazer novas amizades. Universidade de conhecimento, sim senhor: mas o termo universidade também vai se referir à universidade de pessoas, temperamentos, jeitos, costumes, formas de ver e pensar o mundo congruentes ou não com as minhas. Dar as costas a essa universidade de pessoas (o que foi e é opção de algumas pessoas espalhadas pelos cursos deste campus), sinceramente, tornaria esse final/início de etapa bastante amargo. Diria mais, insuportável, e não somente insuportável a apresentação de um trabalho final, mas sim todos os outros dias anteriores vividos na universidade do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieram as aulas, trabalhos de campo, seminários, eventos dentro e fora da USP. Noites sem dormir e bem dormidas, festas, bate-papos na rampa ou no pátio, bandejões... muita, mas muita coisa. Cada ano, cada mês, cada dia com sua específica história. E sempre acompanhado. Seja por meu pai, minha mãe e meu irmão (desculpas a todos, estes não poderia deixar de citar: seria um crime hediondo), mesmo que à distância, através de um pensamento, um desejo de boa sorte numa prova ou uma ligação no celular. Ou pelos amigos, presentes de maior maneira ou não, cada um com suas circunstâncias. Nunca sozinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem diz o provérbio, “um amigo ajudado por outro amigo é como uma cidade amuralhada”. Assim, hoje posso dizer que sou uma cidade amuralhada, e digo isso sem um pingo de receio. Outro dia alguém me perguntou: “Wanderlei, de onde você tira forças para cada dia?”. Respondo, então: ao lembrar-me primeiro de Deus, que jamais cansará de apostar nesse reles mortal que aqui vos escreve. Ao lembrar-me dos meus pais e meu irmão minha família, que silenciosamente e em gestos grandes ou pequenos, apostam em mim, onde estiverem. E ao lembrar-me dos rostos de meus amigos: quando lembro que os irei encontrar, pronto! Vêm fáceis, fáceis as forças. Não, não citarei nomes, pois também seria um crime esquecer de algum nome e faria mea culpa até o final dos tempos. Encontrá-los onde seja me faz sentir um privilegiado, e para mim eles valem muito, mas muito mais que o diploma que terei de geógrafo (valeu, USP: também te agradeço, pois você foi a pista por onde essa estrada passou). Incluo nessa lista de amigos não só os amigos de USP (alunos, funcionários, professores), mas os amigos do bairro e da cidade (Pedreira, Pinheiros, Itaim, Vila Mariana, Bela Vista, Pacaembu, Sumaré, entre muitos outros mais), os que estão no interior do Brasil e do Mundo andando por sua estrada, os que já se foram. Ah, os amigos... Será que não me esqueci de alguém? Espero que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim começo esse trabalho e termino esta etapa: realizado, infinitamente mais do que, como diz meu pai, se estivesse numa multinacional ganhando 4 mil reais. Isso pra mim é palha, pois percebi, nessa estrada, que tenho pessoas ao meu lado que valem fortunas incomensuráveis. Deus e minha Mãe. Meu pai. Minha mãe. Meu irmão. E todos esses meus amigos. Jóias preciosas. Este trabalho é de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 17/12/2009. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-1863177456937205885?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/1863177456937205885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=1863177456937205885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1863177456937205885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1863177456937205885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/12/cronica-ano-iii-n-108-cronica-de-uma.html' title='Crônica - Ano III - Nº 108 - &quot;Crônica de uma etapa concluída&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-679909073950694678</id><published>2009-12-10T00:12:00.003-02:00</published><updated>2009-12-10T00:13:07.828-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 107 - "Fio da navalha"</title><content type='html'>&lt;b&gt;Tô numa correria tão grande com o meu trabalho final de graduação (cuja apresentação será dia 17, e estão todos convidados, ok?), que o tema para mais uma crônica até que apareceu de forma mais, digamos, "simples". Tô literalmente no "fio da navalha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa que está no "fio da navalha", segundo os melhores dicionários informais, vive um momento decisivo, difícil de ser atravessado. A expressão tem origem nas batalhas de antigamente, onde o pessoal ia pra guerra com uma espada na mão, e muitas vezes ficaram frente a frente com a espada inimiga prestes a lhe traspassar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já disse isso em outras crônicas, mesmo talvez na anterior, ainda que não de maneira direta: nessa nossa vida, estamos no ringue, lutando round a round a cada dia. Ficando sei-lá quantas vezes exposto ao fio da navalha, bem afiada, aguentando desaforos, pegando chuvas (que o diga essa semana...), enfim, tendo uma rotina nada fácil. Daí surgem duas escolhas: ou ir com navalha em punho enfrentar o desafio, ou deixar-se cortar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, ouvi de um amigo a seguinte expressão: "olha, pra gente conseguir ser feliz nessa vida, é necessário abrir mão". Pensei, pensei, e cheguei à conclusão de que ele está certo. Já pensou se vivêssemos em um mundo onde não desse pra ceder um só milímetro? Os relacionamentos iriam para o fundo do poço, os trabalhos seriam torturas chinesas (chefe inflexível é f...), nunca mais chegaríamos atrasados a um ponto de ônibus, pois saberíamos que o motorista não iria parar para nós, e por aí vai. Da mesma forma, aqueles que correm atrás do sucesso em qualquer campo precisa, muitas vezes, deixar um determinado objetivo em prol de outro, arriscar, tomar uma decisão pra defender aquele seu sonho. Há cerca de um ano uma amiga minha se mandou com mala e cuia para outro país. Ela disse: "deixo sonhos aqui porque justamente eles seriam lastro para outros que batem à minha porta agora". Não adianta: vai passar ano após ano e você, eu, qualquer um precisará estar frente a frente com o fio da navalha. Teremos de duelar contra nossa vontade, contra nossa preguiça, contra os malditos finais de semestre de faculdade ou balanços de final de ano das empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse duelo nunca deverá ser à toa: são precisos objetivos magnos por trás desse fio da navalha. Não vamos pro ringue pra apanhar, e pronto: vamos pra bater. Esse tipo de pensamento vale exatamente pra nossa luta cotidiana: não estamos no "fio da navalha" simplesmente por um seco masoquismo. Por objetivos grandiosos, novas etapas que batem à porta, é que vamos pra labuta. Não tê-los tornaria essa labuta insuportável, inútil, podre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, estamos caminhando para o meio (!) de Dezembro. Já, já é Natal, e muitíssimos de nós ainda terão que ficar no "fio da navalha" ainda este ano. Cabe a nós olharmos de frente pra essa navalha, com "sangue nos zóio", sabendo que tem algo grande esperando depois que vencermos o desafio. Vamos acordar neste mês de Dezembro (tradicionalmente um mês onde acaba a gasolina de muitos de nós, que rezam para o outro ano começar logo) com o máximo de "sangue nos zóio". Pra começarmos um novo ano e encerrarmos este bem, só indo pra cima até o dia 31/12. Ir pra cima não é bancar o ativista, que quer fazer várias coisas ao mesmo tempo e esquece dos valores mais simples, pelo contrário: o que vai pra cima até 31/12 simplesmente não cederá ao perigo do desânimo ou do cagaço na hora de ficar no fio da navalha. Trabalhará, vai ter alegrias e tristezas, mas em todas as ocasiões não tirará o sorriso do rosto. Um recente comercial de cerveja enaltece bem isso, ao afirmar o brasileiro como um sujeito que não treme diante de um desafio incomensurável e bate no peito ao lembrar de sua luta diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, quando você sentir-se batendo de frente com o fio da navalha, não fuja. Vai de encontro a ele, mesmo que você se corte. O mundo precisa de gente que não tem medo de cara feia e dos desafios, que a vida nos traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venha o TGI!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 10/12/2009. W.E.M.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-679909073950694678?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/679909073950694678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=679909073950694678' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/679909073950694678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/679909073950694678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/12/cronica-ano-iii-n-107-fio-da-navalha.html' title='Crônica - Ano III - Nº 107 - &quot;Fio da navalha&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-3697467396839151504</id><published>2009-11-30T18:32:00.002-02:00</published><updated>2009-11-30T18:32:49.180-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 106 - "Última volta: saber ganhar"</title><content type='html'>Em 2008, a crônica 17 tinha o título "saber perder". Na crônica desta semana chegou a hora de falar justamente do contrário, que seria o "saber ganhar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me inspirei para falar desse tema graças a uma palestra que assisti na última sexta-feira. Nela, ouvi sobre a importância do sino nas provas de fundo do atletismo: quando o árbitro toca o sino, é indicada a última volta aos corredores. É chegada a hora de todo o fôlego guardado ser posto pra fora, na busca de mais um segundo, uma passada a mais, que pode ser decisiva. E esse exemplo encaixa-se perfeitamente em minha vida e a de muitas outras, já que o ano está chegando ao final e o sino do último mês será tocado! Fôlego pra fechar o ano bem!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí onde entra a questão do saber ganhar. Muita gente confunde humildade com conformismo: ah, não vale a pena correr atrás! Vamos ver "no que é que dá". "Ah, eu tentei". "O importante é competir". Enfim, chavões clássicos daqueles que tem capacidade de tirar 10, mas por uma falsa humildade, tiram 5. Definitivamente, isso não é humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Teresa (minha "ídola"), dizia há séculos que "a humildade é a verdade". E não estava errada. O humilde não menospreza, mas sabe de sua capacidade: se é possível tirar 10, ganhar sempre, vai lutar para ganhar. Mesmo Cristo repreendeu na famosa parábola dos talentos aquele que preferiu esconder o talento, ao invés de fazê-lo render tal qual seus companheiros o fizeram. O humilde terá paciência, comerá grama, ficará calado e engolirá muito sapo e gozações, mas jamais vai ficar parado ao ouvir a badalada da última volta. Tudo isso porque ele estará cônscio de que pode, que dá pra chegar lá! Não escondeu a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfie, pois, ao ouvir um discurso de "percamos e nos conformamos". As lições da derrota devem ser aprendidas, mas justamente para que elas revertam mais adiante em vitória. Engolir uma derrota já esperando por outra a seguir, ao invés de aproveitá-la para lições importantes para as vitórias surgirem não é uma postura de hombridade, mas sim de covardia. E os covardes, como vimos, nem mesmo Deus vai com a cara. Ele espera de nós (assim como aqueles que nos cercam) não vitórias atrás de vitórias, mas sim luta: perdeu, levanta e aproveita o tombo para que a vitória se construa. É como aprender a andar de bicicleta: só aprendemos tomando muitos tombos, e esses só ganham sentido por justamente eles nos levarem, mais adiante, a não cair mais, já que ganhamos com eles equilíbrio e perspicácia. Sozinhos eles não são nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conquistas dessa vida (e a da futura) dependem de "saber ganhar". Uma pessoa, instituição, clube de futebol entre outros exemplos arrastam outras e servem de exemplo somente quando não se deixam ficar "atrás da moita". Os grandes líderes e instituições só ficaram marcados na História por ralar muito e conquistar, aproveitando as derrotas visando à frente a vitória. Esse tipo de pensamento, quando não sufoca nossos valores, fé e pessoas é muito válido e super-benéfico para todos: atrai pessoas querendo ajudar, fortalece nossa força de vontade, nos torna mais fortes na hora da dor ou derrota... enfim, nos torna homens de garra, cria instituições de garra, que crescerão e atrairão forças de outras partes do planeta, graças à sua força. Imaginem só esses homens unidos (uns 50 deles): poderiam erradicar muita podridão de nosso mundo, justamente por não abaixarem a cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria esse o problema: estarmos num mundo formado cada vez mais por conformistas, que poderiam agir como uma Ferrari mas agem na verdade como um Fusquinha, que se conformam com a 17ª posição ao invés de irem pro pau e lutarem pelo topo do pódio, ou que dão pra trás ao ouvirem o sino da última volta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, toca o sino da última volta do calendário de 2009, e muitas outras badaladas virão em nossas vidas. A nós caberá não parar ao ouvi-las, mas sim correr com a última gota de sangue até a linha de chegada, como alguém que com certeza sabe ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uberlândia (MG), 01/12/2009. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-3697467396839151504?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/3697467396839151504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=3697467396839151504' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3697467396839151504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3697467396839151504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/11/cronica-ano-iii-n-106-ultima-volta.html' title='Crônica - Ano III - Nº 106 - &quot;Última volta: saber ganhar&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-8020451103625194334</id><published>2009-11-24T03:18:00.002-02:00</published><updated>2009-11-24T03:18:36.795-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 105 - "Vaidade"</title><content type='html'>Há algumas semanas vimos o caso de uma aluna sendo humilhada em uma universidade particular, devido ao vestido que usava na ocasião. Sem dúvida, a atitude dos alunos da universidade em dirigir palavras obscenas à colega não foi nada elegante, e da mesma forma a aluna acabou "colhendo o que plantou": num certo programa, uma moça foi convidada a sair pelas ruas de São Paulo com um vestido semelhante ao da aluna. Com uma câmera escondida, as reações por parte dos homens foram as mais, digamos, "picantes" possíveis. As mulheres que conheço já sabem que ultimamente não é preciso muito pra chamar a atenção do sexo oposto: basta uma peça mais sensual e pronto. Enfim, é um tema que daria "pano pra manga" pra diversas rodas de conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quero focar aqui em uma das entrevistas concedidas por essa aluna. Na entrevista, via-se ela se deliciando com sua própria imagem nas capas de jornais e revistas que forravam a mesa. Em uma de suas primeiras falas, já soltou: "adoro chamar a atenção, sou muito vaidosa". Não demorou muito a aparecerem convites para entrevistas, programas humorísticos, revistas masculinas, cortes de cabelo. Venceu a sua vaidade, e aquela que antes era reconhecida por ser vítima da ira de seus colegas hoje virou "sex appeal", fazendo com que os outros deixassem de lembrar do caso. Seria essa a intenção dela? Vai saber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos, a vaidade! Ela constitui-se como o desejo de atrair a atenção de outras pessoas, o que pode tanto ir para o bem como para o mal, uma "faca de dois gumes". Isso porque o ser humano necessita da vaidade para as suas relações humanas. A mulher, para chamar a atenção do amado, não poupam artefatos para ficarem mais bonitas, com uma maquiagem no tom certo, uma roupa mais elegante, um detalhe no cabelo... Da mesma forma o homem para com a mulher, com um perfume mais agradável, um cabelo penteado. No trabalho, a vaidade também aparece: um terno ou gravata alinhada, uma mesa arrumada, o relatório no capricho. Enfim, seria possível listar aqui uma série de trejeitos (excelentes, por sinal) que o ser humano usa para chamar a atenção daqueles que vai encontrar, ou seja, usar da vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema está quando essa vaidade retroalimenta o perigoso egoísmo. Aí ela será a má vaidade, pois vira presunção, soberba. Enquanto a boa vaidade é feita para os outros, a má vaidade volta-se para si próprio. Não é incomum toparmos com aquele sujeito que arrota suas virtudes, sua nota na prova, seu carro novo, sua beleza física ou seu iate, com o simples intuito de que os outros olhem pra ele e lhe prestem "reverência". A boa vaidade torna as proezas de nossas vidas como meio de nos aproximarmos dos outros, enquanto a má vaidade leva a pessoa a se afastar dos outros, já que com ela se busca o pedestal, onde só caberá a si própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena sermos vaidosos, mas quando usamos da vaidade não para sermos considerados a "última bolacha do pacote", mas sim mais uma bolacha do pacote. O espelho, símbolo clássico da vaidade, pode ou mostrar uma pessoa se arrumando para ficar mais bonita para os outros ou para si própria. E não raras vezes vemos essas pessoas que usam de uma vaidade altruísta chamarem mais a atenção e obterem maiores frutos: li certa vez sobre uma moça que, nos estudos para o vestibular, estava super bem. Tirava 10 em todos os simulados, porém nunca fazia alarde disso, só quando lhe perguntavam. Entretanto, um amigo dela estava em situação contrária: desanimado para estudar, não passava de 40% de acertos nos exercícios. A menina, ciente de que era craque nos estudos mas querendo ajudar, se aproximou do amigo e disse: "olha, se quiser, podemos estudar juntos. Posso te ajudar com o que aprendi até agora. Vamos?". Nem é preciso dizer que o rapaz topou, pois sabia que ela era "crânio" e melhorou seu desempenho nos simulados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, fica a oportunidade de examinarmos nossa vaidade. Ah, e tirem suas conclusões se a vaidade da aluna da entrevista é ou não "do bem". Eu já tirei a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 24/11/2009. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-8020451103625194334?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/8020451103625194334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=8020451103625194334' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8020451103625194334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/8020451103625194334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/11/cronica-ano-iii-n-105-vaidade.html' title='Crônica - Ano III - Nº 105 - &quot;Vaidade&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-7550307113915220780</id><published>2009-11-16T23:21:00.003-02:00</published><updated>2009-11-16T23:36:16.978-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 104 - "Em casa 2: Personalidade"</title><content type='html'>Na crônica da última semana, falei sobre a sensação de se "sentir em casa", quando se tem Deus presente em nossa vida. Hoje, quero voltar ao tema do sentir-se "em casa", mas com outro enfoque: pessoas que fazem as outras se sentir "em casa", com gestos e comportamentos fraternos, mais doces que o mais puro mel deste mundo. Essas pessoas possuem personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz muito tempo, um amigo compareceu a uma das festas uspianas, só que não tinha lugar para passar a noite, depois da festa (sabe lá Deus que horas seria esse "depois", heheheh...). De repente, aparece outro amigo nosso em comum, que fica sabendo do aperto desse meu amigo. Sem pestanejar, ele diz: "Cara, pode pousar em minha casa. Já tem um colchão preparado". Ele sequer conhecia meu amigo, mas o ajudou, sem qualquer mostra de birra: o fez de coração, com personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei vários significados para personalidade. Um deles: "É o conjunto de características psicológicas que determinam a individualidade pessoal e social de alguém". Ou seja, uma pessoa possui personalidade quando tem uma característica individual consolidada, que chama a atenção, muitas vezes sem sequer recorrer a muitas palavras pra isso. A pessoa de personalidade não é adepta do "maria-vai-com-as-outras", possui uma opinião formada de diversos assuntos após uma ponderação razoável, e tem uma postura que é única aonde quer que ela vá ou esteja. Quer um exemplo corriqueiro? Apelemos novamente à máxima do futebol: um camisa 10 aguerrido, que não se esconde do jogo, que vai pra cima, dribla e faz muitos gols geralmente é chamado pelos cronistas de "jogador de personalidade", pois dá a cara pra bater e joga sem medo de cara feia, com naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que tem a ver uma pessoa de personalidade com o tema "sentir-se em casa"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente as pessoas de personalidade sabem como ninguém fazer as outras se sentirem "em casa". São elas que não tem receios de fazer novas amizades, puxar um papo, contar uma piada ou chorar junto na hora da dor. Elas não se escondem, não se perdem no meio da massa: ao contrário, contagiam a massa. No trabalho de campo que fizemos a Ouro Preto, uma amiga minha falou de um amigo em comum que rapidamente fez amizade com moradores da cidade: "pôxa, esse cara é muito social! Onde ele vai, ele conquista a galera". Pois bem, esse meu amigo traduz bem o que é ser uma pessoa de personalidade: é o que é, e justamente por isso atrai os que estão ao redor, pois estes últimos, ao conversar com ela, se sentirão "em casa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena uma rápida indagação pessoal: deixo os outros "em casa", quando estou por perto? Tenho personalidade onde quer que eu vá, ou sou daquelas pessoas que preferem ser mais um número, ficando atrás da moita? Detalhe: isso é diferente de timidez. O tímido, por sua caracterologia, possui dificuldades de relações sociais, mas luta como pode. Já a pessoa que se exime de personalidade é aquela que se esconde de propósito, inclusive muitas vezes por uma falsa humildade: "não vou falar isso pois aí o pessoal vai falar mal de mim". Ela sempre fica em cima do muro, pensando primeiro no que os outros irão achar pra depois pensar no resto. Dá pra se sentir em casa na companhia desse tipo de pessoa? Difícil, pois como ter certeza de que ela está sendo contigo o que ela é de verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes movimentos, mudanças e invenções só deram certo graças àqueles que deram a cara pra bater, que tiveram personalidade e que faziam os outros estarem como que na própria casa, sem uma posição egoísta mas sim, parafraseando uma música do Chico Buarque, "com açúcar e com afeto", por grandeza de alma. Portanto, será que não faltam mais almas grandes, de personalidade, e justamente por isso vemos movimentos de resultados tão pífios, como vira e mexe vemos por aqui na USP, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, pessoas de personalidade, que agitam, e não agitadores "umbiguísticos". Desses, a sociedade está "por aqui" (mão no cocoruto da cabeça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 17/11/2009. W.E.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-7550307113915220780?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/7550307113915220780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=7550307113915220780' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/7550307113915220780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/7550307113915220780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/11/cronica-ano-iii-n-104-em-casa-2.html' title='Crônica - Ano III - Nº 104 - &quot;Em casa 2: Personalidade&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-3352161759595161101</id><published>2009-11-10T22:05:00.002-02:00</published><updated>2009-11-10T22:05:52.798-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 103 - "Em casa"</title><content type='html'>Geralmente, quando estamos em um ambiente no qual estamos habituados, falamos que "estamos em casa". Ou ainda, quando visitamos alguém querido, várias vezes ouvimos um "sinta-se em casa", para ficarmos à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, nesta crônica procurarei correlacionar esta expressão com minha viagem a Ouro Preto e Tiradentes, cidades históricas mineiras, que fiz na última semana, por minha faculdade. E que viagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o grupo que empreendeu o trabalho de campo percebeu, tanto em Ouro Preto como em Tiradentes, que havia um clima de fé no ar. Igrejas belíssimas do período Barroco, imagens sacras, paços para procissões, cruzes nas portas, entra outras manifestações. Eu tive a oportunidade de assistir uma Missa em Ouro Preto no Sábado à noite, e vi a gente da cidade chegando cedo para a Missa. Os mais jovens tiraram o boné, os mais velhos olhavam com uma piedade para o altar com uma invejável piedade. Mesmo os não-católicos que foram ao trabalho de campo ficaram encantados com as obras-primas presentes ali, e entraram numa atmosfera que se não era de fé, era de profundo respeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, em um livro, li uma história que trago comigo até hoje: certo rapaz, por motivos de trabalho, foi para os EUA. Porém este rapaz possuía parcas noções de inglês, e se virava pela linguagem universal dos gestos. Chegando o Domingo, este pensou: "puxa, onde posso assistir Missa?". Ele, então, percorreu a cidade, e logo achou uma igreja. Antes de entrar, pensou novamente: "puxa, mas e a língua? A Missa deve estar em inglês, e agora?". Mas ele se lembrava dos ritos da Missa, e assim entrou. Apesar da língua, como ele conhecia os ritos, facilmente ele fez a "tradução simultânea", heheheh...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos, já pararam pra pensar que onde estejamos por esse planeta, podemos estar "em casa"? A casa de Cristo, numa igrejinha mais próxima de você. Lá seremos muito bem recebidos, e Ele estará à disposição para conversar conosco, nos ouvir, consolar uma dificuldade, ou simplesmente um trocar de olhares (lembro de um amigo que simplesmente passava na igreja e dizia: "tô passando só pra dar um 'oi', Jesus!"). Em Ouro Pret e em Tiradentes eu me "senti em casa", em Brasília há dois meses atrás em também "estive em casa", aqui em Sampa estou "sempre em casa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo nos lugares mais inóspitos, também podemos nos "sentir em casa". Certo amigo empreendeu uma viagem para uma cidade distante de Roraima, que não tinha igreja em pé. Um dos que o acompanharam, em certo momento, percebeu este meu amigo olhando para o horizonte, num rio. Veio a pergunta: "o que está fazendo?". E a resposta:"estou conversando um pouco com Ele.". Onde estivermos, lá está Cristo, pronto pra nos atender. Muitas vezes, numa casa suntuosa, cheia de ouro (pra Ele), como vi em Minas. Outras, numa casa mais pobre, com uma simples cruzinha. Mas Ele está lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é delicioso saber-se "em casa". Os problemas perdem peso, uma paz de espírito e alegria vem à tona, junto de uma sensação agradabilíssima de estar sempre acompanhado. Lembro-me de um amigo que sempre dizia, quando ia pra sua casa: "fica tranqüilo, que nunca vou sozinho". Quem tem essa fé pode enfrentar os lugares mais hostis e as distâncias mais complicadas, e possui um jogo-de-cintura fenomenal para as adversidades. Afinal, sabe que não quebrará a cabeça nem estará sozinho. Deve ser duro para alguém que não tenha essa sensação de "estar em casa" passar por uma adversidade, pois estará numa sensação de cair num vale, cair, cair... mas nunca chegar ao fundo, nem ter uma mão pra ajudar. Tem que se virar sozinho, e quando não o consegue, sente-se sem saída e sem qualquer esperança, desabrigado. Triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde nós estivermos, saibamos: tem uma casa ali próxima, muito próxima, com uma recepção digna de chefe de estado. E se não houver, faça como meu amigo que olhava para o horizonte: Deus tá ali, também. Estamos sempre "em casa", na casa dEle! Bora "trocar uma ideia" com o Anfitrião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 10/11/2009. W.E.M.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-3352161759595161101?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/3352161759595161101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=3352161759595161101' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3352161759595161101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3352161759595161101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/11/cronica-ano-iii-n-103-em-casa.html' title='Crônica - Ano III - Nº 103 - &quot;Em casa&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-3843682708539844460</id><published>2009-11-03T23:04:00.001-02:00</published><updated>2009-11-03T23:12:59.231-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano III - Nº 102 - "Posteridade"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Começa com esta crônica de nº 102 o terceiro ano de crônicas. Que venham as inspirações necessárias para continuar escrevendo, hehe... Pego, então, carona neste mês de Novembro. Reta final de tantas coisas, pensando já no ano de 2010. Pensando na posteridade. Mas o que seria essa tal posteridade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Muitas pessoas fecharam discursos épicos com o chavão: "entro para a posteridade!". Outras, dizem que querem fazer coisas que fiquem para a posteridade, como projetos, família, amigos, momentos, etc. Posteridade seria algo "para o futuro, e para ser lembrado e guardado para muito tempo depois". Enfim, posteridade é um termo que remete o amanhã, os próximos dias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Entretanto, há várias pessoas que não se preocupam com a posteridade. Não se incomodam com o dia de amanhã, com os projetos, com os sonhos. E não é por maldade, por querer viver o presente: antes fosse! Essas pessoas que não estão nem aí para a posteridade são aquelas que vivem de momentos efêmeros, se apegam a um gosto ou vício, querem "curtir o momento", como cansei de ouvir de muitas pessoas. Essas pessoas não possuem em sua linha de horizonte os que estão ao seu redor, seja familiares ou amigos: não traçam metas e planos, pois preferem o "deixa a vida me levar".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Optar por essa forma de ver e viver a vida pode, quem sabe, dar certo para algumas raras exceções. Porém é brincar com fogo: jogam-se na mesa, por troca de banais momentos, as belas opções que poderiam vir para o futuro que já citamos acima. Quem não se lembra daquela história do homem que, já entorpecido pelo álcool, arruinou&amp;nbsp;sua família&amp;nbsp;perdendo na mesa do jogo a casa e mesmo a mulher? Ou vários que, em busca de um momento de prazer, talvez tenham perdido a vida (e a de outras pessoas) acelerando até o limite numa estrada federal, ou ainda acabado com a própria saúde com uma dose caprichada de LSD? Exemplos não faltam dos que jogaram pela janela toda uma vida e projetos em troca de um momento na hora inesquecível para bem, mas que depois se tornaria inesquecível para mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Sei que muito do que foi escrito nas linhas acima já é de senso comum de muitas pessoas, inclusive das que não pensam na posteridade. Entretanto vale a pena insistir no tema, principalmente ao pensarmos que estamos num mês que nos convida a uma reflexão: o que deixarei para a posteridade? O que levarei comigo, quando chegar a hora que tantos ainda insistem em temer, a hora da morte? Quem herdará o meu legado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Podemos&amp;nbsp;levar conosco falsas amizades em troca de favores, os "baseados" e "cachaças" da vida, o egoísmo, o ódio por fulaninho de tal, uma vida desregrada e cheia de momentos que terminam na primeira dor de cabeça da ressaca ou no primeiro boletim diagnóstico do médico. São exatamente essas pessoas que ficam choramingando ou mudam de assunto quando pensam na morte, pois elas mesmas são as que mais sabem de que estarão deixando um vazio imenso para a posteridade, uma vida cheia de inutilidades, nada. E inclusive muitas delas, que durante a vida desprezaram a existência de Deus, passam inclusive a&amp;nbsp;acreditar, do nada. Já que passou o "bem-bom", agora posso acreditar e temer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mas, calma... há outra opção. A opção a seguir traz consigo a amizade, os verdadeiros e sinceros valores, a paz de espírito de uma vida bem vivida e trabalhada, uma família maravilhosa... E de quebra, com momentos inesquecíveis, numa excursão, num romance, num curso feito, numa festa bacana. Momentos parecidos com os do caso acima, mas com uma diferença essencial: os momentos ali estarão construindo uma posteridade, e não sendo uma posteridade, sendo meio, e não fim. E nesses momentos se encaixarão todos e todos, e não somente o próprio umbigo, que vê nos outros somente ocasião de curtição ou caretice. Nem preciso dizer que essa opção tá de bem com Deus, que é o primeiro interessado em nossa felicidade na Terra, mas que está nos esperando com algo muito maior numa posteridade que não terá fim. É uma opção tão grandiosa que&amp;nbsp;todos os que virão depois sentirão as consequências dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O negócio então, camaradas, é não ficar apegados a uma ocasião "bacana". É pensar na posteridade, no que deixar pra depois. Vamos deixar um lixo de vida,&amp;nbsp;só de "farrapeiragens", ou vamos, a cada 2 de Novembro, lembrar a todos de uma existência que deixou rastro para uma multidão, um dia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A opção é nossa. Somente nossa. Pensemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;São Paulo, 03/11/2009. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-3843682708539844460?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/3843682708539844460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=3843682708539844460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3843682708539844460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/3843682708539844460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/11/cronica-ano-iii-n-102-posteridade.html' title='Crônica - Ano III - Nº 102 - &quot;Posteridade&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-1108736883888134478</id><published>2009-10-27T21:55:00.002-02:00</published><updated>2009-10-27T21:55:42.292-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano II - Nº 101 - "O tempo e o momento"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vai terminando mais um mês avassalador, Outubro! A sensação, para mim, é de estar num funil, ao pensar neste final de 2009: vai passando os dias, e a sensação é de as coisas estão afunilando, como que passando pelo espaço estreito do funil: reuniões, projetos, TGI (ai, jisuis!!!), etc, etc, etc...&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, com toda essa correria, muita gente ao redor, seja das antigas (como vi na última Feira de Ciências da Pedreira, no último domingo, e no último sábado quando, por uma felicíssima coincidência, na ida para um trabalho de campo revi uma amiga de escola que não via há quase 10 anos!), seja das novas (no mesmo final de semana fiz um trabalho de campo da matéria de Pedologia, e fiz amizades com muita gente das turmas de 2007/2008). Festas, concursos, a família... adrenalina! Momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo de Outubro, entraremos neste mês especial de Novembro, onde a questão da vida e da morte são lembradas por muitos com maior ênfase. Quero destacar aqui então, nesta crônica (aproveitando a adrenalina de Outubro), justamente dois elementos que compõem e apontam se estas duas questões de fato valeram a pena: o tempo e o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente essas duas questões parecem opostas: muitos preferem "dar tempo ao tempo", outros "aproveitar o momento". Mas não é assim: na verdade o momento está embutido no tempo. Pensemos nas corridas: para um piloto fazer o tempo perfeito num circuito, foram necessários vários momentos de atenção: uma curva bem feita, a 6ª marcha na reta, não deixar o carro perder estabilidade... Todos esses momentos constituirão o tempo perfeito que vai deixar o piloto na pole-position.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma em nossas vidas: o tempo total de nossas vidas, para se aproximar do "tempo perfeito", depende de muitos momentos. Encontrar ou conversar com uma pessoa especial, estar no lugar certo e hora certa para abraçar determinada oportunidade, e o principal: os diversos momentos que temos ao ler um texto da faculdade, na preparação uma aula, no escritório. Para o tempo valer a pena, é necessário o aproveitamento dos momentos, sejam bons ou ruins. Daí a necessidade do aproveitamento e organização do tempo: por eles é que os momentos podem aparecer e ficarem "à nossa disposição".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matar o tempo, não por intensidade naquilo que se faz, é matar os momentos que poderiam aparecer em nossas vidas. Quantas pessoas que nós conhecemos não trocam a dinâmica do dia-a-dia por um belo sofá, trocando momentos de vivência por momentos de preguiça? Não conhecemos pessoas que, por total negligência, jogaram pela janela momentos que poderiam praticamente decidir sua sorte? Há sei lá quantas histórias de artistas famosos que, por uma festa ou ocasião que julgavam prazeirosa, jogaram suas carreira no lixo. E por aí vai. Esses são exemplos de sentenças de morte ao momento, logo sentenças de morte para o tempo: sentenças de morte da vida, e mesmo sentença de morte para a própria morte, pois quando chegar o momento derradeiro, poucos momentos haverão para coroar a "passagem". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o negócio é nos esforçarmos por não perder os momentos que farão nosso tempo, nossa vida, nossa morte. Acordar, com um sorriso no rosto do início ao final do dia, com vontade de "espremer" ao máximo os nossos minutos, à caça de momentos inesquecíveis, e não esperar que eles surjam do nada. Ir à caça do que (e de quem) vale realmente a pena, e colaborarão para a construção de momentos inesquecíveis, que tornarão nosso tempo eterno. Sem correrias ou tensões, que deixariam, obviamente, nossa vida maluca e sem nortes, e sim com ordem, planejamento, sabendo recomeçar dos erros (e reconhecer os mesmos) quantas vezes for preciso .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dessa maneira, jogando com o tempo e o momento como aliados, é que faremos obras grandiosas todos os dias e em consequência faremos a vida valer a pena, e a morte será encarada como algo divino, pois sairemos de cena com sensação de missão cumprida de maneira grandiosa para os que vierem depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 27/10/2009. W.E.M.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-1108736883888134478?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/1108736883888134478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=1108736883888134478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1108736883888134478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/1108736883888134478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/10/cronica-ano-ii-n-101-o-tempo-e-o.html' title='Crônica - Ano II - Nº 101 - &quot;O tempo e o momento&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-2358111387426078599</id><published>2009-10-19T00:28:00.002-02:00</published><updated>2009-10-19T00:31:41.777-02:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano II - Nº 100 - "O cem e as festas"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;Para quem começou a escrever como um hobby, chegar à centésima crônica é muito bacana, heheh (na verdade esta é a 98ª publicada, pois os arquivos de minhas duas primeiras crônicas se perderam). As linhas escritas até agora já geraram reflexão, saudáveis debates e ideias, e só por isso já valeram a pena ter escrito cem crônicas, desde 11/2007, quando comecei o Orkut e minha "coluna semanal". Obrigado a todos os leitores!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;Quero então aproveitar a deixa pra falar um pouco sobre a mística deste número, o 100, pra mim o mais simbólico de todos os números, e a sua relação com as festas. Basta pensarmos em nossas expressões corriqueiras: "hoje acordei 100% recuperado da gripe", "nossa meta é atingir 100% de aproveitamento neste campeonato", "hoje é o centenário do nascimento/morte de ...". Quando colecionava gibis (já tive mais de 500), percebia a mística do cem: quando um personagem chegava à revista 100, era um número todo especial, mais caprichado: até hoje é assim. O cem, de fato, não é um número qualquer.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;Ao lembramos do número 100, rapidamente podemos lembrar de festa. Quero aqui falar, como gosta de dizer um de meus grandes amigos, sobre "o poder da festa". Santa Teresa (cuja festa caiu no último dia 15/10), ao fundar seus diversos Carmelos pela Espanha do século XVI, sempre deixava um intervalo generoso para a recreação das monjas. Dizia: "são momentos como o da recreação que torna esta vida de cá suportável". E é verdade: em nossa vida também fazem parte as festas. Uma festa de aniversário, um happy-hour com uma cervejinha nas sextas-feiras, um amigo secreto e muito mais: festas que nos fazem recarregar as baterias, esquecer um pouco a tensão do cotidiano, e reencontrar e pôr o papo em dia com a família ou com a galera. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;Conto aqui meu caso, na última sexta-feira: após uma semana exaustiva, com reuniões, provas, aulas e projetos (entreguei um projeto às dez da noite de sexta, após uma prova), estava zonzo. E, ao pé da escada, encontro uma roda de amigos me chamando para ir a uma festa no prédio vizinho: não me fiz de rogado, e fui com eles. Dancei, tomei uma cervejinha (moderada, viu: nunca passo de duas), pus a conversa em dia... No fim das contas recuperei as forças, e mal senti os efeitos daquela semana duríssima.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;Várias vezes falei em minhas crônicas sobre a questão do sofrer, e a participação que ele tem em nossas vidas por meio de tantas contrariedades. Mas, de tal forma, esta vida ganha sentido com as alegrias, as festas, as datas especiais. Momentos de lazer e confraternizações são essenciais para que não piremos ou nos afoguemos no sufoco do dia-a-dia. Uma pessoa que não sabe festejar facilmente vê tudo "cinza", entrega-se a caras amarradas ou à ressaca de Domingo à noite (mais conhecida como Síndrome do Fantástico).&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;Festejar bem está em dois pontos: 1-) Moderação: não é sinônimo de festejar bem ficar bêbado ou "doidão". É triste encontrar jogado feito um farrapo, nas calçadas, várias pessoas que "festejaram" além da conta, sem medir consequências, entregues a uma psicose na qual já estão viciadas. É muito melhor festejar consciente, no sentido literal da palavra; 2-) A vida não é uma festa: tem gente que acha que é festa 24 horas por dia, 7 dias por semana. Não é por aí: a batalha da vida sempre está nos esperando. Festejar equivale a um pit-stop em nossas correrias: agora, imaginem um carro parado indefinidamente no box, em seu pit-stop? Pois bem: quem encara a vida como uma eterna festinha corre o risco de nunca sair do box, e jamais encarar com a devida maturidade os desafios que ela propõe. A festa vai de mãos dadas com o suor da batalha, com os pequenos e grandes sofrimentos que tivemos e que irão justificar o festejo. Tapar os olhos ao sofrer é cair nesse discurso e, no fim das contas, fazer uma festa falsa.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;Portanto, sem medo de parar um pouco e festejar os "100" que aparecem em nossa vida. Pois do saudável festejo também tiramos forças para chegar aos 200, 300, 1000...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;b&gt;São Paulo, 19/10/2009. W.E.M.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-2358111387426078599?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/2358111387426078599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=2358111387426078599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2358111387426078599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/2358111387426078599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/10/cronica-ano-ii-n-100-o-cem-e-as-festas.html' title='Crônica - Ano II - Nº 100 - &quot;O cem e as festas&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-339771971360450404</id><published>2009-10-12T04:15:00.004-03:00</published><updated>2009-10-13T01:45:36.249-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano II - Nº 99 - "Piedade"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:7;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" white-space: pre-wrap;font-size:48px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  font-weight: normal; white-space: normal; font-family:'Times New Roman';font-size:16px;"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Chegamos a uma interessantíssima data do ano. 12 de Outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças! Como, então, juntar os dois temas para uma crônica?  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Pensei, pensei e pensei, e achei um "gancho" capaz de unir as duas questões, que é a piedade, uma virtude das boas!  Ontem estava eu, em mais um trabalho de campo ao Assentamento Milton Santos, em Americana, no projeto no qual participo há quase três anos. Chegando lá, nosso grupo topou com uma celebração feita por uma pastoral da cidade de Limeira, onde foi feita a coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida. E no ato da coroação, muitas crianças, dando "vivas" à nossa Mãe e jogando pétalas de flores. Foi um momento muito bonito que presenciamos em nosso trabalho.  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O momento narrado acima dá bem a dimensão do que seria piedade: é saber agir com a candura e simplicidade das crianças em todas as coisas. Não confundam, por favor, com infantilidade boba, ingênua, cheia de piadinhas sem graça, choros e mimos. A piedade traz consigo a simplicidade das crianças, mas ao mesmo tempo a firmeza e maturidade dos adultos. Ao mesmo tempo a piedade, para existir de fato, precisa de um requisito fundamental: a fé em Deus, em uma força maior. Uma pessoa cética jamais pode exercer a virtude da piedade, pois justamente ao exercer esse ceticismo ela estará fechando as portas para a esperança e a simplicidade, entre outras virtudes, embutidas nas crianças.   &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Vem à cabeça a recente história do irmão de um amigo meu, que foi rezar aos pés de sua tia doente junto com seus amiguinhos. Essas crianças, com muita simplicidade, foram pedir a melhora do quadro de saúde da tia rezando orações simples, daquelas que rezamos antes de dormir, sem muitas palavras mas recheadas de carinho e sinceridade. Ou então, lembro agora de outro "causo" de uma grande amiga minha, que conta que, quando pequenininha, adorava aprontar com sua irmã caçula. E na hora do justo "acerto de contas" dos pais com essa minha amiga, justamente a irmãzinha caçula ia agarrar-se à barra da saia da mãe, pedindo com inocência: "num bati nela, não!".  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Pois bem, o mundo de hoje anda muito carente dessa simplicidade das crianças, seja na vida de fé, seja na vida cotidiana. Ficamos mais "chatos", céticos, sem muito ritmo para atos simples e brincadeiras. Substituímos as palavras mais simples por discursos prolongados e teses e achismos científicos que não justificam absolutamente nada e só servem para injetar nas pessoas o vírus do desânimo, da descrença. Há pouco tempo saíram pesquisas informando do alarmante aumento dos índices de estresse para as diversas faixas etárias. Enfim, chegamos ao advento de uma sociedade conformada com relativismos, que perdeu o ânimo para crer numa força e num futuro maior. Uma sociedade pouquíssimo piedosa.  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Assim, a data de hoje nos convida a refletir: será que sou um desses adultos tristes, sem expectativas de um futuro melhor, sem fé? Será que chutei pra longe minha fé e orações de infância pro meu Paizinho, pra minha Mãezinha, e troquei-os pelo pessimismo dos jornais e dos atuais pensadores? Perdi a  piedade?  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Se você acha que se enquadra nessa turma da infância perdida e quer "voltar", há tempo. Comece voltando a rezar aquelas suas oraçõezinhas aos pés da cama, ao acordar e deitar. Seja simples: não tenha medo de sorrir, de errar, de rir com as próprias gafes, de ser o que é. E principalmente: apesar dos pesares, jamais perca a confiança de dias e pessoas melhores, e na Força maior.&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; O mundo de fato vai acabar no dia em que todos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;comprarem o discurso pessimista colocado mais acima&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="  font-weight: normal; white-space: normal; line-height: 17px; font-family:Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="  line-height: normal; font-weight: bold; white-space: pre-wrap; font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;, pois ali se perderia de vez o sentido da &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;vida e da existência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="  line-height: normal; font-weight: bold; white-space: pre-wrap; font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Piedade de crianças, pois o mundo e o futuro estão nas mãos delas. Estão nas mãos de quem realmente tem uma alma cândida e doce, de quem reza, pede e tem fé no dia de amanhã... tal qual as crianças, como as que vi aos pés de Nossa Senhora naquele ensolarado Domingo em Americana!  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;FELIZ DIA DAS CRIANÇAS PARA TODOS NÓS!  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;São Paulo, 12/10/2009. W.E.M.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2673169241953309308-339771971360450404?l=blogdowanderlei.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/feeds/339771971360450404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2673169241953309308&amp;postID=339771971360450404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/339771971360450404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2673169241953309308/posts/default/339771971360450404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdowanderlei.blogspot.com/2009/10/cronica-ano-ii-n-99-piedade.html' title='Crônica - Ano II - Nº 99 - &quot;Piedade&quot;'/><author><name>Prof. Wanderlei Evaristo de Mattos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05176590546734564747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-BLlPupaIGsY/TpZ2goms9mI/AAAAAAAAAVc/bFjskM37vtg/s220/Perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2673169241953309308.post-5628203430048995488</id><published>2009-10-05T01:51:00.002-03:00</published><updated>2009-10-05T01:55:47.680-03:00</updated><title type='text'>Crônica - Ano II - Nº 98 - "O cruzar de braços"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Eu tinha várias opções de temas para cronicar. Mas não poderia deixar de falar sobre a eleição do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, heheh! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Confesso que fiquei empolgado! Levei meu rádio para o bandejão central da USP, e junto com alguns amigos esperei o veredito do COI. Até um pessoal desconhecido, ao perceber que eu estava ouvindo a escolha, parou para acompanhar! Assim que saiu a escolha, fiquei entusiasmado (tanto que fiz algumas brincadeiras no Orkut, como costumo fazer). Mesmo sendo paulistano roxo e com uma ponta de "ciúme", e sabendo que haverão muitos ônus com a chegada desse mega-evento.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Porém, quero me ater a uma declaração do Príncipe Albert de Mônaco, um dos integrantes do COI e que declarou voto ao Brasil: "o Brasil ficou entusiasmado com a escolha, mas desde já é hora de pôr mãos à obra. É uma chance talvez única do país mudar sua história e realidades".  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei e que esteve no Brasil em 1974, traçou em sua estadia um perfil do brasileiro: extremamente entusiasta, alegre, mas que tende a desanimar nos primeiros obstáculos. Um passo errado, uma conduta indevida e pronto! Não dá mais, tudo é uma merda, o fulano de tal não presta. Apesar do famoso refrão "sou brasileiro, não desisto nunca", muitos milhões de brasileiros costumam ser adeptos do mau agouro, mostrando um pessimismo diante de situações delicadas. Cruzam os braços.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Minha posição sobre os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio é de que haverão problemas crônicos a serem resolvidos, a começar pelos nossos políticos, que com certeza (a grande maioria deles) vê nesse evento uma oportunidade de ouro de embolsar fortunas com dinheiro público. Depois, a própria situação do Rio, que beira a calamidade pública em quesitos como segurança e saúde. E, se considerarmos que haverá dois anos antes a Copa do Mundo no Brasil, pensemos nos problemas das demais cidades: São Paulo e seu trânsito caótico, as cidades do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, carentes de infra-estrutura, as cidades do Sul do país com problemas de rede hoteleira, transporte... Quanta coisa!  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;É "fato consumado" esses dois eventos no País: pensemos agora nos bônus. Haverá uma pressão internacional como nunca antes vista, bem como os olhares para os problemas do País. Os políticos saem pressionados desta história, pois gente de gabarito jogou suas fichas nesses ditos cujos, e não ficarão satisfeitas em ver dinheiro ser desperdiçado. Uma infra-estrutura completa, em todos os níveis, terá de ser montada, e problemas irresolvíveis agora terão que se tornar solucionáveis. E a fatia da população de insatisfeitos, junto com a de satisfeitos com estas escolhas de sede vai cobrar como nunca antes foi cobrado os investimentos a serem feitos (me incluo nesse grupo de cobradores). Há mais bônus do que ônus nestas escolhas, a questão é querer fazer a diferença.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O que não podemos é ser mais um dos que vão cruzar os braços. E não falo aqui somente da situação olímpica, mas de tudo. Tem gente que tem fetiche por "chutar cachorro morto". Acordam com nuvens negras ao seu redor, e não estão satisfeitos com nada, não vêem saídas, formas de fazer diferente. São insossos conformistas, que ao invés de ir pra frente de batalha, preferem se sentar em roda e chorar as pitangas, sem qualquer intenção de buscar soluções, mas sim continuar de maneira egoísta caçar novos motivos para, no dia seguinte, chorar mais ainda. Muitos dos que 
